Posted by : Marsylla Salgado Tavares quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Histórias de sobrevivência em condições extremas são ricas em lições de persistência e coragem que, guardadas as proporções, podem ser trazidas para o mundo corporativo.
We Die Alone: A WWII Epic of Escape and Endurance, de David Howarth, é um desses relatos: a fuga de um norueguês perseguido pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Jan Baalsrud sobreviveu a uma emboscada onde todos os seus companheiros foram assassinados, nadou por águas gélidas, foi soterrado por uma avalanche, ficou temporariamente cego na neve e ainda amputou alguns de seus dedos dos pés com um canivete. Mas sobreviveu.
Sua missão, junto com outros três companheiros, era preparar a resistência norueguesa para missões de sabotagem das tropas alemãs baseadas no Mar Ártico. Num barco pesqueiro eles levariam os equipamentos necessários desde a Inglaterra e se misturariam à população local, recrutando voluntários e treinando-os.
O líder da missão, Sigurd Eskeland, é quem oferece a Dica da Semana:
"Neste tipo de expedição é inútil fazer um plano detalhado, porque ninguém pode prever exatamente o que vai acontecer. O líder sempre tem um nível de responsabilidade que poucas pessoas na guerra têm. As ordem eram dadas em termos gerais e, ao executá-las, ele não tinha ninguém para consultar*."
Por "este tipo de expedição" entenda-se uma empreitada com muitas incertezas, obstáculos desconhecidos, cenários em constante mudança.
Já vi empresas fazendo planos para os próximos cinco anos com precisão cirúrgica: percentuais tinham várias casas decimais e valores financeiros não dispensavam os centavos. Um trabalho tão minucioso quanto inútil, pois ao primeiro soluço do mercado todas as premissas iriam por terra, levando junto o detalhado planejamento.
Em vez de se esmerar tanto num plano de ficção, invista no improviso, na imaginação, na criatividade.

Fonte: pharmacoaching.com.br

2 Responses so far.

  1. Unknown says:

    Olá Marsylla, você se importa de colocar a fonte do texto? http://www.pharmacoaching.com.br/2011/02/detalhar-ou-improvisar.html

    Obrigado, Rodolfo (o autor).

  2. OK. Sempre coloco dessa vez falhei. Corrigido.

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