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Archive for abril 2010
Os limites do “empreendedorismo colaborativo”
Consultor comenta sobre a movimentação de empresas da internet como o Ning, que estão passando a cobrar por serviços que até então eram em plataformas gratuitas. (HSM Online 23-04-10)
Há alguns dias, o Ning, site que permite a criação gratuita de redes sociais, anunciou uma radical mudança de direcionamento: passará a cobrar pelos seus serviços e deixará de lado as centenas de milhares de comunidades gratuitas que fazem – ou faziam – da empresa os seus lares.
Em paralelo, a Apple anunciou, como parte do novo sistema operacional do IPhone (o OS 4.0), uma plataforma própria que permitirá que desenvolvedores de aplicações passem a inserir nelas anúncios publicitários e, com isso, ter uma receita efetiva mesmo quando essas mesmas aplicações forem gratuitas.
Fenômeno mundial há anos, a rede de microblogs Twitter comprou o Tweetie, uma das mais utilizadas aplicações que permitem o acesso aos serviços da rede a partir de computadores ou celulares sem a necessidade de se entrar no site em si. A transação deixou enfurecidos os tantos desenvolvedores que criaram as suas plataformas de acesso ao Twitter e que, agora, passarão a concorrer diretamente com a própria marca sobre a qual os seus negócios foram montados.
Com um recém-lançado modelo de negócios nos mesmos moldes do Google, o Twitter deixa claro que, em nome de sua estratégia, não pensará duas vezes em abandonar a massa de parceiros e desenvolvedores que, em grande parte, foram os responsáveis pelo seu sucesso.
O mesmo pode-se dizer da Apple que, ao criar a sua rede de anúncios, descarta as outras tantas que já existiam para o IPhone; e para o Ning, que entendeu que não mais precisaria viabilizar redes sociais gratuitamente como motor do seu negócio, visto que este já havia deslanchado.
Como tudo no mercado, esse conjunto de movimentos – todos ocorridos em um momento pós-crise – não é uma grande coincidência. Crises servem para forçar empresas a se repensarem e a se reinventarem; a atuarem de maneira mais matemática do que romântica; e a entenderem, de forma mais precisa, que o objetivo final de investidores, sócios e colaboradores é quase sempre o mesmo: colocar dinheiro no bolso.
Até aí, nenhuma grande novidade. Mas o que difere esse movimento de outros no passado é justamente o tipo de relação que está sendo posta em cheque. Todos esses modelos baseavam-se em uma relação de simbiose plena – uma espécie de “empreendedorismo colaborativo”: em nome da audiência, as grandes marcas abriam as suas plataformas para as aplicações desenvolvidas por terceiros e que, por característica, agregavam mais utilidade a elas; e esses terceiros, por sua vez, conseguiam vender as aplicações para os usuários finais das plataformas e tirar daí os seus sustentos.
O que quase ninguém se perguntava era justamente o que aconteceria caso as grandes marcas, satisfeitas com os patamares de audiência alcançados e ansiosas por ampliar as suas fontes de receita, perdessem o interesse pela manutenção das parcerias.E foi o que aconteceu não apenas com o Twitter, o Ning e a Apple, mas com outras marcas ao redor do globo. O resultado foi óbvio: as partes mais fracas viram-se, da noite para o dia, em uma crise de identidade sem precedentes: umas precisariam pagar para continuar existindo enquanto que outras simplesmente foram despidas dos seus principais modelos de negócio.
Curiosamente, enquanto relações são desfeitas e turbas digitais aglomeram-se em protestos, as grandes marcas continuam prometendo mundos e fundos para terceiros que, apesar de tudo, decidiram investir justamente na relação de simbiose (principalmente nos segmentos em que elas – ainda – não demonstraram interesse em agir por conta própria). É o que fazem, por exemplo, a Apple com o IPad, o Google com o Android e, claro, o Facebook.
Os seus números apontam sucesso absoluto para a estratégia, deixando claro o poder de sedução que continuam tendo. Todavia, uma nova peça foi inserida no jogo do “empreendedorismo colaborativo”, tão peculiar ao mercado digital: a certeza de que confiar cegamente em uma parceria com gigantes está longe de ser uma estratégia infalível.
Ironicamente, enquanto se estiver à frente de uma iniciativa de sucesso moderado ancorada em plataformas de terceiros, há uma relativa segurança. Mas, a partir do momento em que um negócio vire um retumbante sucesso, a possibilidade do “parceiro” decidir desalojar o desenvolvedor e colher os frutos sozinho é comprovadamente concreta.
É em parte por conta desse medo que a Zynga, desenvolvedora de jogos famosos como Farmville e Máfia Wars e que encerrou o ano passado com um faturamento próximo aos US$ 200 milhões, está investindo em diversificar ao máximo as plataformas sobre as quais opera (incluindo Facebook, IPhone, MySpace e outras). Com maior distribuição e “promiscuidade”, o risco acaba diminuindo – mesmo se mantendo ainda em um patamar perigoso.
Como o próprio Fred Wilson, um dos investidores do Twitter, insinuou em seu blog, basear um modelo de negócios inteiro em cima da plataforma dos outros talvez não seja, de fato, uma decisão inteligente. Ao menos não se este modelo der muito certo.
Certificação Ambiental x Crédito de Carbono
Oi propõe ao governo banda larga de R$ 35
São Paulo - Um acerto definitivo para o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL) parece mais próximo de acontecer. A operadora Oi disse ontem ao governo que pode oferecer internet rápida por valores entre 15 e 35 reais.
O número está dentro do que o governo acredita ideal para levar conexão acessível às classes C e D nos locais hoje não atendidos pelas operadoras de telecomunicação. Em troca, a empresa pediu redução de impostos.
A Oi tem em seu favor o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Acionista da companhia, o banco prefere usar a empresa nesse plano de expansão da internet, em vez de revitalizar a Telebrás.
A administração do programa, no entanto, também teria participação de estatais - a rede de cabos, por exemplo, pertenceria ao próprio governo, enquanto a Oi ou um consórcio entre algumas operadoras seriam responsáveis por gerenciar o serviço.
Segundo Franklin Martins, ministro especial da Secretaria de Comunicação Social da Previdência, o plano deve sair em 15 dias. De acordo com ele, as conversas não evoluíram muito nos últimos meses por causa da elaboração do PAC 2, segunda etapa do Plano de Aceleração do Crescimento.
Inicialmente, o governo federal estima gastos que variam de 3 a 16 bilhões de reais no plano da banda larga, dependendo do alcance e do modo de operação.
Portal Exame Marco Aurélio Zanni, de INFO Online, 12/04/2010 | 10:34
Normas da Casa
(Zeca Pagodinho)
Dá próxima vez que quiser me visitar avisa, vai lá, mas avisa
Porque vou as normas da casa mudar.
Quem não for amigo só entra de crachá pra moralizar vou ter que mudar
Dá próxima vez que quiser me visitar avisa, vai lá, mas avisa
Porque vou as normas da casa mudar.
Quem não for amigo só entra de crachá pra moralizar vou ter que mudar
Dessa vez foi demais você trouxe a família da sua vizinha comadre, compadre cunhada e madrinha.
Fizeram uma zorra lá no meu quintal total
Sanfona viola cavaco pandeiro, rolou o samba,forró, hip hop de tudo por lá
Babou, chegaram bem na hora que eu ia almoçar
Colou, quando eu falei servido um já estava em meu lugar
Sujou, comeram e beberam quase tudo, que povo mal educado lá foi meu frango com quiabo
Que horror, zoaram o dia todo e ninguém tinha disciplina
Sujou, criança velho e jovem se jogaram na piscina
Bastou, quando a farra acabou já era noite não deu mais pra me segurar,mandei todo mundo vazar.
Dá próxima vez que quiser me visitar avisa, vai lá, mas avisa
Porque vou as normas da casa mudar.
Quem não for amigo só entra de crachá pra moralizar vou ter que mudar
Dessa vez foi demais você trouxe a família da sua vizinha comadre, compadre cunhada e madrinha.
Fizeram uma zorra lá no meu quintal total
Sanfona viola cavaco pandeiro, rolou o samba, forró, hip hop de tudo por la.
Babou, chegaram bem na hora que eu ia almoçar
Colou, quando eu falei servido um já estava em meu lugar
Sujou, comeram e beberam quase tudo, que povo mal educado lá foi meu frango com quiabo
Que horror, zoaram o dia todo e ninguém tinha disciplina
Sujou, criança, velho e jovem se jogaram na piscina
Bastou quando a farra acabou já era noite não deu mais pra me segurar, mandei todo mundo vazar.
No dia seguinte fui fazer faxina caramba quase que enfartei
De tanta sujeira na minha piscina que a mãe de quem foi lá xinguei
Osso de galinha, pilha, dentadura, peruca, garrafa, carvão, lotado de cerveja, maiô, camisinha, e uma cueca samba canção.
Bolinha de gude, chapinha cabelo a água tão amarelada tava na cara que ali foi banheiro desaperto da rapaziada
Não diz que é mentira foi tudo filmado, só pra você dou perdão
Porém sua turma me deixou bolado nunca mais, nem no portão ah não!
Dá próxima vez quiser me visitar avisa...