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- Um olhar sobre as diferenças
Quando se pensa nos acontecimentos das últimas décadas e no quanto a sociedade vem mudando, começa-se a pensar nos reflexos futuros. Na opinião do antropólogo Márcio Santos, considerando fatores como o aumento da expectativa de vida da população mundial e a intensa circulação de informações propiciada pelas modernas tecnologias de comunicação, é inegável que nunca, em toda a história da humanidade, houve tanto acúmulo e possibilidades de acesso ao conhecimento.
Neste contexto, o cientista social acredita que o diálogo entre as gerações que convivem neste complexo mundo contemporâneo é essencial: “A troca de conhecimento e experiências permitirá que aprendamos com os erros e acertos do passado e tomemos decisões sobre o futuro”
Em relação a atitude ideal para que o choque de gerações passe a ser benéfico para as empresas, o antropólogo afirma que é preciso haver vontade de se aprender com o outro. “As habilidades que a Geração Y traz consigo, geralmente relacionadas ao domínio de tecnologias e facilidade na comunicação em idiomas, não podem ser desprezadas devido à preferência por uma rotina de trabalho diferente da convencional”, orienta.
Para Márcio, é fundamental que este empregador enxergue a nova geração com um olhar desprovido de pré-conceitos, com capacidade para aprender com o ‘novo’ sem necessariamente considerá-lo como ‘melhor’ ou ‘pior’ do que o ‘antigo’. “Há que se ter disposição para o contato e o convívio com o diferente, num procedimento que, não deixa de ser um exercício antropológico”, finaliza.
‘Vamos mudar o mundo!’
Nos últimos 60 anos, três gerações marcaram época e mudaram os valores e o jeito de a sociedade pensar. Agora é a vez da abusada Geração Y
TRADICIONAIS (até 1945)
É a geração que enfrentou uma grande guerra e passou pela Grande Depressão. Com os países arrasados, precisaram reconstruir o mundo e sobreviver. São práticos, dedicados, gostam de hierarquias rígidas, ficam bastante tempo na mesma empresa e sacrificam-se para alcançar seus objetivos.
BABY-BOOMERS (1946 a 1964)
São os filhos do pós-guerra, que romperam padrões e lutaram pela paz. Já não conheceram o mundo destruído e, mais otimistas, puderam pensar em valores pessoais e na boa educação dos filhos. Têm relações de amor e ódio com os superiores, são focados e preferem agir em consenso com os outros.
GERAÇÃO X (1965 a 1977)
Nesse período, as condições materiais do planeta permitem pensar em qualidade de vida, liberdade no trabalho e nas relações. Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação já podem tentar equilibrar vida pessoal e trabalho. Mas, como enfrentaram crises violentas, como a do desemprego na década de 80, também se tornaram céticos e superprotetores.
GERAÇÃO Y (a partir de 1978)
Com o mundo relativamente estável, eles cresceram em uma década de valorização intensa da infância, com internet, computador e educação mais sofisticada que as gerações anteriores. Ganharam autoestima e não se sujeitam a atividades que não fazem sentido em longo prazo. Sabem trabalhar em rede e lidam com autoridades como se eles fossem um colega de turma.
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