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Marsylla Salgado Tavares

Archive for 2012

O alter Ego Binario (por Denis Melo)

Segunda-feira, 8h30. Todos estão sentados em frente aos computadores. O dia começa silencioso, como sempre. Cada um na sua “estação de trabalho”. De repente, surpresa: todas as máquinas apagam. O escritório fica sem energia elétrica e toda a equipe sem ação. Aos poucos, as pessoas começam a levantar-se e espalhar-se pelo escritório - algumas no café, outras nos corredores. Afinal, sem computadores não há trabalho.

Diante da cena descrita, proponho uma reflexão. Até que ponto estamos aproveitando os benefícios inegáveis da tecnologia sem nos tornarmos reféns de teclados, monitores e softwares? Será que não estamos transferindo às nossas ferramentas o impossível, ou seja, o ato de pensar, refletir e criar estratégias?

Até que ponto estamos delegando ao computador o arbítrio das decisões e o parecer do certo e do errado? 

Há profissionais que acabam transformando-se em satélites da tecnologia. Todos os recursos revolucionários desenvolvidos nas últimas décadas, que vieram para facilitar e aprimorar o trabalho humano, muitas vezes são subutilizados ou excessivamente usados. Para algumas empresas, a tecnologia veio para reforçar o controle, deixando em segundo plano os demais fundamentos da gestão, ou seja, organizar, planejar e executar. 

Essa tendência fica mais evidente na área comercial, onde cada vez se torna mais comum o controle pelo controle. Exemplo: É possível saber exatamente onde um representante ou vendedor está às 10h30 de uma terça-feira, mas não o que está sendo feito. Portanto, a empresa tem o conhecimento do local onde o trabalho está acontecendo, mas não de como está sendo feito. 

A “síndrome do controle” privilegia a cultura da quantidade, do exatismo e da estatística e secundariza a qualidade do contato humano entre quem vende e quem compra, a ciência da argumentação e a construção da marca nas relações de negócios.

O certo é que a inteligência binária da máquina jamais substituirá a sensibilidade, o pensamento e o argumento humanos, elementos de origem artesanal que nos levam ao principal diferencial de mercado: a estratégia. É ela que nos faz trilhar caminhos distintos e impede que andemos pelo caminho já traçado, que apenas nos conduz até onde outros já foram, como ensina Alexander Graham Bell. 

A adoção de uma política que enfatiza a estratégia exige que a empresa ultrapasse seus próprios muros e softwares e realmente “sinta” o mercado. Nessa política é importante um quadro de gerentes estrategistas, que saibam “pensar” o negócio e utilizem os imprescindíveis recursos tecnológicos para executar seus planos e controlá-los. É preciso que a força de vendas esteja aculturada para o permanente e diuturno processo de construção da marca em cada cliente. É necessário, também, que toda a diretoria, solidariamente, “pense mercado” e engaje-se no esforço de buscar receita além dos muros da empresa. 

A energia elétrica volta. Todos começam a retornar às suas “bases”. 

Proponho ao leitor deste texto mais uma reflexão antes de apertar a primeira tecla: Quantas e quais estratégias estão sendo discutidas ou aplicadas neste momento em sua empresa? Qual o valor reservado aos pensamentos e às idéias na sua área? Enfim, qual o valor da máquina e da reflexão estratégica na rotina da sua organização? 

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Você conhece a expressão “Fomo”? (fear of missing out).

As redes sociais têm deixado alguns seguidores com uma terrível sensação de estar de fora dos acontecimentos. Em inglês, esse mal já tem nome: fomo (fear of missing out). Entenda um pouco mais sobre ele para não ser a próxima vítima.

Um conhecido escreve no Facebook que está no show de sua banda favorita. Você não está lá por causa de uma reunião de trabalho. A prima de segundo grau posta uma foto em uma praia paradisíaca no Twitter. É o local que você sempre sonhou conhecer. Do sofá de casa ou de qualquer outro lugar e graças à inseparável companhia dos smartphones, é possível acompanhar os passos dos amigos, desejar a experiência deles e até sentir-se excluído de uma conversa.
Acompanhar essa avalanche de informações é tarefa árdua. São milhões de atualizações, posts e tweets diariamente que provocam diferentes sentimentos, já resumidos em uma sigla: fomo. Em inglês, fear of missing out, ou, traduzido para o português, “medo de ficar de fora”.
A jornalista Bianca Bosker, editora de tecnologia do jornal americano The Huffington Post, se considera vítima dessa sensação, embora saiba que as redes sociais são extremamente importantes para o seu trabalho. Várias vezes ao dia ela checa o Twitter (onde tem mais de 4 700 seguidores) e seu perfil no Facebook (onde tem mais de 1 100 amigos), responde às mensagens que recebe e faz comentários sobre as atividades dos grupos de que participa. “Sofro com o fomo, mas, ao mesmo tempo que essa ansiedade pode distrair o que estou fazendo em um determinado momento, pode ser extremamente motivadora e me levar a grandes aventuras na rede”, diz ela.
Bianca não está sozinha. Uma única página no Facebook dedicada ao assunto reúne mais de 10 000 pessoas de vários lugares do mundo.
Rejeição social
Para o médico Ricardo de Oliveira, coordenador de neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, com sede no Rio de Janeiro, fomo é apenas uma nova denominação para algo que existe há muito tempo. “Quem nunca lamentou não fazer parte de determinado grupo?”, pergunta o neurologista e neuropsiquiatra.
Ele afirma que é preciso ficar atento caso o comportamento comece a prejudicar a usuária e quem a cerca, como família e amigos da vida real. “A rejeição social tem um padrão de ativação cerebral parecido com a dor física e, por isso, dói de verdade. O limite tem de ser colocado quando o que era uma atividade saudável começar a trazer prejuízo”, diz Ricardo.
Fisicamente, o fomo pode provocar fadiga, falta de sono e até transtornos de ansiedade. Se checar os perfis no Twitter e no Facebook não for mais um momento de prazer e provocar irritação ou dificuldade de concentração, pare. Ou pelo menos, tente parar.
A publicitária brasileira Alessandra Lariú, que mora em Nova York, percebeu que estava entrando nessa onda de ansiedade e conseguiu diminuir seu ritmo. Eleita uma das pessoas mais criativas do mundo pela revista americana Fast Company (à frente do chef Jamie Oliver e do estilista Tom Ford), ela controla o tempo que passa nas redes sociais. No fim de semana, evita olhar e-mails, mensagens no celular e, às vezes, nem usa relógio. “Edito as informações que recebo e só clico em links super-recomendados por amigos”, diz.
Para John Grohol, fundador do site Psych Central, um dos maiores sobre saúde mental e psicologia dos Estados Unidos, a ansiedade e a insegurança devem ser evitadas a todo custo. “Esse é o tipo de atividade que não pode trazer mais estresse para ninguém. Não consigo acreditar que saber o que o outro está fazendo vai tornar a vida de alguém melhor. Não mesmo”, afirma o psicólogo. Evitar ser vítima do fomo está em suas mãos.
Como diminuir a frustração
• Evite ler e-mails quando estiver em casa à noite.
• Tente ficar algumas horas do dia sem entrar no Facebook ou checar seu Twitter.
• Desligue o telefone quando for dormir para não ter um impulso de conferir onde os amigos estão de madrugada.
• Quando acordar, tente tomar café da manhã antes de checar os e-mails e as redes sociais.
• Passe mais tempo com os amigos de verdade — e não com os virtuais.
• Se conseguir, fique um dia longe da internet e aproveite para curtir com a família.
O medo em números
70% das pessoas que moram em países desenvolvidos já experimentaram a sensação de fomo. Dessas, quase 30% lidaram bem com a experiência, enquanto 15% não conseguiram.
61% na inglaterra, dos adultos de 18 a 33 anos acreditam que o aparecimento das redes sociais aumentou o receio de ser excluído de alguma situação.
45% os homens americanos são os que mais sofrem: dissera que sentem-se incomodados quando um amigo posta no Facebook ou no Twitter que está fazendo algo que eles não estão. Entre as mulheres, apenas 29% demonstram esse descontentamento.
60% dos adolescentes americanos e britânicos acreditam que as redes amplificam o sentimento de exclusão. Bianca Bosker admite sofrer de fomo: “tenho 4 700 seguidores no twitter e 1 100 amigos no face”

Fonte: Voce SA

O que é economia verde e qual o papel do governo para sua implementação?

De acordo com a ONU, a Economia Verde pode ser definida como aquela que resulta em melhoria do bem-estar das pessoas devido a uma maior preocupação com a equidade social, com os riscos ambientais e com a escassez dos recursos naturais. Muito se discute sobre essa nova economia, e muitos pesquisadores acreditam que a economia verde requer um novo marco teórico. Como iremos mostrar neste texto, não é necessário um novo paradigma para se implementar políticas sociais que tornem a economia mais verde. Os instrumentos da economia neoclássica tradicional podem – e devem – ser utilizados para orientar os formuladores de políticas públicas com vistas ao desenvolvimento da economia verde.
Nesta reconciliação entre a economia e o meio ambiente, a proposta é usar as ferramentas analíticas da ciência econômica para buscar soluções que promovam qualidade ambiental. Ao se introduzir uma abordagem microeconômica à questão ambiental, o debate passa a focar quais são os corretos incentivos que levarão os agentes naturalmente a procurar práticas de conservação ou estratégias para reduzir a poluição.
A preservação do meio ambiente é um típico problema em que ocorre falha de mercado e que requer intervenção do Estado. Poluição e desmatamento são atividades em que tipicamente o custo social supera o custo privado. Por isso, se as atividades poluidoras ou desmatadoras não sofrerem nenhum tipo de interferência governamental, o resultado final será um nível de poluição acima (ou um grau de preservação do meio ambiente abaixo) daquilo que seria considerado socialmente ótimo. A utilização de instrumentos econômicos que induzem os agentes ao comportamento social desejado deve contar com a participação efetiva do Estado, pois as medidas de política fiscal (como impostos mais pesados para firmas poluidoras ou subsídios para implantação de tecnologias ambientalmente corretas) juntamente com a regulação (como limites quantitativos para emissão de gases ou consumo máximo de energia permitido para determinados aparelhos) constituem, talvez, os meios mais efetivos de garantir uma transição da economia marrom para a economia verde.
Do lado da receita pública, é fato que a estrutura de tributação do Estado tem um efeito fundamental sobre os incentivos que enfrentam empresas e famílias, tanto no consumo quanto nas decisões de investimento. Quanto às despesas públicas, a distribuição dos gastos, tanto na manutenção da máquina administrativa (despesas correntes), quanto os que aumentam a capacidade produtiva do país (despesas de capital, principalmente investimentos em infraestrutura), dão o tom de como será o caminho trilhado para o desenvolvimento econômico.
Por exemplo, um passo para a implantação da economia verde seria uma tributação mais pesada sobre combustíveis fósseis, de forma que outras formas de energia renovável ficassem relativamente mais atraentes do ponto de vista do preço de consumo. Outra possibilidade é a diminuição de subsídios concedidos a atividades prejudiciais ao meio ambiente.
Pelo lado da despesa pública, a promoção do crescimento econômico mais sustentável passa pela provisão de infraestrutura energética mais limpa, suporte para pesquisa e desenvolvimento em novas tecnologias não poluentes e mais produtivas, além da concessão de subsídios que alavanquem investimentos verdes pelas famílias e empresas.
Uma melhor distribuição de riqueza ao redor do mundo também é afetada pela política fiscal. Conforme relatório da ONU, estima-se que se as nações desenvolvidas retirassem o subsídio dado à produção de algodão em seus países, a renda real das nações integrantes da região da África subsaariana aumentaria em US$150 milhões por ano.
Sabe-se, contudo, que não é simples administrar as distorções causadas pelo sistema tributário. Um “imposto verde” será mais eficiente quando incidir sobre o bem mais diretamente ligado ao dano ambiental. Isto é, os “impostos ambientais” devem ser aplicados diretamente sobre os poluentes, que muitas vezes não são facilmente observáveis. Ao tributar combustíveis fósseis para diminuir as emissões de carbono, por exemplo, provavelmente se está utilizando uma base eficiente, porque as emissões estão diretamente relacionadas ao volume de combustível consumido. Por outro lado, a tributação de fertilizantes para controlar a poluição da água talvez não seja tão eficiente, pois essa poluição depende dos métodos empregados na agricultura, que podem impedir o escoamento dos agentes poluentes. Nesse caso, seria mais eficiente multar o agricultor que poluir as águas. Dessa forma ele teria incentivo para continuar utilizando o fertilizante, mas adotando as prevenções necessárias para não poluir o meio ambiente.
Do ponto de vista da regulação, uma medida que vários governos ao redor do mundo vêm criando é o sistema cap and trade, sistema de comércio de licenças de emissão, onde as emissões totais são fixadas ou limitadas. O Protocolo de Quioto estabelece um sistema cap and trade no sentido de que as emissões dos países desenvolvidos são fixadas e quem poluir acima do limite pode adquirir direitos de emissão de países que poluem abaixo da meta acordada.
Nos Estados Unidos (EUA), há um debate no Congresso Norte-Americano sobre a instituição de sistemas cap and trade para determinados processos produtivos, produtos ou serviços, de forma que as empresas que não atingirem sua quota de emissão de poluentes possam vender o excedente a outras. A lógica desse mecanismo é que a aferição de um valor econômico às licenças para as emissões irá estimular as empresas a poluírem menos, pois lucrariam com a venda dos excedentes. Isso também terá impacto nos países que exportam tais bens para os EUA.
Claro que também existem aspectos negativos relacionados com a mitigação da poluição. A Austrália apresentou recentemente um projeto (“Securing a clean energy future”), cujo objetivo é diminuir as emissões de carbono pelo país. A principal medida sugerida é a taxação das empresas por tonelada de dióxido de carbono jogada na atmosfera. No entanto, há várias críticas no sentido de que tal taxação apenará toda a sociedade, aumentando o nível de preços, prejudicando a produção e reduzindo os empregos. Esse impacto adverso sobre a economia é consequência, principalmente, do alto custo que o projeto implicará para a geração de energia elétrica, que na Austrália é extremamente poluente por se basear na queima de carvão.
O governo australiano defende-se argumentando que os recursos arrecadados com a tributação do carbono serão devolvidos às famílias por meio de algum tipo de abatimento em outros impostos ou por aumento nas transferências de renda, como pensões.
De qualquer forma, dadas as ações indutoras por menos poluição em vários países, percebe-se uma mudança de comportamento no meio empresarial, inclusive no brasileiro. Em recente publicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI)[1], os empresários são advertidos sobre como é importante entender os múltiplos impactos e riscos que podem influenciar o ambiente de negócios em uma transição para a economia de baixo carbono. Segundo a CNI, há riscos regulatórios, como os custos devidos ao pagamento de taxas e impostos sobre produtos e serviços carbono intensivos e pagamento de multas, caso as metas mandatórias de redução de emissões não sejam alcançadas. Há ainda custos reputacionais e competitivos, como gastos relacionados à perda de fatia de mercado, menor acesso a fontes de capital, bem como perda do valor da marca, caso haja discriminação das empresas não aderentes à economia verde.
Em suma, a política fiscal e a administração das finanças públicas são fatores-chave na transição de um país para uma economia mais verde. O Congresso Nacional, ao votar o orçamento, ao discutir a legislação tributária, tem papel fundamental na definição do caminho que o país adotará.
Para ler mais sobre o tema:
United Nations Environment Programme. Driving a Green Economy: Through Public Finance and Fiscal Policy Reform. 2011 (Disponível em http://www.unep.org/greeneconomy).
Fonte: FERNANDO B. MENEGUIN – Consultor
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Micro e pequenas empresas lideram com 85,9% do emprego formal de janeiro

O Sebrae divulgou ontem (29) que as micro e pequenas empresas puxaram a contratação de trabalhadores no início de 2012. Levantamento feito com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que as empresas que possuem até quatro funcionários foram responsáveis por 85,9% dos 118.895 empregos formais gerados em todo o país em janeiro, o que totaliza 102.111 postos. No mesmo período de 2011, o índice nesse segmento era de 69%.

Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto do Santos, a abertura de mais postos de trabalho em janeiro reflete o incremento da atividade econômica, principalmente no setor de serviços. Ele avaliou que essa tendência deve se manter por conta dos esportivos nos próximos anos, do crescimento do fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros e da melhoria da renda. “Isso implica mais demanda, favorecendo a atividade produtiva e os serviços, o que gera mais postos de trabalho.”

Já as empresas que têm entre cinco e 99 trabalhadores fecharam vagas.  As que possuem entre 100 e 499 empregados em seus quadros contrataram 6,3% do total, e as que têm mais de 500 funcionários, 13,4%.

O Sebrae explicou que das micro e pequenas empresas que possuem menos de 99 funcionários, as do setor de serviços foram as que mais elevaram seus quadros, sendo responsáveis por metade dos novos postos de trabalho. O estudo mostra que, juntas, a indústria de transformação e a construção civil contrataram a outra metade dos profissionais. O único setor que demitiu foi o de comércio, em função de fatores sazonais.

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Empresários de tecnologia dão 17 dicas para o sucesso

Empresários de tecnologia dão 17 dicas para o sucesso

Uma das características de um empreendedor é descobrir um sentido profundo em postulados simples e fazer disso uma diretriz para o sucesso. Foi isso que fizeram diversos empreendedores do setor de tecnologia que de uma forma ou de outra mudaram nosso jeito de viver. veja algumas dessas lições de sucesso de 17 empreendedores bem sucedidos no mundo digital.
Steve Jobs, ex-CEO e cofundador da Apple – “Estou convencido de que praticamente metade do que separa empreendimentos bem sucedidos dos quem não têm sucesso é pura perseverança”.
Max Levchin, ex-diretor-executivo de tecnologia (CTO) do PayPal – “A 1ª companhia que eu criei fracassou com um grande estrondo. A 2ª teve um fracasso um pouco menor, mas ainda fracassou. A 3ª, sabe como é, falhou de uma forma honesta, mas foi tudo bem. Me recuperei rápido. A 4ª quase não fracassou. Ainda não foi ótimo, mas foi OK. A número cinco foi o PayPal.”
Reid Hoffmann, fundador do LinkedIn – “Você se joga do alto de um penhasco e constrói um avião durante a queda”
Caterina Fake, cofundadora do Flickr – “Frequentemente as pessoas trabalham muito duro na coisa errada. Trabalhar na coisa certa é provavelmente mais importante do que trabalhar duro”
Pete Cashmore, fundador do Mashable – “Estamos competindo na verdade contra nós mesmos. Não temos o menor controle sobre o desempenho de outras pessoas.”
Jason Calacanis, fundador e CEO do Mahalo.com – “Não existe sorte, você trabalha dura e estuda as coisas intencionalmente. Se você fizer isso por bastante tempo e com afinco suficiente, você será bem sucedido”
Evan Williams, cofundador do Twitter – “Seja um usuário do seu próprio produto. Faça-o melhor baseado em seus próprios desejos. Mas não se engane achando que você representa seu tipo de usuário”
Mark Pincus, fundador da Zynga – “Não ter um objetivo claro leva à morte por causa de milhares de compromissos”
Mike Maples, sócio do Floodgate – “Não é o empresário que falhou. É o empreendimento que fracassou. Na vida, você ganha algumas vezes e perde outras. O segredo é fracassar agressivamente. E não deixar que ninguém leve isso para o lado pessoal. Não deixe ressentimentos no campo de batalha. Nem tudo vai dar certo na vida”

Matt Cutts, do Google – “Há alguns me senti como se estivesse preso em uma cabana, então decidi seguir os passos do grande filósofo norte-americano Morgan Spurlock, e tentar algo novo por 30 dias. Na verdade a ideia é bem simples. Pense em algo que você sempre quis ter na vida e tenta chegar lá por 30 dias. No fim, acaba que 30 dias é mais ou menos o tempo necessário para acrescentar ou eliminar um hábito – como assistir o jornal – da sua vida”
Dennis Crowley, cofundador do Foursquare – ‘Se há algo que você quer construir, mas não há tecnologia para isso ainda, então encontre a forma mais próxima possível de chegar lá”
Tony Hsieh, cofundador do Zappos – “Não se ache. Não seja espertinho. Sempre existe alguém melhor do que você”
Fred Wilson, cofundador do Union Square Venture – “Mercados vêm e vão. Bons negócios não”
Paul Graham, cofundador do Y Combinator – “Tocar uma start-up é como levar um soco na cara repetidamente, mas trabalhar numa grande empresa é como passar por um afogamento simulado”
Marc Benioff, cofundador do Salesforce – “O segredo para uma contratação bem sucedida é: procure pelas pessoas que querem mudar o mundo”
Jack Dorsey, cofundador do Twitter e do Square – “‘Espere o inesperado, e sempre que possível seja você o próprio inesperado’. Essas palavras são do livro Cruddy, de Lynda Barry. Eu as trago comigo já há algum tempo. Há muita coisa em minha vida que eu não estava esperando. Uma delas é perceber que eu subi neste púlpito e proferi o discurso na minha própria graduação… 15 anos atrás. Inesperadamente, estou velho.”
Fonte: Empreendedor online
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Mapa de Apuração Festival de Samba de Enredo 2012

Mapa Apuracao LIESA

Para enteder penalidades aplicadas:

Piratas Estilizados, perdeu 1,0 pt:

Art. 7°- O tempo de apresentação de cada Samba de Enredo será no máximo 05 (cinco) passadas para cada concorrente. § 1º- As Agremiações Carnavalescas participantes deverão encaminhar à Comissão Organizadora do Festival, no prazo máximo de até 03 (três) dias antes da realização do evento, as suas diretrizes quanto ao início e final de sua apresentação e rider técnico. § 2º- A concorrente que não cumprir com as determinações deste artigo, perderá 01 (um) ponto, o qual será descontado da somatória geral apurada.

Maracatu da Favela, perdeu 0,5 pt:

Art. 8°-  Será obedecido um intervalo de no máximo 15 (quinze) minutos entre as apresentações, o qual servirá para os ajustes de equipamentos, podendo a concorrente da vez, se assim entender, também utilizá-lo como aquecimento para seus profissionais. Vale ressaltar, que a concorrente da vez, deverá obrigatoriamente estar apta para o início de sua apresentação dentro do lapso de tempo indicado acima, caso contrário, será penalizada. Além do que, para início de cada apresentação, deverá cada concorrente obedecer à sinalização autorizatória da Comissão Organizadora do Festival de Sambas de Enredos. § 1º- A Agremiação Carnavalesca que não estiver apta a iniciar sua apresentação de acordo com o que disciplina o caput deste artigo será penalizada com a perda de 0,5 (meio ponto) que será descontado da somatória geral apurada, delimitando-se a tolerância máxima de até 05 (cinco) minutos de atraso, contados da autorização de início sinalizada pela Comissão Organizadora do Festival, onde estão, passando o tempo de tolerância e não estando apta a concorrente para início de sua apresentação, será a mesma punida com a automática desclassificação.

Fonte: LIESA

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Viabilizando idéias através do planejamento

Para que o negócio seja bem sucedido, é preciso deixar a emoção de lado e investir em um processo realista e na busca de informações.

Após a definição do ramo de atividade, coloca-se a idéia no papel para avaliar se o negócio escolhido é rentável ou se dará prejuízo. Para isso, pode ser utilizado um instrumento de avaliação chamado Plano de Negócios, que nada mais é do que um planejamento detalhado dos principais aspectos de uma empresa. Nele são analisados:
- os aspectos técnicos do empreendimento - por exemplo, a escolha das máquinas e dos equipamentos a serem utilizados;
- os aspectos econômicos - a localização da empresa, do mercado e dos competidores, os produtos a serem comercializados, a logística de transporte;
- os aspectos financeiros - a previsão de faturamento (receita), o cálculo dos custos fixos e variáveis e a previsão de resultados (lucros ou prejuízos).     
O Plano de Negócios auxilia na tomada de decisões importantes, que mostrarão se o projeto deve ou não ser levado adiante. A razão é que, com planejamento, as chances de sucesso de um negócio aumentam substancialmente. 
Atualmente, o índice de mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras nos primeiros cinco anos de existência supera os 70%. E os altos índices de insucesso, cujas causas são conhecidas, não acontecem apenas no Brasil. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, esse fenômeno também ocorre. Em alguns setores, metade das empresas fecha as portas nos primeiros anos de existência.  
Diversas instituições brasileiras, como as federações e associações empresariais, as universidades e o Sebrae, entre outras, têm se empenhado para promover o desenvolvimento empresarial no país. De acordo com a pesquisa "Fatores Condicionantes e Taxa de Mortalidade de Empresas", realizada pelo Sebrae em todos os estados brasileiros entre agosto de 1998 e junho de 1999, foram identificadas três causas decisivas para o fechamento precoce das micro e pequenas empresas: 
- O porte do empreendimento - No universo de micro e pequenas empresas, o porte determina as chances de sucesso do negócio. De acordo com a pesquisa, o percentual de pequenas empresas em atividade era superior ao das extintas. No caso das microempresas, ocorreu exatamente o contrário: o percentual de empresas extintas superou o de empresas em atividade, sobretudo nos três primeiros anos de atividade.
- Experiência do empreendedor – Dados obtidos em 11 estados demonstraram que, quanto maior o conhecimento do empreendedor e as experiências por ele vividas na área em que pretende atuar, maiores as chances de sucesso.
- Dedicação exclusiva ao negócio - A pesquisa mostrou ainda que o empresário que se dedica exclusivamente ao negócio, principalmente no primeiro ano de atividade, tem maiores chances de sucesso do que aquele que possui outra ocupação. Conciliar emprego com uma atividade empresarial não é uma tarefa simples e aumenta a probabilidade de insucessos. 
A pesquisa também evidenciou outras dificuldades enfrentadas na gestão de micro e pequenas empresas, já conhecidas pelo Sebrae e pela maioria dos empreendedores, tais como:
- Falta de capital de giro;
- Carga tributária elevada;
- Crise econômica e aspectos conjunturais.  
Outros dados obtidos pelo Sebrae demonstram que muitos empresários desprezam lições simples, como, por exemplo, buscar informações sobre o seu mercado potencial, sobre a atuação da concorrência e sobre seus fornecedores.  
Na hora de montar um negócio, é preciso deixar a emoção de lado e analisar racionalmente todos os prós e os contras. Uma pesquisa realizada pelo BNDES em dezembro de 2001 revelou que em muitas empresas que estavam no mercado há mais de cinco anos, os empresários passaram cerca de nove meses buscando informações sobre o futuro negócio. O resultado demonstra como a precipitação pode ser prejudicial na implantação de um empreendimento.
Para evitar os erros fatais dos iniciantes, é bom tomar as seguintes providências:  

- Planejar antes de montar a empresa. Analisar os clientes potenciais, os fornecedores e os concorrentes. Com isso, surpresas desagradáveis são evitadas. 
- Procurar um diferencial. Comparar o produto ou serviço com o dos concorrentes. Sem uma vantagem competitiva, as chances diminuem. 
- Estudar a legislação do segmento. Conhecer bem as normas de segurança, sanitárias e tributárias que devem ser respeitadas. Muitas empresas fecham por falta de atenção a esse aspecto. 
- Cuidar das finanças. O equilíbrio entre receita e despesa deve ser constante. Sempre que possível, é bom comprar a prazo e vender à vista. Na ânsia de ganhar clientes, muitos fazem exatamente o contrário. 
- Garantir reservas financeiras para os primeiros anos e evitar as dívidas. O BNDES diz que o terceiro ano é um dos mais difíceis, pois o empresário já esgotou todas as reservas de que dispunha. 
- Separar a empresa do empresário. A confusão é comum nas pequenas empresas. Caso seja necessária uma retirada desde o início, deve ser estabelecido um percentual fixo sobre o faturamento. Se possível, deve ser aberta uma conta corrente exclusivamente para a empresa. 

Abrir uma Empresa na ânsia do empreendedorismo sem levar em conta um planejamento é o principal fator da mortalidades precoce. Bom Planejamento a todos.

Fonte: Sebrae

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A AVENTURA CHAMADA VIDA!

Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai.  Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa  adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.
- Nunca esqueça de seus amigos, aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos.
Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles ; faça coisas com eles; telefone para eles...
Que estranho conselho! Pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!
Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida. Passados mais de 50 anos, eis o que aprendi:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa..
As crianças crescem.
Os empregos vão e veem.
O amor tem seus altos e baixos.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
MAS... Os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.
Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.

Que bom que tenho amigos como você! E que em 2012 possamos aumentar nossos números de verdadeiros amigos.

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Como serão as cidades no futuro

Edifícios ultramodernos cortados por carros e ônibus que voam. Robôs que executam as tarefas domésticas. Água 100% reaproveitada. Será que viveremos assim daqui a 30 anos?

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Info Exame - 12/2011 (Renata Leal)

Edifícios ultramodernos cortados por carros e ônibus que voam. Robôs que executam as tarefas domésticas. Água 100% reaproveitada. Será que viveremos assim daqui a 30 anos? Provavelmente não. Mas diversos avanços esperados para um futuro distante já estão em testes em cidades planejadas, que funcionam como laboratórios de boas ideias a serem replicadas. Um conjunto de tecnologias desenvolvido por empresas como IBM, GE, Cisco, Philips, Oracle e Samsung tem ajudado as cidades a se tornar mais inteligentes, com transporte eficaz e menos poluente, edifícios verdes e energia renovável.
As metrópoles entraram na mira das companhias de tecnologia porque se tornaram consumidoras em potencial de uma série de soluções criadas por essas empresas para enfrentar o caos urbano, resultado, principalmente, do crescimento desordenado e da falta de planejamento.Metade dos habitantes do planeta, que acaba de atingir a marca de 7 bilhões de pessoas, mora em áreas urbanas. Estima se que em 2050 cerca de 70% da população viverá em cidades, o que representa um aumento de 1,4 milhão de pessoas por semana. "Esse crescimento causará uma mudança enorme nas cidades e na expectativa dos cidadãos sobre a qualidade de serviços como saúde, transporte, educação e gerenciamento de emergências", afirma o indiano Guruduth Banavar, vicepresidente e chefe de tecnologia para o setor público da IBM.
O impacto ao meio ambiente já é enorme. Os 3,5 bilhões de habitantes urbanos consomem 75% da energia disponível e concentram 80% das emissões de gases que causam o efeito estufa. As megacidades são responsáveis por grande parte do consumo. "Elas se transformaram em um megaproblema, que afeta principalmente os países em desenvolvimento, onde estão cidades como Délhi, Istambul e São Paulo", afirma Johnny Araya Monge, prefeito de San José, na Costa Rica. Com 2,3 milhões de habitantes, o município é visto como exemplo. Após revitalizar o centro, a administração local conseguiu fazer com que muitos habitantes que haviam se mudado para municípios próximos voltassem. As megalópoles impõem grandes desafios a governos e seus habitantes. "Apenas 40 megacidades impulsionam a economia mundial. Elas concentram um quinto da população e dois terços do PIB. São também as que geram mais inovação", diz o arquiteto e urbanista Carlos Leite, professor da Universidade Mackenzie e da Fundação Dom Cabral.
Ao mesmo tempo que atraem empresas e negócios milionários, as grandes cidades exigem atenção com as mudanças climáticas, a mobilidade urbana e os crescentes índices de desigualdade social. A boa notícia é que a tecnologia está aí para ajudar. Veja, a seguir, alguns exemplos bem sucedidos de aplicação de tecnologia para melhorar o dia a dia das cidades.
ENERGIA
EM MASDAR, SÓ ENERGIA RENOVÁVEL

Uma cidade sem carros, que gera pouco lixo e só usa energia renovável. Essa é Masdar, um distrito econômico da cidade de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e um dos modelos de cidade laboratório em construção. Quando estiver pronta, em 2025, Masdar deve ter uma população de até 50 mil habitantes e 1 500 empresas. Por suas ruas circularão carrinhos elétricos conhecidos como pods, impulsionados por trilhos magnetizados. O projeto urbanístico de Masdar foi criado pela empresa inglesa de arquitetura Foster and Partners, em 2006. Nos quase 20 anos de construção deverão ser gastos mais de 20 bilhões de dólares. "Masdar é um exemplo de cidade criada para ser sustentável", afirma Daniel Meniuk, diretor de negócios do projeto Rio4Real, elaborado pela americana GE para testar tecnologias inovadoras.
Masdar caminha para ser totalmente neutra em emissões de carbono. Para isso está construindo uma grande estação de energia solar, que ocupará uma área de 2,5 quilômetros quadrados e terá uma potência entre 100 MW e 125 MW, comparável com uma usina hidrelétrica de pequeno porte. A primeira parte está quase pronta. Além da solar, a cidade usará energia eólica, com grandes áreas de moinhos instalados em terra e no mar, somando mais 30 MW. Parte do lixo produzido deverá ser queimada, para a produção de energia geotérmica. Também há planos para a construção de uma usina de hidrogênio. "Masdar é um laboratório que explora todas as possibilidades para tornar uma cidade inteligente e sustentável. Mas é um experimento caro, que poucos serão capazes de replicar", diz a socióloga especializada em globalização e migrações Saskia Sassen, professora da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e autora do livro Sociologia da Globalização.
CONSTRUÇÃO
EM SONGDO, EDIFÍCIOS ECOLÓGICOS
Grandes janelas que permitem a entrada de luz natural, água e lixo reciclados, reúso de água da chuva, sistemas avançados de entretenimento e recursos de telepresença. Esses são alguns dos benefícios que atraíram os primeiros moradores de Songdo, distrito econômico de Incheon, na Coreia do Sul, um projeto liderado pela Cisco. O primeiro bloco de 2 600 apartamentos dos 80 mil disponíveis na nova cidade foi muito disputado no lançamento, há cinco anos, com uma procura oito vezes superior à oferta. Songdo é um município planejado, resultado de um investimento de 40 bilhões de dólares. Terá até 75 mil habitantes quando estiver pronto, em 2015. Todos os edifícios terão a certificação Leed, referência mundial em sustentabilidade. Monitores de tela plana estarão disponíveis em todas as residências e os moradores poderão se conectar a serviços públicos e privados.
A Cisco planeja distribuir pela cidade mais de 10 mil unidades de seu sistema de telepresença nos próximos sete anos. Eles permitirão que moradores e empresas tenham serviços de ponta em áreas como segurança e aprendizagem virtual . Além de construções ecológicas, Songdo oferecerá aos habitantes áreas verdes que somam 40% de seus 6 quilômetros quadrados de espaço total, além de 26 quilômetros de ciclovias. Densamente povoada, será um exemplo de cidade compacta, com áreas para lojas, espaços culturais e escritórios. "Songdo é um exemplo bemsucedido de cidade inteligente, mas é um modelo caro, para pessoas de alto poder aquisitivo", afirma Saskia Sassen.
"É preciso entender a cidade"
Socióloga especializada em globalização, a holandesa Saskia Sassen diz que cada cidade deve buscar uma forma própria de se aperfeiçoar. Abaixo, trechos da entrevista a INFO.
Como tornar uma cidade inteligente? Há um modelo a seguir?
Não. Deveríamos aproveitar o que já existe. Isso significa trabalhar com as particularidades e os especialistas locais. Não é suficiente comprar um conjunto pronto de sistemas, como tem acontecido com as novas cidades.
Quais as principais dificuldades?
Os sistemas inteligentes estão sendo feitos para cidades construídas a partir do zero. É preciso mobilizar a base de conhecimento local para entender qual é a melhor forma de usar os avanços tecnológicos. As cidades precisam ainda encontrar modelos para se tornar inteligentes a um preço razoável e de forma que os cidadãos se sintam mobilizados a participar.
O uso político pode retardar o processo?
O risco político está no fato de que as grandes empresas que dominam o negócio das cidades inteligentes estão muito afiadas para vender seus sistemas. Elas podem persuadir os políticos a adotar seus modelos caros, mas não muito úteis. O grande feito de Songdo é fazer com que todos os edifícios sejam sustentáveis. Mas existem outros bons exemplos de construções inteligentes no mundo. Um deles é o Smart Work Center, em Amsterdã, na Holanda. Também liderado pela Cisco, o projeto criou espaços de trabalho para pequenas companhias, que, sozinhas, não teriam capital suficiente para investir em tecnologias avançadas. "Elas se juntam em grupos de dez ou 20 empresas e se instalam em um edifício fora do centro da cidade. Além de compartilhar a área, dividem a infraestrutura", afirma Wim Elfrink, vice presidente de soluções emergentes e Chief Globalization Officer da Cisco. Esse foi um dos fatores que ajudaram Amsterdã a reduzir as emissões de gás carbônico em 40% nos últimos dez anos. 
TRANSPORTE
EM SINGAPURA, PEDÁGIO URBANO
O trânsito é um dos maiores problemas das megacidades. Em Singapura, cidade que se tornou referência de projeto inteligente, a solução foi o pedágio urbano, adotado em 1975. Desde 1998 todos os carros são obrigados a usar um dispositivo fixado no vidro para a cobrança automática. O valor a pagar depende dos pontos de entrada e saída do centro e varia entre 1 e 3,50 dólares para automóveis. O pedágio vigora de segunda a sexta feira, das 2 horas da manhã até as 17 horas. "O sistema é muito simples de usar", afirma Emilio Umeoka, vice presidente sênior da consultoria Juniper Networks.
Umeoka viveu com a família em Singapura por 4 anos e meio, quando era presidente da divisão Ásia/Pacífico da Microsoft. "Singapura tem uma política muito forte de atração de estrangeiros e aposta na tecnologia", afirma Umeoka, que hoje vive nos Estados Unidos, na região do Vale do Silício. Entre as apostas tecnológicas de Singapura estão as redes Wi Fi e a informatização de serviços para diminuir a burocracia. Também modelo para a cobrança de pedágio urbano, Estocolmo, a capital da Suécia, usa um sistema inteligente de visão computacional em que câmeras leem a placa dos carros para aplicar a tarifa. O valor varia de 1,50 a 3 dólares. O pedágio é cobrado entre 6h30 e 18h30, de segunda a sexta feira. Outra preocupação em relação ao transporte nas cidades inteligentes é o estímulo à troca de carros a gasolina ou diesel por híbridos e elétricos.
Aí o destaque é Barcelona, considerada por um estudo recente do instituto de pesquisas IDC como a segunda cidade mais inteligente da Espanha, atrás de Málaga. O projeto Live, uma parceria da prefeitura com organizações públicas e privadas, espalhou 234 pontos de carregamento de carros elétricos pela cidade. Usando o Google Maps pelo seu celular ou em aplicações para Android ou iOS, o usuário identifica o posto mais próximo. Quem faz a opção por carros elétricos recebe estímulos, como subsídio do governo para a compra dos veículos, vagas reservadas em estacionamento e parcerias com as empresas de transporte público. O exemplo de Barcelona mostra que é possível identificar oportunidades locais de aplicação de tecnologia. "Algumas das melhores soluções surgiram nas próprias comunidades", diz Joan Clos, diretor executivo do programa de habitação das Nações Unidas (UN Habitat) e ex prefeito de Barcelona. "Nem sempre dá para replicar ideias e tecnologias de uma cidade para outra, mas sempre é possível aprender com os outros para escolher a solução mais adequada para seus desafios."
SEGURANÇA
EM MADRI, CÂMERAS CONTAM PESSOAS
Segurança é outro megadesafio para a pauta de prioridades das grandes cidades. Mesmo que a realidade seja diferente, experiências vividas por nações desenvolvidas podem jogar luz num problema cada vez mais sério. Depois de passarem por atentados terroristas de grandes proporções, Nova York e Madri tornaram se referência em segurança urbana. Em Madri, câmeras acompanham o vai e vem das pessoas nas ruas e são capazes de identificar aglomerações incomuns, emitindo um alarme. "Usamos uma tecnologia que já existia, a de câmeras de vigilância, e integramos com as informações que vêm do GPS de todos os carros e rádios dos policiais", diz Pablo Escudero, diretor geral do departamento de polícia de Madri. Segundo Escudero, o próximo passo será usar imagens de lojas e joalherias para acompanhar áreas com maior incidência de assaltos.
Uma quantidade gigantesca de imagens é gerada pelas câmeras que monitoram cidades. Agora, o desafio dos especialistas em segurança está em separar automaticamente o que pode ser usado como referência para ações futuras. Com a aplicação de algoritmos capazes de produzir modelos de prognóstico, policiais podem ser enviados a locais de conflitos antes de acontecerem. Se é comum dois grupos de torcedores se enfrentarem a caminho de um jogo de futebol, por exemplo, um estudo dessa movimentação pode auxiliar na tomada de medidas preventivas.
EMERGÊNCIA
NO RIO DE JANEIRO, ALERTA CONTRA CHUVAS

Um temporal pode transformar a cidade do Rio de Janeiro em caos urbano. Foi o que aconteceu em abril deste ano, quando uma forte chuva que durou 9 horas despejou sobre a cidade 274 milímetros de água, volume normalmente registrado em um mês muito chuvoso de verão. Como preparar a cidade para evitar mortes e desabamentos?
O temporal de abril foi o primeiro teste extremo do Centro de Operações do Rio (COR), inaugurado há quase um ano. No local estão reunidas 30 instituições públicas e privadas que prestam serviços ao cidadão, como órgãos de trânsito e empresas de energia elétrica e de limpeza urbana. Um grande painel formado por 80 aparelhos de TV de 46 polegadas exibe um panorama da cidade em tempo real. No centro, um mapa mostra de forma precisa cada ponto onde acontece uma obra e até o trajeto de caminhões de lixo. No lado direito do mapa, se alternam as imagens das câmeras de controle do trânsito. E na extrema direita, três quadros indicam as condições meteorológicas. O COR é fruto de uma parceria da Prefeitura do Rio de Janeiro com a IBM, a Cisco e a Samsung. A IBM desenvolveu um sistema meteorológico personalizado para o município, que leva em conta suas características topográficas peculiares e é capaz de fornecer informações detalhadas para cada área de um quilômetro quadrado num período de 36 horas (as 12 anteriores e as próximas 24).
Essa previsão é fundamental para que todas as instituições públicas montem esquemas de emergência para situações como a do temporal registrado em abril. No mês de novembro, o Rio de Janeiro fez sua primeira grande simulação de emergência. O incidente era uma inundação fictícia na Praça da Bandeira, tradicional ponto de enchentes, entre o centro e a zona norte da cidade. "O teste mostrou que muitos detalhes ainda precisam ser melhorados, como a comunicação com os cidadãos", afirma Guruduth Banavar, da IBM, que se tornou uma espécie de conselheiro para emergências da prefeitura. "O Rio de Janeiro tem uma rotina de eventos extremos ligados a chuvas tropicais, com deslizamentos e enchentes que ocorrem há 450 anos. Tínhamos apenas uma ação reativa", diz o prefeito Eduardo Paes. "Com o COR, introduzimos a gestão de risco, com a preparação e a prevenção desses eventos."
RECURSOS NATURAIS
EM ANTOFOGASTA, ÁGUA DO MAR PARA BEBER
Se o Rio de Janeiro sofre com o excesso de chuva, Antofagasta, na região do deserto do Atacama, no Chile, é vítima de sua falta, o que faz com que a cidade tenha pouca água doce. "Em Antofagasta não chove nunca", diz a prefeita Marcela Hernando. "A pouca água que temos viaja 400 quilômetros desde a Cordilheira dos Andes e ainda precisa de tratamento para a retirada do arsênio." O caminho mais simples encontrado foi tornar a água do mar potável.
Do total de água da cidade, apenas 5% são utilizados pelos 400 mil habitantes. Os outros 95% vão para a indústria de mineração de cobre. Antofogasta está usando tecnologia para dessalinizar a água do Oceano Pacífico e distribuí la à população. Consórcios com empresas de outros países mais experientes na resolução do problema, como a Espanha, permitiram instalar estações de dessalinização e produzir pelo menos 26 mil metros cúbicos de água potável por dia, com capacidade para dobrar nos próximos anos. É um volume pequeno ainda, mas dentro do padrão mínimo recomendado pelas Nações Unidas. As tecnologias usadas na dessalinização já permitem levar água potável a pelo menos 300 milhões de pessoas no mundo diariamente. O exemplo de Antofagasta mostra que em muitos casos é possível aproveitar experiências e adaptá las. "As cidades vão colaborar umas com as outras.
Mas ao mesmo tempo competirão entre si", afirma Virginia Rometty, futura CEO mundial da IBM, que assume o cargo em 1º de janeiro. Ginni, como é conhecida, esteve no Rio de Janeiro em novembro, onde participou do evento SmarterCities, realizado pela empresa. O mesmo desafio apontado por Ginni para as cidades, de competir e colaborar ao mesmo tempo, será enfrentado pelas empresas de tecnologia nos projetos de cidades inteligentes. Elas serão parceiras em alguns municípios e competidoras em outros. A torcida é para que todos saiam ganhando.

FONTE: Planeta Sustentável

Explore a praia com seu filho (@marsylla)

É tempo de férias, e você decidiu fazer um passeio para a praia com seus filhos? Que tal aproveitar para conhecer melhor os seres vivos e os fenômenos que fazem parte desse ambiente único?
Na lista abaixo estão os animais e outros organismos encontrados facilmente na maioria das praias brasileiras. Há informações sobre como vivem, do que se alimentam e diversas curiosidades. As forças naturais - como o sol, as marés e os ventos - também fazem parte, pois nos ajudam a entender como esse ambiente complexo funciona.

ÁGUA-VIVA
As águas-vivas parecem uma gelatina com fios pendurados (os tentáculos) e povoam os mares há centenas de milhões de anos. São conhecidas também como Medusa - nome da criatura mitológica que tinha a cabeça coberta por cobras e transformava as pessoas em rocha.
Seus tentáculos contêm minúsculos arpões carregados de veneno. Com eles, conseguem caçar e também se defender de seus predadores, como peixes, baleias e tartarugas.
Existe outro organismo deste grupo que parece uma medusa, mas não é. Chama-se caravela-do-mar. Na realidade, trata-se de uma colônia de indivíduos que formam uma espécie de bolsa gelatinosa e flutua na superfície das águas.
O contato com os tentáculos da água-viva e da caravela-do-mar pode causar sérios ferimentos.
Filo: Cnidaria
Onde vive: no mar.
Alimentação: pequenos peixes e plâncton.
Tamanho: de alguns centímetros até dois metros.
ALGAS
Grupo bastante diverso, as algas possuem uma enorme variedade de formas, cores (verdes, vermelhas, amarronzadas) e tamanhos. Além de servirem de alimento para diversos seres vivos (inclusive o homem), as algas oferecem uma importante contribuição ao Meio Ambiente. São responsáveis por grande parte do oxigênio liberado no ar atmosférico e na água.
Filo: as algas foram consideradas plantas por muito tempo, e sua classificação é discutida pelos cientistas até hoje. As algas verdes seriam as mais próximas das plantas, enquanto outras, como as algas azuis, são reconhecidas como bactérias. A variedade é tão grande que o termo "algas" possui diferentes grupos de classificação.
Onde vivem: ambientes aquáticos, de água salgada ou doce.
Alimentação: fabricam seu próprio alimento.
Tamanho: de microscópicas a vários metros.
AVES COSTEIRAS
A gaivota, o albatroz, o maçarico, o atobá e o pinguim são alguns exemplos de aves costeiras. Todas dependem dos ecossistemas marinhos e aquáticos para se reproduzir, se alimentar, construir seus ninhos ou encontrar abrigo para descansar.
Algumas aves vivem em estreita relação com o homem, alimentando-se dos restos da pesca ou de detritos lançados por embarcações.
Filo: Chordata
Onde vivem: ambientes litorâneos.
Alimentação: peixes, crustáceos, moluscos, insetos e ovos e filhotes de outras aves.
Tamanho: variado. Algumas aves são bem pequenas, como o maçariquinho, de apenas treze centímetros. Outras, como o albatroz e o pelicano, têm grande porte e chegam a medir mais de um metro de comprimento.
Curiosidade: os pinguins vivem em águas costeiras de regiões geladas, mas, quando se perdem, muitas vezes aparecem em águas mais quentes. Aqui no Brasil, podem ser avistados nas praias do litoral sul e eventualmente no sudeste.

BARATA-DA-PRAIA

Barata na praia?! Calma... Na verdade, estes pequenos animais inofensivos não são insetos, mas crustáceos, como os tatuzinhos de jardim. Como precisam de muita umidade para sobreviver, as baratas-do-mar procuram abrigo entre as rochas durante o dia e saem do abrigo ao entardecer ou em dias nublados. Nesses momentos, são facilmente encontradas andando rapidamente próximas à linha da maré.
Filo: Crustacea
Onde vive: nas rochas às margens do mar.
Alimentação: algas e pequenos animais.
Tamanho: até quatro centímetros.

CARANGUEJO
Caranguejos fazem parte do grupo dos crustáceos, palavra que em latim quer dizer "animal com casca". À medida que eles crescem, a carapaça que os protege fica apertada e se rompe, e surge outra por baixo.
Possuem cinco pares de pernas: o primeiro é formado por pinças poderosas, utilizadas para predação, manipulação, escavação e defesa. As demais pernas são usadas para locomoção e, pela forma como são articuladas, permitem que o caranguejo se movimente de lado com agilidade.
No litoral brasileiro, há uma espécie muito comum chamada Maria-Farinha. Também é conhecida como caranguejo-fantasma por sua cor branco-amarelada (semelhante à areia) e por seu hábito de sair de sua toca à noite.
Filo: Crustacea
Onde vive: geralmente em ambientes marinhos ou mangues e rios.
Alimentação: peixes, moluscos, tatuís e restos de animais e vegetais.
Tamanho: de oito a vinte centímetros, dependendo da espécie.
Curiosidades: o caranguejo-aranha-gigante, encontrado no Japão, chega a medir quatro metros de uma perna a outra. É o maior artrópode conhecido do mundo!
CONCHAS
É muito divertido observar na areia a variedade de cores e formas que as conchas possuem. É possível encontrar na areia, no mar ou nas rochas algumas conchas que ainda contêm o animal vivo, enquanto outras vezes somente conchas vazias.
Estes "tesouros" são fabricados por animais de corpo mole - os moluscos - para protegê-los. Alguns deles possuem conchas que ficam dentro do corpo, como no caso das lulas. Mas há moluscos, como o polvo, que sequer possuem concha!
Nos oceanos, os moluscos servem de alimento a muitos animais. Mas nós, humanos, também nos alimentamos deles. Você consegue se lembrar de algum?
Filo: Mollusca
Onde vive: em ambientes aquáticos, presos às rochas, ou semienterrados na areia.
Alimentação: algas, restos de animais e partículas em suspensão.
Tamanho: de alguns milímetros até um metro.
CRACAS

As cracas são animais que não se movimentam. Formam grandes grupos (colônias) que ficam presos às rochas, animais ou outros objetos por meio de resistentes placas de calcário. Cada animal fabrica seu próprio "cimento" para se proteger, enquanto filtra da água o seu alimento.
Filo: Crustacea
Onde vivem: fixadas nas rochas, corpos de animais nadadores, embarcações ou objetos flutuantes.
Alimentação: filtram pequenos organismos e plâncton.
Tamanho: por volta de três centímetros de diâmetro.

ESTRELA-DO-MAR
As estrelas-do-mar podem ter o corpo liso, granuloso ou com espinhos. Geralmente possuem cinco braços, mas podem apresentar bem mais. Apesar de não conseguirem mastigar, são importantes predadoras, lançando seu estômago para fora para engolir suas presas. Algumas espécies possuem capacidade de regeneração: se um dos braços é separado do corpo, logo é substituído e o animal volta à sua forma original.
Filo: Echinoderma
Onde vive: no substrato do ambiente marinho: rochas, fundo lodoso e areia.
Alimentação: moluscos, crustáceos, esponjas, corais, vermes e outros invertebrados. Animais mortos ou em suspensão.
Tamanho: de quatro centímetros até um metro de diâmetro.

OURIÇO
Parentes da estrela-do-mar, os ouriços parecem uma bola coberta de espinhos. Estes animais possuem um esqueleto calcário que lhes confere uma forma peculiar e, muitas vezes, são encontrados nas praias já sem os espinhos.
No Brasil, não existem ouriços venenosos, mas, ainda assim, é importante ter cuidado ao andar nas áreas onde eles estão presentes. Os espinhos, utilizados para sua locomoção e defesa, podem causar graves ferimentos.
Filo: Echinoderma
Onde vive: no substrato do ambiente marinho: rochas, fundo lodoso e areia.
Alimentação: algas e restos de animais.
Tamanho: até 36 centímetros de diâmetro (sem contar os espinhos).
PEIXES
Entre os vertebrados (que incluem os anfíbios, os répteis, as aves e os mamíferos), os peixes são o grupo mais antigo. Em centenas de milhões de anos de evolução, estabeleceram-se muitas espécies, das mais distintas formas e adaptadas aos diversos hábitats, que ocupam águas doces e salgadas, da superfície às profundezas.
Filo: Chordata
Onde vivem: ambientes aquáticos.
Alimentação: animais - como outros peixes e até mamíferos - e vegetais, vivos ou mortos.
Tamanho: varia de alguns milímetros até vinte metros (tubarão-baleia).
PLÂNCTON
Formado por diversos organismos flutuantes e microscópicos, como microalgas, larvas, medusas e krill (um minúsculo crustáceo que parece um camarão), o plâncton é a base da cadeia alimentar do ecossistema aquático. É responsável também por grande parte da renovação do oxigênio atmosférico.
Onde vive: mares e oceanos, a alguns metros da superfície (durante o dia) ou mais ao fundo (à noite).
Alimentação: alguns organismos fabricam seu próprio alimento, outros se alimentam do próprio plâncton.
Tamanho: formam camadas que podem ter quilômetros de comprimento.

SIRI

Siri é uma palavra de origem tupi que significa "aquele que desliza". Este animal merece o apelido, pois graças a seu último par de pernas - em forma de remo - é excelente nadador. Essa é uma das características que diferenciam os siris dos caranguejos, além de ter o corpo mais achatado.
Filo: Crustacea
Onde vive: no mar e estuários (ambientes de transição entre rio e mar).
Alimentação: restos de animais mortos, plantas e algas, tatuís, pequenos moluscos, peixes.
Tamanho: mais de quinze centímetros de envergadura.
TATUÍ
Muito popular em toda a costa brasileira, este crustáceo é conhecido por vários nomes: tatuí, tatuíra, pulga-do-mar ou tatuzinho-de-praia. Ele vive em buracos cavados na areia onde se enterra rapidamente assim que a água da onda volta para o mar. A única pista que deixa na areia são furinhos com bolhas.
É importante fonte de alimento para aves, moluscos, outros crustáceos e peixes. Não tolera ambientes poluídos, por isso os tatuís servem de indicadores da qualidade das praias.
Filo: Crustacea
Onde vive: na areia, na zona entre as marés.
Alimentação: pequenos organismos e partículas que filtram das águas.
Tamanho: até quatro centímetros.

AREIA

As areias das praias se compõem de minerais, como o quartzo, e de restos de seres vivos, como algas calcárias, corais e a concha dos moluscos. Lançados pelas ondas contra rochedos, ao longo de milhões de anos, transformam-se em grãos. Serve de hábitat para muitos animais, como o tatuí, os moluscos e os caranguejos.
BRISA
Quem não gosta daquele ventinho que vem do mar para a areia em um dia
quente de sol? Sabia que ele tem nome e sobrenome? Pois é, esse
fenômeno é conhecido como “brisa marinha”.
Ele ocorre porque durante o dia, quando o sol irradia, a terra se aquece mais rapidamente que o oceano. O ar aquecido próximo à superfície da areia fica mais leve e se eleva em direção à atmosfera. E quem vem ocupar esse espaço? O ar do oceano! Por isso a brisa vem do mar para o continente, durante o dia.
À noite, o sentido se inverte e esse vento passa a ser chamado de “brisa terrestre”. Isso porque a água demora mais para perder calor do que a terra. Assim, o ar mais aquecido fica sobre o oceano, se eleva e o deslocamento passa a acontecer do continente para o mar.
MARÉS
As marés são movimentos de fluxo e refluxo das águas dos mares provocados pela atração que o sol a lua, principalmente, exercem sobre os oceanos. Ao longo do dia, por aproximadamente seis horas, o mar avança em direção à praia até atingir seu ponto máximo (maré alta) e, então, recua, por aproximadamente seis horas, até seu ponto mínimo (maré baixa). Esse ciclo se repete duas vezes ao dia.
A faixa de areia entre a maré alta e a maré baixa é a chamada zona "entre marés", onde habitam animais como o tatuí e o corrupto.
ONDAS
Geralmente são formadas pela força do vento contra a água, ou pela atividade sísmica (como terremotos), e a força da maré. Ondas grandes podem ser criadas por ventos fortes locais, próximo à praia, mas ondas ainda maiores são formadas por tempestades em alto-mar.
Ondas grandes podem causar acidentes sérios, lançando-nos contra a areia ou nos carregando para o fundo do mar. Crianças não devem entrar no mar sem a companhia de um adulto. Além disso, é importante respeitar a sinalização dos salva-vidas, que indica os locais perigosos para banhistas.
SOL
Seres vivos como as algas e as plantas são capazes de aproveitar a energia do sol para fabricarem seu alimento, enquanto outros a recebem alimentando-se das plantas ou de animais que se alimentaram de animais que se alimentaram de plantas... e por aí vai. Isso significa que sem a energia solar nenhuma forma de vida poderia existir aqui!
Ao ficar exposto à radiação do sol, nosso corpo produz um pigmento que bronzeia a pele. Mas o excesso de exposição pode ser perigoso, causando queimaduras e doenças, como o câncer de pele.
Não se esqueça de sempre se proteger com filtro solar, óculos e chapéu, especialmente entre as 10 e 16 horas, quando os raios solares são mais fortes.
Preste atenção no Meio Ambiente!
Agora que você descobriu um pouco mais sobre a praia, lembre-se que esse é um ambiente muito frágil. Ainda há muitas pessoas que se esquecem disso.
Uma maneira de ajudar a preservar esse ecossistema é não levar animais domésticos - especialmente cachorros - para passear. Isso porque além do risco de acidentes, os cães podem transmitir doenças por meio de suas fezes, quando contaminadas. Um exemplo são as larvas de Ancylostoma, um verme comum em cães e gatos que causa doenças de pele e outras infecções nos humanos.
Fora isso, os cachorros podem causar problemas para os outros seres vivos que vivem na praia, trazendo doenças a eles ou os caçando. Os próprios cães podem sofrer, por falta de água, pelo excesso de sol ou pela ingestão de restos de comida ou animais encontrados na areia.
E por falar em restos de comida... Copo de água, palito de sorvete, saquinho de biscoito, latinhas. Imagine como seriam as praias se cada pessoa deixasse ali o lixo que produz?! Não só as areias mas também o mar ficariam imundos, pois as ondas carregariam o lixo para a água.
Os animais marinhos acabam literalmente tendo que engolir esse lixo todo. As tartarugas marinhas, por exemplo, confundem as sacolas plásticas com as águas vivas, seu alimento natural. Muitos acabam se contaminando com uma comida que não faz parte de sua alimentação.
Recolher todo o lixo da praia é um dever de todos! É sinal de educação e respeito pela natureza!

FONTE:

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