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Se você realmente quer despertar a criatividade em sua mente, saia um pouco da sua mesa de trabalho. Segundo Ken Robinson, especialista em criatividade, inovação e pessoas, a criatividade é melhor desenvolvida em outros ambientes, como por exemplo, em balés, galerias de arte, exposições, eventos esportivos ou, até mesmo, mudando o trajeto de casa até o trabalho. Isso porque não há outra forma de estimular o pensamento criativo sem novas experiências.
Mozart Lacerda Filho, psicólogo e músico especialista em recursos humanos, acredita que a alta velocidade das transformações das empresas cria grande dificuldade de estabelecer padrões de comportamento.
Como as normas previamente estabelecidas estão cada vez mais fragilizadas devido à dinâmica do trabalho atual, há poucas garantias sobre qual será o conhecimento demandado no futuro.
Daí decorre a única solução visível: tornar os executivos hábeis e atentos para tomar decisões por si só e de maneira cada vez mais rápida. Quem ganha com isso? O pensamento criativo.
Experiências em rede
Uma vez que a criatividade está ligada ao repertório cultural e corporativo, quanto mais experiências estiverem conectadas no momento de desenvolver uma solução baseada no pensamento criativo melhor.
Ganha força, portanto, o trabalho em equipe e as relações entre os mais diferentes departamentos. Foi o que disse Robinson: “em suma, para incentivar uma cultura de inovação, deve-se reconhecer que o pensamento criativo não vem do esforço individual, e sim da colaboração, do trabalho em equipe, de combinar as ideias das pessoas”.
Lacerda credita às empresas a responsabilidade por fomentar o incremento de novas ideias, o que pode ser feito com estímulo ao desafio, ensinando os colaboradores que o problema pode e deve ser parte da solução.
Para reverter esse quadro é necessário treinamento e espaço dentro das empresas para que seja possível criar um ambiente em que o pensamento criativo, que surge naturalmente, seja valorizado e não desperdiçado.
Princípios da criatividade
De acordo com Robinson, predomina uma visão limitada de inteligência, baseada em testes racionalizados de QI. Ficam de lado, portanto, todas as outras infinitas maneiras de entender inteligência e criatividade. Seria preciso, na opinião dele, valorizar tanto as pessoas que pensam visualmente quanto as que raciocinam melhor por meio do som ou do movimento, por exemplo.
Algumas dicas podem auxiliar. Confira:
1 – Atitude: catalisadora de energia criativa e agregadora de habilidades e talentos. Ver-se como alguém criativo é passo importante para liberar a imaginação e aproveitar habilidades e conhecimentos.
2 – Desafiar suposições: temos crenças – e somos afetados pelas crenças de outras pessoas – que nos impedem de usar a imaginação e resolver os problemas criativamente. É importante identificar e listar as suposições, convenções e crenças que afetam a compreensão, análise e solução, e livrar das que não são verdadeiras ou que se tornaram obsoletas.
3 – Quebrar regras: na solução de problemas e na inovação é importante questionar as regras, especialmente quando elas aprisionam a mente a velhos hábitos e modos de pensar.
4 – Não ter medo de errar: grandes invenções raramente resultam de golpe da sorte, mas da sucessão de tentativas frustradas.
5 – Acreditar que há mais de uma solução certa: é essencial separar a fase de geração de ideias da fase de julgamento. No trabalho em equipe, deve-se ficar atento para os comportamentos que desencorajam as contribuições dos participantes, bloqueiam suas mentes e minam o espírito de equipe.
6 – Persistir: experimentar e ter alguns fracassos faz parte do processo de geração de ideias e inovação. O segredo do sucesso está na constância de propósito, em manter-se firme apesar dos percalços no caminho.
Fonte: HSM

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