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- O que você faria se descobrisse que pode morrer amanhã?
A vida é um empreendimento de risco. A única certeza é a de que temos prazo de validade, mesmo assim cometemos o erro de viver com a sensação de imortalidade.
Quando enfrentamos uma crise ou, quando perdemos alguém importante, ou até mesmo quando alguém que gostamos sofre algum tipo de acidente, percebemos o quanto nossa vida é curta e frágil. Tudo que parecia ser tão importante passa a ser nada. Aquele nervoso esperando o semáforo abrir, aquela oportunidade perdida, aquele dinheiro desperdiçado, aquele acordo que não cumpriram.
E numa fração de segundo, o que vem na cabeça são os filhos, os pais, os amigos e o que foi que fiz da minha vida até aqui. Quanto tempo perdido com amenidades, verborragias e pequenices.
Essa é a condição humana.
Lembre-se que temos prazo de validade
Somente assim é que conseguimos realmente separar o joio do trigo e descobrir o que é realmente importante. Cada um tem uma meta, um objetivo visceral, uma razão de vida.
Para descobrir qual é a sua, basta ter noção de prazo. Da mesma forma que precisamos de referências para entender o que é alto e baixo, quente e frio, bonito e feito, bom e mal. Precisamos da referência para entender o verdadeiro e cru significado da nossa vida.
A referência da vida é a morte.
Uma palavra tão forte e tão distante, mas que pode nos alcançar com a velocidade da luz. Assim que um semáforo fecha e um motorista não vê, assim que o chão treme ou um assaltante nos visita.
Uma lição que também podemos aprender com Steve Jobs.
Relembrar que estarei morto em breve é a mais importante ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida.”
Com isso, ele ensina que quase tudo – todas as expectativas externas, todo medo de embaraço ou falha, todo orgulho – todas essas coisas simplesmente se desvanecem em face da morte, ficando apenas o que é realmente importante.
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