Posted by : Marsylla Salgado Tavares quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A vida é um empreendimento de risco. A única certeza é a de que temos prazo de validade, mesmo assim cometemos o erro de viver com a sensação de imortalidade.

Quando enfrentamos uma crise ou, quando perdemos alguém importante, ou até mesmo quando alguém que gostamos sofre algum tipo de acidente, percebemos o quanto nossa vida é curta e frágil. Tudo que parecia ser tão importante passa a ser nada. Aquele nervoso esperando o semáforo abrir, aquela oportunidade perdida, aquele dinheiro desperdiçado, aquele acordo que não cumpriram.

E numa fração de segundo, o que vem na cabeça são os filhos, os pais, os amigos e o que foi que fiz da minha vida até aqui. Quanto tempo perdido com amenidades, verborragias e pequenices.

Essa é a condição humana.

Lembre-se que temos prazo de validade

Somente assim é que conseguimos realmente separar o joio do trigo e descobrir o que é realmente importante. Cada um tem uma meta, um objetivo visceral, uma razão de vida.

Para descobrir qual é a sua, basta ter noção de prazo. Da mesma forma que precisamos de referências para entender o que é alto e baixo, quente e frio, bonito e feito, bom e mal. Precisamos da referência para entender o verdadeiro e cru significado da nossa vida.

A referência da vida é a morte.

Uma palavra tão forte e tão distante, mas que pode nos alcançar com a velocidade da luz. Assim que um semáforo fecha e um motorista não vê, assim que o chão treme ou um assaltante nos visita.

Uma lição que também podemos aprender com Steve Jobs.

Relembrar que estarei morto em breve é a mais importante ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida.”

Com isso, ele ensina que quase tudo – todas as expectativas externas, todo medo de embaraço ou falha, todo orgulho – todas essas coisas simplesmente se desvanecem em face da morte, ficando apenas o que é realmente importante.

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