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Archive for novembro 2011
Ranking – As 50 empresas mais inovadoras do mundo em 2011
Recentemente, a renomada revista Fast Company divulgou seu ranking com as50 empresas mais inovadoras do mundo em 2011. Listando as organizações que estão mudando a forma como produtos e serviços inovadores são oferecidos ao redor do mundo. Mudanças que impulsionam o desenvolvimento social e econômico dos países.
Nesta lista figuram empresas visionárias, com plano de negócios bem estruturados, líderes em seus mercados e que estão fazendo investimentos milionários agora para poder colher os frutos da sua inovação no futuro. Garantindo um possível, e estrondoso, sucesso a longo prazo.
Algumas mudanças significativas ocorreram da lista do ano passado para esta. O Facebook, líder ano passado, caiu para o terceiro lugar este ano. Já a Apple, que atingiu o topo em 2011, foi a terceira em 2010. Quem subiu muitas posições foi o Twitter, movendo-se da 50ª posição para a 2ª em apenas um ano. O exemplo negativo fica por conta da Amazon, que caiu 25 posições de 2010 para este ano.
Ficou curioso para conhecer as 50 empresas que mais inovam ao redor do mundo? Então confira abaixo a lista completa das empresas, com destaque para as 10 primeiras colocadas e motivo pela qual estão lá. Veja:
1 – APPLE
Por dominar o cenário dos negócios, de 101 maneiras diferentes.
2 – TWITTER
Por seu crescimento expressivo durante 5 anos consecutivos, redefinindo a forma como nos comunicamos.
3 – FACEBOOK
Por seus 600 milhões de usuários.
4 – NISSAN
Pela criação do Leaf, o primeiro carro totalmente elétrico para o mercado de massa.
5 – GROUPON
Por revigorar o varejo – e faturar 6 bilhões de dólares.
6 – GOOGLE
Por melhorar a experiência de pesquisa instantânea na internet.
7 – DAWNING INFORMATION INDUSTRY
Por construir o supercomputador mais rápido do mundo.
8 – NETFLIX
Por transformar-se em uma potência de 9 bilhões de dólares (e esmagar a Blockbuster)
9 – ZYNGA
Por se tornar o “alpha dog” de 500 milhões de dólares dos jogos sociais.
10 – EPOCRATES
Por criar um sistema de prescrição instantânea de remédios, para auxiliar médicos e enfermeiros na hora da consulta.
11 – Trader joe’s
12 – Arm
13 – Burberry
14 – Kosaka smelting and refining
15 – Foursquare
16 – ESPN
17 – Turner sports
18 – Huawei
19 – Intel
20 – Syncardia
21 – Donorschoose.org
22 – Ebay
23 – Nike
24 – Linkedin
25 – Wieden + kennedy
26 – Yandex
27 – Amazon
28 – Opening ceremony
29 – IBM
30 – Amyris
31 – Double negative
32 – Kaspersky lab
33 – Pepsico
34 – Univision
35 – Snohetta
36 – Marks & spencer
37 – Microsoft
38 – Solarcity
39 – Shaadi.com
40 – Voxiva
41 – Cisco
42 – Enerkem
43 – Samsung
44 – Pandora
45 – Ge
46 – Changchun dacheng industrial group
47 – Azul
48 – Stamen design
49 – FX
50 – Madecasse
Muitas surpresas, não? E aí, o que você achou deste ranking? Conhece outra empresa que deveria fazer parte dele? Discorda de alguma que está na lista deste ano? Deixe sua opinião nos comentários abaixo, participe da nossa discussão!
A educação em tempos do Twitter
Com todos os recursos móveis e em rede, muitas questões nos desafiam como educadores:
1. O papel do professor muda cada vez mais: Ensina menos, orienta mais, articula melhor. Ele se aproxima mais dos alunos, se movimenta mais entre eles.
2. Os tempos das aulas se tornam mais densos, para realizar atividades interessantes, que possam ser pesquisadas, produzidas, apresentadas e avaliadas no mesmo espaço e tempo. São inviáveis as aulas de 50 minutos.
3. As aulas não se resumem só aos momentos presenciais. Aumenta a integração com os ambientes digitais, com os ambientes colaborativos, com as tecnologias simples, fáceis, intuitivas.
4. Os espaços se multiplicam, mesmo sem sair do lugar (múltiplas atividades diferenciadas na mesma sala). O conteúdo pode ser disponibilizado digitalmente. Predominam as atividades em tempo real interessantes, desafios, jogos, comunicação com outros grupos.
5. Há uma exigência de maior planejamento pelo professor de atividades diferenciadas, focadas em experiências, em pesquisa, em colaboração, em desafios, jogos, múltiplas linguagens. Forte apoio de situações reais, de simulações.
6. Ganha importância maior a presença do aluno-monitor, que apóia os colegas e ajuda o professor, tanto nas atividades como nas orientações tecnológicas.
7 Aumenta a integração de ambientes digitais mais organizados (como o Moodle) com recursos mais abertos, personalizados, grupais, informais (web2.0) em todas as etapas de um curso. Para motivar, ilustrar, disponibilizar, pesquisar, interagir, produzir, publicar, avaliar com o envolvimento de todos.
8. Quanto mais tecnologias, maior a importância de profissionais competentes, confiáveis, humanos e criativos. A educação é um processo de profunda interação humana, com menos momentos presenciais tradicionais e múltiplas formas de orientar, motivar, acompanhar, avaliar.
9. É imenso – e mal explorado - o campo de inserção da escola na comunidade, de diálogo com pais, bairro, cidade, mundo, com atividades presenciais e digitais.
10. Podemos ter modelos de organização de aulas, atividades e de materiais formatados para todo o país. Só não podem ser aplicados ao pé da letra nem ficarmos reféns deles. Podem servir como roteiros de orientação dos alunos, personalizando-os, dando-lhes a nossa cara, indo além do que está previsto.
11. A educação continuada, permanente, para todos, formal e informal, presencial e a distância, abre imensos horizontes profissionais, metodológicos, mercadológicos, que mal vislumbramos ainda. Tudo está para ser feito, experimentado e reinventado de forma diferente. A educação pode ser o campo mais fértil da reinvenção, porque todas as pessoas, em todas as idades e condições, precisam desesperadamente de ajuda em múltiplos campos: da formação inicial à super-especializada.
12. Diante de tantas mudanças, tudo o que fizermos para inovar na educação será pouco.
Dez tendências tecnológicas para 2012, segundo o Gartner
Entre elas, a empresa de consultoria põe a mobilidade em primeiro lugar. Constam da lista também as tecnologias contextuais, in-memory, BI e análise de dados.
Dez áreas tecnológicas merecem a atenção das empresas hoje e no próximo ano, segundo estudo recém divulgado pelo Gartner. Entre elas, a empresa de consultoria classifica a mobilidade em primeiro lugar, por forçar as empresas a prepararem o seu software de modo a disponibilizarem acesso às aplicações de todas as formas possíveis e promover a consumerização das TICs ou a abordagem “Bring Your own Device” (BYOD) ou “Bring Your own Technology” (BYOT).
Não por acaso, a segunda maior preocupação para a estratégica dos CIO centra-se nas aplicações e interfaces e sua adaptação ao novo ambiente de mobilidade. A Gartner observa que os parâmetros válidos há 20 anos (baseados em janelas, menus e ícones) devem ser substituídos por tecnologias com enfoque na mobilidade, que incluem sistemas de interacção por toque, por vídeo ou por voz, priorizando novos padrões como o HTML5.
A experiência do usuário de redes sociais e as tecnologias contextuais também serão um ponto extremamente importante na agenda dos líderes de TI para o ano de 2012, na lista da consultoria, junto com a chamada Internet das Coisas, que ocupa a quarta posição na lista. Neste sentido, as tecnologias de comunicação em proximidade ou Near Field Communication (NFC), para pagamentos móveis, começará a ter projetos concretos.
Também relacionada com a mobilidade, está a quinta tendência a ser considerada pelos CIOs no próximo ano: as lojas online de aplicações. A App Store e o Android Market, em conjunto, deverão distribuir cerca de 70 mil milhões de aplicações móveis até 2014. Da perspectiva do ambiente corporativo, isso significa passar de um planejamento mais centralizado para uma abordagem na qual é necessário ter em conta um mercado onde existem vários fornecedores e aplicações. Assim as empresas terão de avaliar melhor os riscos e o valor que cada uma traz para a organização como um todo.
BI e análise de dados
Muitas empresas já usam plataformas de Business Intelligence e soluções de análise de dados. Mas na verdade, diversos estudos têm mostrado que nem todas conseguem extrair o máximo de benefícios a partir delas. Por isso, existe ainda um longo caminho a percorrer nessa área. Considerando a conjuntura econômica, as empresas não podem deixar de investir em soluções capazes de permitir conhecer em profundidade as necessidades e o comportamento dos seus clientes. Isso permite a cada uma delas responder de acordo com as necessidades de seus clientes, melhorando assim seus negócios. Face à contenção nos orçamentos de investimento em TI, as empresas devem procurar extrair o máximo das soluções de BI que já têm. Nesse ponto, o enfoque no “Big Data” pode ser enganador.
A expressão “Big Data” ou grandes volumes de dados é usada para reconhecer o crescimento exponencial de dados, a disponibilidade e o uso da informação em ambientes futuros. Este conceito dá um peso indevido ao volume de informações a ser gerido, segundo o Gartner. Muitos CIO focaram-se simplesmente na gestão de grandes volumes de dados, esquecendo-se muitas outras dimensões relacionadas com a gestão da informação. Deixam no ar, assim, muitos desafios a serem abordados mais tarde, muitas vezes com maiores dificuldades. Questões de acesso e classificação de dados não podem ser negligenciadas. Caso contrário, segundo os analistas da Gartner, a empresa se verá obrigada a um novo investimento massivo – em dois ou três anos – para resolver problemas negligenciados quando da implantação de infraestrutura.
Nova fase para o modelo de cloud computing
Completam a lista compilada pelo Gartner as tecnologias in-memory, e os servidores de baixo consumo energético para cloud computing – a tendência mais comentada no mundo das TIC, desde que apareceu há cinco anos.
Apesar de ser um importante fator no setor das TIC, a cloud computing ainda não está produzindo os resultados esperados. De acordo com um estudo da Symantec, organizações que já investiram em tecnologias de virtualização e em plataformas de cloud, híbridas ou privadas, tendem a seguir um caminho semelhante: evoluir da virtualização de aplicações menos críticas para as mais importantes (como o e-mail e as aplicações de colaboração, de comércio eletrônico e da cadeia de abastecimento, bem como as de planejamento de recursos empresariais e de gestão das relações clientes).
Nesse sentido, mais da metade (59%) pretende virtualizar as aplicações de bases de dados ao longo dos próximos 12 meses. Cerca de 55% pretende virtualizar aplicações Web e 47% consideram virtualizar aplicações de correio electrónico e calendário. Apenas 41% tencionam virtualizar aplicações ERP, segundo a Gartner.
E, à medida que as tecnologias de virtualização e as clouds privadas são cada vez mais adotadas, o custo e o desempenho dos sistemas de armazenamento crescem de importância na hora de escolher um ou outro sistema. Mais da metade dos entrevistados pela Symantec (56%) afirmou que os custos de armazenamento aumentaram com a virtualização de servidores.
Portanto, as três principais razões para a implantação de virtualização de sistemas de armazenamento, incluem redução dos custos operacionais (55%), melhorias de desempenho dos sistemas de armazenamento (54%), e melhorias do potencial de recuperação de desastres (53 %). Embora a tendência seja imparável, a implantação real de cloud computing nem sempre satisfaz os critérios previamente estabelecidos. O estudo observa ainda que os projetos de virtualização de servidores são os mais bem sucedidos. Normalmente existe uma diferença média de 4% entre os objetivos propostos e os alcançados. É uma diferença muito menor do que a registada para os sistemas de virtualização de armazenamento, em torno de 33%, com grandes decepções em termos de capacidades de escala, flexibilidade e redução dos custos operacionais.
Fonte: COMPUTERWORLD/EUA
Amazônia e Cataratas: entre as 7 Maravilhas da Natureza?
O concurso internacional Novas Sete Maravilhas da Natureza, promovido pela entidade suíça N7W, elegerá até o final do ano as mais bonitas paisagens naturais da atualidade e, nesta disputa, estão dois cartões-postais brasileiros: a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu.
Os dois locais concorrem com outras 26 paisagens naturais, de todos os cantos do planeta. Entre elas: as Ilhas Galápagos, no Equador, o Grand Canyon, nos EUA, o Mar Morto, no Oriente Médio, e o vulcão Vesúvio, na Itália.
O público pode escolher as suas sete localidades preferidas até 11/11 e registrar, gratuitamente, seu voto pela internet, no site do Novas Sete Maravilhas da Natureza e, também, no Facebook. É possível, ainda, votar pelo celular: basta mandar uma mensagem de texto para 22046 com o nome da sua Nova Maravilha da Natureza favorita. O custo do SMS é de R$ 0,31, mais impostos.
Aqui no Brasil, já existem dois movimentos empenhados em apoiar as candidaturas dos dois cartões-postais nacionais que participam da disputa: o Vote Amazônia e o Vote Cataratas. Assista, abaixo, aos vídeos produzidos pelas duas iniciativas, com a intenção de conquistar o maior número possível de eleitores para a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. Aproveite e dê o seu voto para essas duas "maravilhas brasileiras"!
Caju com resíduos faz do piso à telha
Junte montanhas de buchas de coco; caminhões e caminhões de aparas de papel; toneladas de cascas de arroz e serragem à vontade e você estará às voltas com problemas de espaço em aterros sanitários, alto risco de incêndio e grande probabilidade de entulhamento de cursos d’água. Acrescente LCC e tudo isso vira material de construção de qualidade, com alta resistência!
E o que é LCC? É Líquido de Castanha de Caju, um subproduto da indústria de castanha de caju, disponível e barato em estados como Ceará e Piauí, de onde sai quase 80% da produção brasileira. O líquido é, na verdade, um óleo que recobre o fruto do cajueiro (Anacardium occidentale), lembrando que o fruto é a castanha, enquanto aquela parte suculenta entre o amarelo e o vermelho a que chamamos de caju é apenas um pedúnculo.
No Brasil, para cada tonelada de castanha de caju processada, são obtidos cerca de 650 quilos de LCC. Como a produção brasileira de castanhas anda em torno dos 230 mil toneladas e o uso industrial do LCC ainda é muito incipiente, não é difícil concluir quanto óleo anda sobrando…
Extremamente corrosivo quando cru, o óleo contém ácido anacárdico, cardanol e diversas outras substâncias de interesse. Dependendo da forma como é extraído, permite a polimerização, ou seja, pode passar por uma reação química que transforma as moléculas, combinando-as como macromoléculas. Em outras palavras, fica tudo quimicamente colado, conferindo resistência extra aos produtos.
A ideia de transformar resíduos de biomassa em material de construção não é nenhuma novidade, mas as misturas destes resíduos agrícolas e industriais com o LCC, sim. Tanto que já foi requerida patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). E o engenheiro químico João Tarciso Cyrino Bessa já montou uma empresa para trabalhar com esse tipo de produto, a Aglodeste – Aglomerados do Nordeste Ltda, incubada no Parque de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (Padetec).
“É uma indústria-piloto, onde desenvolvemos a tecnologia para fabricação dos aglomerados, com resíduos diversos”, explica. O desenvolvimento durou 18 meses e agora a empresa está pronta para repassar a tecnologia para indústrias interessadas em colocar os diversos produtos no mercado.
O momento é oportuno, dada a queda no preço internacional das castanhas, conforme destaca Selma Elaine Mazzetto, da Universidade Federal do Ceará (UFC), no artigo Óleo da castanha de caju: oportunidades e desafios no contexto do desenvolvimento e sustentabilidade industrial: “A queda no valor das amêndoas e o baixo custo da mão-de-obra nos países produtores concorrentes, atrelados à busca por fontes renováveis como matéria-prima alternativa à petroquímica, fazem da estratégia de valorização do LCC uma perspectiva bastante atrativa”.
Segundo João Tarciso, os aglomerados feitos com LCC são polimerizados. “Foi um aprimoramento que fizemos, que nos permitiu transformar diversos resíduos – como palha de arroz, buchas de coco, papel e entulho de serraria – em pisos, divisórias e até telhas”, comenta o engenheiro. “Depois fizemos diversos testes aqui na empresa: o piso aguenta alto impacto e as telhas – feitas com LCC e papel – praticamente não absorvem água, tendo excelente desempenho”.
A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a UFC e contou com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além dos materiais de construção, o mesmo processo também pode servir na produção de tubulação para esgotos, fabricação de circuitos impressos e isolantes.
Como vemos, está na hora de mudar os dizeres da sabedoria popular “tudo o que é demais sobra, tudo o que sobra é resto e tudo o que é resto vai para o lixo”. No caso do caju e dos resíduos agroindustriais estudados no Padetec, tudo o que é demais e sobra pode virar parede, piso, telha, cano, casa, escritório, loja…
Fonte: Planeta Sustentável


