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Marsylla Salgado Tavares

Archive for junho 2011

A difícil tarefa de medir o ROI nas Mídias Sociais

Muitas empresas já estão as mídias sociais para melhorar o relacionamento com seus clientes, expandir a sua marca, aumentar suas vendas e criar mais um canal de comunicação com seus clientes. Entretanto para que as ações de marketing em mídias sociais possam ser avaliadas em termos de retorno é necessário que se avalie o impacto estas ações de marketing digital estão causando. Medir o retorno das ações de marketing nas mídias sociais não é impossível, mas é complexo porque muitos elementos que precisam ser avaliados são difíceis de monitorar. Tanto assim que, de acordo com uma pesquisa realizada em pela Mzinga and Babson Executive Education, 84% dos profissionais pesquisados não mediam o ROI de suas campanhas em Mídias Sociais.

O cálculo do ROI nas mídias sociais

Como uma fórmula padrão, o cálculo do ROI é muito básico, ROI = (X – Y) / Y, onde X é o valor final e Y é o seu valor inicial. Exemplificando, se você investir R$ 5,00 e receber de volta R$ 20,00, o ROI é (20-5) / 5 = 3 vezes o seu investimento inicial.

No sentido financeiro, o ROI é medido exclusivamente no contexto de Reais (R$) e centavos, no entanto, os princípios podem realmente se aplicar a qualquer tipo de investimento, monetários ou não. Ações como trocas de links ou banners também podem ter o seu ROI avaliado pelos parâmetros acima expostos.

Definindo as metas das ações de marketing em mídias sociais

Ter metas e linhas de base concretas é fundamental para calcular o retorno sobre o investimento. Então antes de sair medindo e monitorando seus retornos de mídia social, você precisa ter uma idéia clara do que é que você quer realizar.

Depois de ter suas metas definidas, você precisa medir a linha de base antes de iniciar ou alterar a sua estratégia de mídia social. Por exemplo, se seu objetivo é aumentar a menção de sua empresa nas mídias sociais, para medir o ROI de ações tomadas em direção a esse objetivo, você precisa saber onde você está agora. Você não pode avaliar com precisão o ROI, sem uma linha de base.

Embora as métricas ≠ de ROI, métricas web tradicionais, como a contagem de tráfego, número de comentários, seguidores do Twitter, os fãs do Facebook, etc., são um importante componente para o cálculo de ROI.

O truque é não confiar apenas em números, mas para onde os números nos conduzem. Por exemplo, como o aumento de visitantes do site se correlaciona com o aumento das vendas? Existem pessoas que encontram o seu site a partir do Twitter ou do Facebook, em seguida, clicam em suas páginas de produtos ou vão para a seção de comércio eletrônico do seu site? Esse é o tipo de dado que você deve procurar.

Disponibilizando os dados das ações de marketing nas mídias sociais

Depois de ter definido a sua base, você precisa tomar as métricas de suas ferramentas de monitoramento e ver como elas se correlacionam com mais vendas, mais retenção de clientes, ou outros objetivos traçados.

Se a sua medição final é de vendas, verifique se elas vieram das suas campanhas de mídia social, por exemplo: olhe para o seu nível de vendas e verifique se aumentou, olhe para o número de referências ao seu site de comércio eletrônico (supondo que você pode controlar esses dados) a partir de seu site ou o Twitter, ou o número de cupons usados que foram dados em uma campanha no Facebook.

Você vê alguma tendência? O tráfego até a sua loja virtual aumentou depois da postagem no Facebook? E sobre o Twitter? O tráfego da loja correlaciona-se com mais vendas quando se avalia os mesmos dados? Será que uma análise de sentimento no Twitter conduz a mais vendas ou mais visitas?

Encontrar tendências e segui-las de volta para seu ponto de origem é a chave para a medição de ROI.

“Por que estamos tentando medir a mídia social como um canal tradicional? A mídia social toca em todas as facetas do negócio e é mais uma extensão da boa ética empresarial.” – Erik Qualman

E você? Gostaria de compartilhar sua experiências no cálculo do ROI nas mídias sociais? Deixe o seu comentário.

Por Nei Grando

Tenha acesso a todos os jornais do mundo, em português, e de graça!

O Newspaper Map é uma ferramenta que te dá a oportunidade de conhecer cada jornal do planeta sem sair de casa. Mais de 10 mil publicações aparecem em sua tela e, com apenas um clique, você pode ser redirecionado para o site do veículo e até traduzi-lo, para o português, se for preciso.

É possível pesquisar jornais pelo nome, endereço, cidade, país e até a língua em que ele é escrito.  Tudo isso em uma ferramenta simples, básica, rápida e muitíssimo eficiente. Até os jornais menos conhecidos, com tiragem mínima, aparecem na tela.
Acesse o Newspaper Map, acompanhe atualizações pelo Twitter e Facebook ou acesse a ferramenta via smartphone.

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Projeto que altera lei da micro e pequena empresa deve ser votado hoje quarta (29)


A Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa e a Comissão de Finanças e Tributação devem ir ao Colégio de Líderes hoje, quarta-feira (29) para pedir a votação imediata em Plenário do projeto de lei complementar (PLP 591/10) que reajusta em 50% as faixas e os limites de enquadramento no Supersimples, sistema simplificado de pagamento de impostos para as pequenas empresas.
O presidente da Frente, deputado Pepe Vargas (PT-RS), informou que alguns estados já concordam com a modificação do atual sistema de pagamento do ICMS por substituição tributária, que concentra o pagamento do imposto em apenas um elo da cadeia produtiva. Apesar de inibir fraudes, o sistema onera as pequenas empresas. Na avaliação de Pepe devem ser incluídos na proposta em discussão os critérios definidores dos produtos que poderão ser submetidos à cobrança de substituição tributária, e ser remetidas para o Conselho Fazendário Nacional (Confaz) a regulamentação da pauta desses produtos e a margem de valor agregado sobre a qual se aplicam as alíquotas.

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Top 10: Os celulares mais feios da história

Assim como na sociedade, ser feio ou bonito não está atrelado à época. As empresas de celulares tem testado a nossa paciência e nossos bolsos desenvolvendo os mais diversos tipos de aparelhos, em todas as cores e formatos. Alguns modelos parecem ter sido fruto de alguma viagem psicodélica dos designers e engenheiros.

Existem inúmeros modelos de aparelho que tem uma existência questionável, mas reunimos aqui os 10 celulares mais feios da história, confira!

10. Nokia 7610

Nokia 7610 (Foto: Divulgação)Nokia 7610 (Foto: Divulgação)

A Nokia era uma das empresas que mais lançava modelos e investia em tendências de design. No tempo em que o sistema operacional Symbian era a melhor opção, a empresa lançava diversos aparelhos em sequência, e devido a isso, ocasionalmente o mercado teve que lidar com estranhos produtos nas prateleiras.

O Nokia 7610 era um robusto pseudo-smartphone em 2004, época em que foi lançado, com memória interna de 8MB, expansível até 64MB, uma surpreendente câmera de 1mp e… ok, isso é tudo. Mesmo enquanto ele existia, acredito que ele teria uma melhor utilidade como peso de papel.

9. Nokia 7500 Prisma

Nokia 7500 (Foto: Divulgação)Nokia 7500 (Foto: Divulgação)

O Nokia 7500 foi lançado em 2007 e veio com câmera de 2mp, memória interna de 30MB. O nome dele deve estar relacionado ao conceito, ou pelo menos deveria. Ele não é um dos mais feios, mas entrou na lista porque veio cortado à francesa e achamos que somente pizzas deveriam vir assim.

Sem 3G, bluetooth e wi-fi, este aparelho Java ainda está disponível no mercado, portanto corra, pois você ainda pode comprar esta obra prima.

8. Samsung SGH-X830

Samsung SGH-X830 (Foto: Divulgação)Samsung SGH-X830 (Foto: Divulgação)

Este belo aparelho EDGE da Samsung foi lançado em 2006, e é um dos celulares que certamente saiu de alguma mente sob efeitos questionáveis. Não há nenhuma explicação para o design, nem para o posicionamento das teclas.

Ele possui uma câmera de 1.4mp e esteve disponível em diversas cores, pois certamente o departamento de marketing sabia que dar a opção de escolha da cor para o consumidor, costuma funcionar. Infelizmente, você que se apaixonou, não o encontrará mais disponível no mercado.

7. Tonino Lamborghini Spyder

Tonino Lamborghini Spyder (Foto: Divulgação)Tonino Lamborghini Spyder (Foto: Divulgação)

Quem nunca sonhou em ter um celular bonito como uma Lamborghini? Desculpa destruir seus sonhos, mas ainda não conseguiram torná-lo realidade. Este é o Tonino Lamborghini Spyder, e o nome vem do criador e não do carro.

O aparelho de luxo conta com acabamento em ouro e uma tela de 2.2 polegadas, câmera de 3.0mp e infelizmente não tem suporte à rede 3G. Próximo!

6. Modu Express Jacket

Modu Express Jacket (Foto: Divulgação)Modu Express Jacket (Foto: Divulgação)

A fabricante israelense Modu inovou ao criar o conceito de um aparelho multitarefa que centralizaria a sua vida em um só equipamento. Ele chegou a ser lançado no Brasil pela operadora Claro, mas eu não conheci nenhum feliz comprador desta beleza.

O Modu Jacket é inicialmente uma base que necessita de uma skin para funcionar. Na imagem acima você pode ver na esquerda ele nú e ao lado dois exemplos de possíveis skins. A configuração que chegou ao mercado foi tão bonita quanto a aparência: Java, sem 3G, sem wifi, sem bluetooth e com câmera VGA. Soa fora da realidade para um aparelho lançado em 2009, não?

5. Huawei U8300

Huawei U8300 (Foto: Divulgação)Huawei U8300 (Foto: Divulgação)

O Huawei U8300 tem ótimas características que classificam um bom smartphone, como 3G, Wi-Fi, Bluetooth, Android OS, câmera de 3.15mp, um display de 2.6 polegadas e teclado Qwerty.

O que ele não tem é um design e cores que façam sentido, pois foi disponibilizado nas cores amarelo, verde limão e roxo. Ele é o mais recente da nossa lista, foi lançado em 2010, então você ainda tem chance de adquirir um.

4. HP iPAQ h6310

HP iPAQ h6310 (Foto: Divulgação)HP iPAQ h6310 (Foto: Divulgação)

Este pertence a uma geração de aparelhos feios e a culpa é da sociedade. Em 2004, quando foi lançado, este smartphone era o top na lista dos melhores gadgets tecnológicos, e a demanda por equipamentos desse porte era grande em algumas empresas.

Com zero em praticidade e ergonomia, nosso pequeno gigante não possuia sequer uma câmera embutida e tinha um dos piores sistemas operacionais, o Windows Mobile. Não é à toa que a HP não é conhecida por aparelhos celulares, mas sim por impressoras.

3. Blackberry 7100

Blackberry 7100 (Foto: Divulgação)Blackberry 7100 (Foto: Divulgação)

A RIM sempre se destacou em praticidade e em tudo que um homem de negócios precisa ter em mãos. Infelizmente eles não consideram que o design também é necessário. Quem teve a brilhante ideia de pegar um teclado qwerty em apenas metade das teclas necessárias? O Blackberry 7100 vinha com um bluetooth que não funcionava e você ainda tinha que aguentar a lerdeza de uma rede GPRS para verificar seus emails.

Todos os aparelhos Blackberry tem essa interessante característica em comum: são feios. O BB 7100 da foto serve apenas como exemplo, imagine acima qualquer outro modelo, até mesmo o Storm.

2. 6380 Senior Mobile Phone

6380 Senior Mobile Phone (Foto: Divulgação)6380 Senior Mobile Phone (Foto: Divulgação)

Nós entendemos que este telefone tem uma função importantíssima, mas não entendemos porque ele precisa ser feio e facilmente confundido com uma calculadora. Diversas empresas já fabricaram modelos para idosos mas que mesmo com teclas grandes e toda a simplicidade necessária, não eram risíveis.

Ele vem somente com o necessário, agenda de telefones, suporte a sms, rádio fm e um extra, um grande botão de SOS localizado na parte de trás.

1. Nokia 7280

Nokia 7280 (Foto: Divulgação)Nokia 7280 (Foto: Divulgação)

O Nokia 7280, por incrível que pareça, é um celular e pertencia à linha Nokia Fashion, composta por ele e mais outros 2 aparelhos (Nokia 7260 e Nokia 7270). O conceito destes produtos eram moda, maquiagem e glamour. O press release deste modelo diz que o design é sexy e que foi inspirado em uma fina camada de gloss labial. Se press releasescorrespondessem à realidade, seria bacana, não?

Este aparelho não só desafia nossos olhos mas também nossa capacidade racional de utilização de um simples equipamento, pois, como é que telefona usando isso?

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Professores utilizam Angry Birds para ensinar física em sala de aula

angry birds

A popularidade do game Angry Birds só tende a aumentar - recentemente, o game alcançou a marca recorde de 1 milhão de downloads diários. Mas o surpreendente é que a briga dos pássaros com os porcos está começando a ser usada dentro de sala de aula. Professores de diversas escolas já usam o Angry Birds para ensinar Física para seus alunos.
Com o game, é possível calcular ângulos, trajetórias, parábolas, força da gravidade... As possibilidades são várias, como A Wired já mostrou em diversos textos.  E aqui, você encontra alguns exercícios que professores elaboraram, utilizando vídeos de disparos no Angry Birds.
Da próxima vez que seu filho passar o dia inteiro jogando Angry Birds, pense duas vezes antes de dar-lhe um castigo! :)

Google será investigado por manipulação de resultados de busca, diz jornal

São Paulo – Quando você clica no botão “Estou com sorte”, do Google, pensa que os melhores resultados aparecem na tela? Pois a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) duvida desse ranking. O órgão regulatório prepara uma intimação ao Google como parte de um inquérito para investigação de suspeita de manipulação dos resultados de busca da empresa, informou o jornal The New York Times. A investigação está centrada no principal negócio da companhia: busca na Internet e publicidade, que totalizou 29,3 bilhões de dólares no ano passado.

Ao fazer um site ter mais ou menos chances de aparecer no topo das buscas, o Google, teoricamente, pode afetar a quantidade de tráfego de um site e, portanto, o quanto ele poderia cobrar por publicidade.

No ano passado, a Comissão Europeia abriu uma investigação antitruste contra o Google, depois de reclamações de empresas menores, que alegaram ter seus sites rebaixados nos resultados. A investigação ainda está pendente.

Nos últimos anos o Google tem sido alvo de investigações por parte de órgãos antitruste, a maioria delas envolvendo aquisições. De acordo com a empresa de pesquisa comScore, o Google controla 65,5% do mercado, o Yahoo tem 16% e o Bing, 14%. Nos Estados Unidos, a Comissão e o Departamento de Justiça americano analisaram de perto as aquisições das empresas de publicidade online DoubleClick e AdMob.

Mais recentemente, a justiça americana analisou a compra da ITA Software, uma empresa de serviços de viagens. O governo permitiu a operação depois que o Google concordou em deixar o governo monitorar o caso. Neste mês o governo iniciou uma investigação sobre a aquisição de 400 milhões de dólares da Admeld, que fornece serviços de publicidade às editoras.

Em 2008, o Departamento de Justiça também bloqueou uma proposta de acordo publicitário entre Google e Yahoo por causa das preocupações sobre seu efeito na concorrência. No ano passado, também se opuseram ao acordo entre Google e editoras e autores, em parte porque a empresa teria poder demais no mercado de livros digitais.

Fonte: Exame.com

Projeto Juruti: modelo de gestão sustentável do Brasil para o mundo

 

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A integração da Alcoa com a comunidade local desde o início do processo de instalação da mina de bauxita da empresa em Juruti (PA) é a chave do sucesso do Projeto Juruti Sustentável. Esta atitude foi indispensável para que a empresa adotasse a sustentabilidade como fator integrante de sua estratégia de negócios. A constatação é do gerente de Sustentabilidade da Alcoa, Fábio Abdala. “Essa postura foi extremamente estratégica para que a companhia conseguisse concluir e conquistar o direito de operar um dos maiores projetos de mineração realizados mundialmente pela Alcoa”, afirma.

Abdala explica que a mina de bauxita de Juruti foi inaugurada em 15 de setembro de 2009, depois da entrega, pelo governo do Pará, da licença de operação do empreendimento. A mineração de bauxita é planejada para que a atividade e o respeito ao meio ambiente sejam compatíveis. “A retirada da cobertura vegetal é feita cuidadosamente, de modo que a madeira extraída possa ter uso social, o solo orgânico seja recolocado após a mineração da bauxita e a floresta seja restaurada”.

A instalação de um projeto dessa magnitude, segundo Abdala, seja pelas questões ambientais, sociais ou pela difícil logística, é um grande desafio. “Nesse cenário, a comunicação pelo engajamento social tem sido fundamental”. Juruti passou por uma grande transformação e a empresa vem desenvolvendo um trabalho em parceria com as comunidades locais, tendo como premissa a disseminação de práticas sustentáveis.

Durante a fase de implementação, foram gerados até 9.500 empregos, mantendo uma média de 80% de funcionários paraenses, dos quais 30% moradores de Juruti. O Programa de Qualificação Profissional da mina de Juruti contribuiu para a formação dessa mão de obra, com a capacitação de mais de 2.500 pessoas para as necessidades do empreendimento e dos próprios mercados local e regional.

Abdala conta que foi realmente preciso usar técnicas para informar a comunidade o que estava acontecendo no município. “Isso ocorreu por meio de visitas às instalações, entrevistas, folhetos, programas de rádio, revista e campanhas”, destaca.

União entre o social, o público e o privado

Desenvolvido pela Alcoa em parceria com organizações civis e governamentais, com apoio da Fundação Getúlio Vargas, Fundo Brasileiro pela Biodiversidade (Funbio) e Instituto ISER, o Projeto Juruti Sustentável propõe um modelo de sustentabilidade para a região, que combine o respeito com o meio ambiente, responsabilidade social e sucesso econômico.

Iniciado ainda em 2006, quando as obras da mina também se iniciaram, com as devidas licenças ambientais, esta iniciativa, segundo Abdala, resultou das aspirações da própria comunidade de Juruti, após uma série de pesquisas e discussões com equipes multidisciplinares, incluindo pesquisa de campo e levantamento da realidade local e regional.

O Programa promove parcerias institucionais para obter benefícios mútuos para as partes social, público e privada, baseado em um tripé formado por:

  1. Conselho Juruti Sustentável: espaço permanente de diálogo e ação coletiva entre empresas, governo e comunidades, considerando uma agenda de longo prazo;
  2. Indicadores de Sustentabilidade: instrumentaliza o monitoramento do desenvolvimento de Juruti e alimenta o Conselho com informações qualificadas;
  3. Fundo Juruti Sustentável: financia ações de desenvolvimento a partir dos Iindicadores priorizados pelo Conselho, e mobiliza recursos para gerar patrimônio financeiro para as presentes e futuras gerações.

Abdala acrescenta que o engajamento dos talentos locais tem gerado grandes oportunidades de trabalho, renda e desenvolvimento pessoal e profissional para os moradores de Juruti e região. Hoje, do total de 2.178 profissionais empregados direta e indiretamente na mina, 81% são paraenses.

O executivo destaca também as contribuições fiscais, taxas e impostos gerados. Conforme a Constituição Federal, a exploração mineral é de interesse nacional e todo empreendimento de mineração é importante para o País. Assim, diferentemente de outras atividades econômicas, toda atividade mineral recolhe impostos bem conhecidos como ISS, ICMS e INSS, e contribui com outras compensações financeiras essenciais para assegurar pesquisa e mineração sustentáveis. “São exigências legais estabelecidas com o intuito de proteger as pessoas e o meio ambiente ao redor de reservas minerais e que cumprimos rigorosamente”, afirma.

Reconhecimento e parceria internacionais

A instalação de um grande projeto de mineração na Amazônia, acompanhado de forma intensa pela sociedade civil, tem despertado o interesse da comunidade internacional. Abdala destaca como exemplo disso a seleção de dois integrantes do Conselho Juruti Sustentável (Conjus), em 2009, para o encontro  “Direitos, Riscos e Responsabilidade”, em Joanesburgo, na África do Sul. Cerca de 30 representantes de instituições de 10 países, entre eles Inglaterra, Nigéria, Estados Unidos e Brasil, reuniram-se para avaliar experiências de relacionamento entre comunidades e empresas mineradoras.

“Há também um processo intenso de visitas de outras empresas do setor e da comunidade acadêmica interessada em conhecer, estudar, disseminar e reaplicar o modelo Juruti Sustentável em outras localidades”, afirma. Além disso, a ONG International Conservation é parceira no programa de conservação do Corredor Ecológico Tapajós-Abacaxis e já investiu US$ 500 mil nos último 5 anos.

Próximos passos

De acordo com Abdala, a Alcoa continuará investindo na comunidade local, como parte dos programas elaborados. “O diálogo e transparência serão permanentes. E há um esforço combinado com organizações civis, comunidades e poderes públicos para trazer ou adensar políticas públicas de desenvolvimento do território”, ressalta.

O gerente de sustentabilidade acrescenta que a mina de Juruti é um importante capítulo na história da empresa. “Trata-se de um empreendimento único, modelo, totalmente integrado à comunidade, sem muros nem enclaves, mudando o paradigma no segmento da mineração”, diz.

Abala finaliza explicando que a mina de bauxita de Juruti se insere no plano de longo prazo da Alcoa no Brasil. “Esse plano inclui a maior expansão de uma refinaria de alumina – produto intermediário entre a bauxita e o alumínio – já realizada no mundo, em São Luís (MA); a implantação responsável de duas hidrelétricas – Estreito e Serra do Facão -, fontes de energia naturais e renováveis e, ainda, e na modernização da fábrica em Poços de Caldas (MG)”, conclui.

Carreira internacional: dicas de como se dar bem na profissão fora do Brasil

Você sonha em trabalhar na cidade que já visitou várias vezes em sonho, recebendo salário em dólares ou euros? Confira dicas para fazer carreira lá fora e trilhar um caminho de sucesso.


Dominar muito bem o idioma
Falar fluentemente a língua do país não apenas facilita a vida como aumenta as chances de emprego. Comece a estudar desde já!
Batalhar por uma especialização
Cursar faculdade ou pós-graduação no país em que deseja trabalhar deixa seu currículo mais atraente para o empregador estrangeiro. O curso também vai ajudar você a conhecer pessoas que já trabalham na área desejada, o que pode abrir portas.
Conseguir um cargo em uma multinacional
Ser funcionária de uma empresa com escritórios fora corta caminho para pleitear vaga no exterior. E você não vai precisar pedir demissão, apenas concorrer a uma possível transferência.
Investir em relacionamentos
Cultivar amizades em outros cantos do mundo abre portas. Vale, por exemplo, manter contato com a colega que mudou para a Europa. Quanto mais pessoas você conhecer fora do Brasil, melhor!

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Tecnologias de baixo carbono são a solução para um planeta superlotado


Faltam pouco mais de três meses para a população mundial chegar ao inédito número de 7 bilhões de pessoas, segundo uma previsão da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais gente habitando a Terra significa um uso maior de água, alimentos, carros, roupas, casas… Uma lista quase infinita. E o planeta já se encontra estafado pelo consumo desenfreado.
Para amenizar os impactos de uma população que só cresce, os especialistas defendem dois caminhos. O primeiro é a redução do consumo. Quando usamos menos recursos naturais, diminuímos nossa pegada de carbono e, consequentemente, o potencial do temido aquecimento terrestre. O ponto central da mudança rumo a uma economia de baixo carbono é o consumidor. O segundo é a revolução tecnológica. As empresas terão de inovar na busca de soluções ambientais de baixo impacto. E de produtos adaptados a uma nova geração com consciência ecológica.
Essas ideias estão no livro “Toneladas sobre os ombros”, de Ernesto Cavasin Neto, da consultoria Price Waterhouse and Coopers. A publicação, uma análise profunda desta transformação que evolui junto do atual mercado de carbono, vai ser lançada pela Editora Schoba no próximo dia 30. No texto, a vida e comportamento de Santos Dumont é relacionada a ideias para a evolução do combate ao aquecimento global. Cavasin apresenta sugestões de como as empresas podem se preparar para esta nova economia de forma inovadora e definitiva.
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7 bilhões de consumidores, 1 planeta

A nova geração dos países emergentes quer mais confortos modernos. Mas esbarra nos limites naturais da Terra. Como viveremos num mundo lotado?

 

Em seu Ensaio sobre o princípio da população, de 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma previsão sombria. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos aumentava em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade. Só a tragédia ajustaria o tamanho da população à oferta de alimento. Malthus viveu no período em que a humanidade atingiu a marca de 1 bilhão de pessoas. A partir de 31 de outubro, de acordo com a previsão das Nações Unidas, seremos 7 bilhões. E a questão malthusiana volta a se impor: haverá espaço, comida e recursos para todos?

Desde os tempos de Malthus, os humanos têm exercido um impacto brutal sobre a superfície, os oceanos e a atmosfera terrestres. Além de exaurir recursos naturais, destruir fauna e flora e erguer gigantescos monumentos artificiais – na forma de plantações, estradas, usinas, portos e aglomerações urbanas –, a ação humana tem sido tão extrema que, de acordo com os pesquisadores, tem alterado a própria geologia do planeta Terra. Para muitos cientistas, a Revolução Industrial – a época de Malthus – deveria marcar o início de um novo período geológico, batizado, em homenagem ao Homo sapiens, de Antropoceno. A Era dos Humanos.

A população avançou lentamente desde a evolução da espécie há 200 mil anos. Foi só há 10 mil anos, com a invenção da agricultura e o aumento na oferta de grãos, que o crescimento começou a acelerar (leia o gráfico). Ainda assim, continuou lento, regulado pela alta mortalidade. Epidemias, fome e guerras dizimavam milhões. Isso mudou desde o início da Era dos Humanos, com a introdução de vacinas e antibióticos e melhores técnicas agrícolas. Mesmo os conflitos armados ficaram mais restritos. Com melhores perspectivas, a humanidade prosperou – e se multiplicou.

Apesar das previsões trágicas de Malthus, a Era dos Humanos tem sido uma era de relativa abundância. Desde então, a produção agrícola, graças à tecnologia, acompanhou o aumento populacional. A bomba demográfica foi desarmada nos países ricos. Na Rússia e em seus antigos satélites, como a Geórgia, a população está até caindo. Em países de renda média, como o Brasil, a fertilidade, que era de até seis filhos por mulher nos anos 1960, caiu para taxas inferiores a 2,1 filhos, como resultado de avanços na educação e na saúde. No Brasil, os recém-nascidos já equivalem aos mortos – o suficiente para estabilizar a população em duas décadas. Mas, como um todo, a humanidade não parou de crescer. Na Índia, no mundo árabe e na África, as taxas de natalidade ainda são elevadas. As nigerianas têm em média 5,6 filhos.

Desde Malthus, passaram 130 anos até a humanidade chegar ao segundo bilhão, em 1930. No século passado, com a queda na mortalidade infantil e as conquistas da medicina, o ritmo acelerou. Em 1960, éramos 3 bilhões. Em 1974, 4 bilhões. Em 1987, 5 bilhões. Em 1998, 6 bilhões. E bastaram 13 anos para crescermos o último bilhão. Se as projeções (conservadoras) das Nações Unidas se confirmarem, e o crescimento mantiver o ritmo atual, seremos 8 bilhões em 2025 e 9 bilhões em 2043.

É verdade que, aos poucos, a taxa de natalidade tenderá a cair nos países que hoje mais crescem. Segundo as previsões dos demógrafos, em algum momento em torno de 2100 a população se estabilizaria pouco acima de 10 bilhões e depois declinaria lentamente. Mas, antes disso, será preciso construir centenas de milhões de casas, erguer milhões de hospitais e creches, abrir vagas escolares para bilhões de crianças e criar empregos para uma multidão equivalente a duas Chinas ou quase três Índias.

Garantir aos humanos condições dignas de vida e acesso aos bens de consumo é o maior desafio de nosso tempo. O ar das cidades nunca foi tão sujo, nem tamanha a sede por combustíveis. Na China, a economia cresce sem parar há duas décadas. A alta da construção civil absorve todo o ferro, alumínio, cobre e zinco que as mineradoras globais extraem do subsolo. A demanda mundial por matérias-primas, energia e comida joga para cima os preços e não dá sinais de ceder.

Em 1999, os indianos celebraram nas ruas quando o país passou a barreira de 1 bilhão de habitantes. Os políticos saudaram a conquista na televisão. Agora, a marca dos 7 bilhões inspira uma reação mais ambígua. São 7 bilhões com potencial criativo, capazes de produzir riqueza e progresso. Mas exigirão mais recursos de um planeta que chegou ao limite. O desafio para as próximas décadas é desenvolver novas formas de produção e criar novos padrões de consumo, para garantir que a humanidade caiba na Terra com conforto.

10 ações positivas e negativas que as empresas fazem no Twitter

Já é comum as empresas usarem o twitter como uma ferramenta do marketing digital Existem empresas que se dão muito bem nessa rede social, mas, tem também, as que dão seus vacilos. Irei ser direto nesse post e falarei o que vejo as empresas fazendo nesse ambiente social. Segue abaixo 10 ações positivas e 10  negativas que tenho visto.

Ações positivas e que geram resultado
  • Divulgação de novidades da empresa e suas atualizações.
  • Se a empresa não é geradora de conteúdo, RT informações de sites da área de atuação da empresa para os seguidores é uma boa opção;
  • Envio de oportunidades e eventos do nicho de mercado da empresa;
  • Criação de concursos culturais e promoções;
  • Pesquisas online do mercado e dos concorrentes do negócio;
  • Criação de enquetes sobre temas relacionados ao negócio da empresa;
  • Busca por proximidade com pessoas de influência do nicho de mercado de atuação;
  • Ler o que Retuita. Parece besteira, mas, muitos RT informações sem ao menos ler o que está repassando;
  • Atualização constante do perfil, só se deve tomar cuidado com as frequências das atualizações, para não ser considerado Spam;
  • Interação do twitter com o site ou blog da empresa, inserindo botões de RT, botão para o visitante seguir o blog no twitter e/ou qualquer outra forma de integração;
Ações negativas que trazem prejuízos à imagem da empresa
  • Dar RT ou enviar mensagem a todo momento, salvo em casos extremos, como por exemplo a cobertura de um evento da área;
  • Usar o twitter como sala de bate papo;
  • Criar um twitter e esquecer dele, ou pior, iniciar um trabalho legal no twitter, mas, de uma hora para outra desaparecer e não dar nenhuma notícia;
  • Postar alguma coisa que desagrada o público e não se desculpar, ou melhor, não tomar nenhuma providênciacabível para o momento e deixar as coisas acontecerem;
  • Usar scripts para ganhar seguidores;
  • Seguir todo mundo sem analisar o perfil e os objetivos das pessoas. Vi uma empresa que seguiu um perfil porque tinha um nome que indicava seu público, mas, o perfil era falso e só falava sobre assuntos inapropriados. Conclusão o próprio dono do perfil postou uma gozação contra a empresa o que gerou certo desconforto para a marca;
  • Não ter objetivos concretos de atuação no twitter;
  • Sair Retuitando tudo que vê pela frente. Nesse meio podem ter mensagens que vão de encontro com o público alvo da empresa ou que desagrade-os;
  • Não usar nenhuma métrica de acompanhamento e verificação se o objetivo proposto está sendo alcançado;
  • Deixar os seguidores sem resposta;
  • As empresas que interagem com seus seguidores têm mais sucesso e ganham uma maior proximidade com seu público, o que gera retorno positivo para o negócio.

Só na social Só mais um site Colunas.pegn.globo.com Defensores de marcas: por que sua empresa precisa deles

 

O universo das mídias sociais quebrou o poder autoritário e unilateral que muitas empresas imaginavam ter e criou uma realidade em que consumidores poderiam destruí-las – ou pelo menos abalar suas fundações – com mensagens de apenas 140 caracteres.

Nesse novo panorama surgiu a figura do brand advocate, ou defensor de marca, um usuário que tem entre seus passatempos favoritos falar sobre diferentes empresas. “Defensores de marcas são pessoas que habitualmente resenham produtos e compartilham suas opiniões com pessoas a sua volta”, define a pesquisa A Field Guide to Brand Advocates, realizada pela empresa de marketing BzzAgent e divulgada recentemente. Isso pode acontecer na vida real, como em uma conversa despretensiosa na hora do almoço, e ser potencializado nas mídias sociais.

Mas não se engane achando que esse defensor é apenas um sujeito que fala bem de sua marca. O diretor comercial da agência de marketing digital Media Factory, Gabriel Kenski, explica que essa pessoa também é aquela que reclama quando a empresa comete alguma derrapada. Ou seja: é também o defensor dos seus direitos e de tudo o que foi prometido por essa empresa. Mas Kenski afirma que é impossível rotular esse tipo de consumidor. “Existem pessoas mais ativas em mídias sociais que podem se destacar como defensores, mas pessoas de qualquer perfil podem se tornar um se a empresa as tratar corretamente”, diz.

O comportamento dos defensores

A pesquisa da BzzAgent, realizada com 695 defensores típicos de sua rede e 204 usuários da internet escolhidos aleatoriamente, e conduzida pela Dra. Kathleen R. Ferris-Costa, da Universidade de Long Island, descobriu um pouco mais sobre o comportamento desses defensores de marcas.

Eles escrevem duas vezes mais sobre marcas do que o usuário comum da web. Também passam adiante outras mensagens desse tipo duas a três vezes mais (83% deles estão mais inclinados a compartilhar informações sobre produtos com outras pessoas). E por que eles fazem isso? Porque querem ajudar os outros.

Ao criar e passar informações sobre essas empresas, eles querem resolver problemas e ajudar pessoas a tomar decisões melhores. E, no processo, querem ser reconhecidos por isso. “Vivemos em uma realidade em que as pessoas querem deixar suas marcas no mundo on-line”, afirma Kenski. Além disso, os defensores de marcas não veem essa atividade como uma imposição. Eles têm três vezes mais chances de achar que isso é uma forma de relaxar – quem precisa de uma boa massagem quando alguns tuites podem resolver o trabalho?

Para divulgar suas opiniões, esses defensores usam mídias sociais, pois reconhecem o poder dessas ferramentas de alcançar um público maior. A pesquisa mostra que, com toda essa atividade, defensores de marcas têm 70% mais chances de serem vistos como boas fontes de informações por outras pessoas – lembra daquela batida afirmação de que consumidores confiam mais na opinião de conhecidos? Pois é. É verdade! Nesse mesmo sentido, esses defensores estão 50% mais inclinados a criar um post que influenciará uma compra por outra pessoa.

Mais dados interessantes como esses podem ser encontrados aqui, na pesquisa completa. Agora vamos a um passo importante para você, empreendedor:

Como encontrar e como se comportar com esses defensores?

Como você já pode perceber, esses defensores passam bastante tempo nas mídias sociais. Então, passe a ficar de olho no que usuários fazem em relação a sua empresa nesses meios. “Monitore constantemente sua marca, pesquisando não só seu nome, mas também palavras-chaves que podem ser associadas a ela. Dessa forma você encontrará os usuários mais ativos”, afirma Kenski.

Não esqueça que você também pode transformar usuários comuns em novos defensores. Kenski afirma que, para isso, basta estimulá-los com conteúdo de relevância, iniciar debates e principalmente dar importância ao que eles têm a dizer. “Nessa interação é preciso um tratamento individual, precisa chamar a pessoa pelo nome. Colocá-lo o em uma posição em que ele saiba que a opinião dele pode ajudar na decisão da empresa”, diz. Ou seja, dê atenção e leve em consideração o que os defensores têm a dizer.

Uma das estratégias mais comuns em marketing é oferecer a esses defensores a possibilidade de testar ou experimentar produtos e serviços da empresa. É uma tática que tem feito sucesso, mas que deve ser usada com cuidado. Você, como empresa, não pode dar a entender que está tentando comprar a opinião do consumidor com o gesto. “Você não pode tomar uma posição tendenciosa. A empresa tem que mostrar que está interessada sim no feedback desse consumidor e mostrar que esse retorno pode beneficiar outros consumidores como ele”, afirma Kenski.

Senado analisa projetos para inclusão de empresas no Simples

 

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Uma das principais reclamações dos empresários brasileiros é a alta carga tributária do país. Para as micro e pequenas empresas, uma das opções para amenizar o problema é a adesão ao Simples Nacional, que permite a redução de impostos e diminui a burocracia da documentação tributária.

No Senado, uma das mudanças mais avaliadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) é a adesão de empresas do mais variados setores ao Simples. Na próxima terça-feira (21), a partir das 10h, a CAE deve analisar o Projeto de Lei do Senado (PLS) 642/07, do ex-senador Renato Casagrande (PSB-ES). O projeto prevê a adesão ao Simples Nacional de microempresas e empresas de pequeno porte fabricantes de bebidas não-alcoólicas.

Na justificação do projeto, o autor afirma que a indústria de bebidas não-alcoólicas no Brasil é dominada por grandes multinacionais, que têm bem mais estrutura que as empresas brasileiras. Assim, os pequenos fabricantes pagam proporcionalmente mais impostos do que as grandes empresas, já que seus produtos costumam ser mais baratos. O relator do projeto é o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

Mais adesões

Em discurso na última quarta-feira (15), a senadora Marta Suplicy (PT-SP) ressaltou a importância das micro e pequenas empresas para a economia brasileira, responsáveis por 57% da geração de empregos formais no país. A senadora, 1ª vice-presidente do Senado, defendeu que a Casa aprove melhorias no Simples Nacional, conforme o PLS 467/08 - Complementar, que consta da pauta de votações do Plenário.

O projeto, da ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC), amplia o leque de atividades empresariais que podem optar pelo Simples, incluindo mais 13 áreas na atual legislação, como psicologia, advocacia, publicidade e arquitetura e engenharia.

Em visita ao Senado no último dia 9, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, discutiu com o presidente do Senado, José Sarney, a inclusão também de pequenas livrarias e editoras no regime do Simples. Segundo Galeno Amorim, Sarney se comprometeu a apresentar um projeto propondo a mudança.

Empresas de comunicação

A abrangência do Simples pode ser ainda mais ampliada para alcançar micro e pequenas empresas de comunicação. Essa é a intenção do PLS 344/11, apresentado ao Plenário nesta quinta-feira (16) pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC).

O texto inclui no sistema de tributação as agências de notícias, jornais impressos e digitais, assessorias de imprensa, gráficas, emissoras de rádio AM, FM ou que operem pela internet e emissoras de TV de canal aberto ou fechado.

- Imprensa livre é aquela que se preocupa em gerar notícias e não com o pagamento excessivo de impostos - disse o parlamentar.

Para o senador, é preciso diminuir o custo da mídia por meio da redução tributária para assegurar a manutenção de "um setor importante da economia", que emprega milhares de profissionais em todas as regiões do Brasil. Bauer também entende que, com menos impostos, é possível ampliar cada vez mais o acesso do público aos meios de comunicação.

Simples

O Sistema Integrado de Imposto e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, mais conhecido como Simples Nacional, é um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido previsto na Lei Complementar 123/2006. O Simples permite o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, de diversos tributos como IPI, ICMS, PIS e Cofins. O sistema, além de desburocratizar a relação das empresas com a Receita Federal, prevê redução e até isenção de impostos.

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