Posted by : Marsylla Salgado Tavares quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nas montanhas do Canadá havia um mestre lenhador.

Certo dia, ele foi procurado por um rapaz de preparo físico notável, que lhe disse: “Quero aprender a cortar árvores, quero me tornar lenhador como o senhor”.

O mestre aceitou, de pronto: “Volte amanhã e vou lhe ensinar meu ofício”.

Lá pelo terceiro mês de aprendizado, para o espanto do mestre lenhador, o jovem lhe disse: “Aprendi o que tinha de aprender. Já sou um lenhador, um bom lenhador. Na verdade, acho que sou o melhor lenhador do Canadá”. Diante do olhar incrédulo do mestre, foi mais longe, lançando-lhe um desafio.

“Vamos delimitar duas glebas de terra, com a mesma quantidade de árvores cada, e cortar. Quem primeiro derrubar a última árvore é o mais rápido e, portanto, o melhor”, propôs. E assim aconteceu.

No início, o jovem, com mais disposição e uma velocidade incrível, abriu vantagem sobre o mestre. De vez em quando, lançava um olhar para a gleba vizinha e observava intrigado que este fazia pequenas paradas para descansar.

“Moleza. Vai ser fácil”, pensava consigo.

No entanto, o sol nem havia se posto por completo no horizonte e o mestre derrubava sua última árvore, enquanto o rapaz ainda tinha algumas pela frente. Surpreso, ele correu até o mestre: “Como o senhor cortou mais rápido do que eu!?! É impossível, não consigo entender. Não parei um só minuto e vi que o mestre parava toda hora para descansar!!!”.

Então, o lenhador mais velho olhou nos olhos do jovem e lhe transmitiu sua derradeira, e talvez mais importante lição: “Cada vez que eu parava para descansar, aproveitava para afiar os machados”.

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