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Archive for outubro 2011
Microempresa mostra que é possível vender para o exterior
A Flex Deck, microempresa de Brasília especializada na produção de decks de madeira com base plástica, exporta um contêiner por semana com destino aos Estados Unidos, Canadá e Arábia Saudita, mas pretende, em breve, multiplicar por cinco esse volume. “Neste momento estamos estreitando relações com distribuidores locais, em especial da Europa, Estados Unidos, Canadá e Arábia Saudita, e aguardando a retomada da economia internacional para ampliarmos nossas exportações”, informa o diretor-presidente da empresa, Sebastião Adorno.
Para alcançar esta meta, o empresário explica que será necessária a implantação de uma logística de comércio e a redução dos custos de produção, em especial, da matéria–prima (polipropileno).
A política da empresa é oferecer ao mercado interno o mesmo padrão de qualidade dos produtos que exportam. Neste sentido, têm obtido o apoio do Sebrae, com a participação em cursos oferecidos pela instituição. Na área de exportação, conta com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). Para aqueles que desejarem seguir os passos de sua empresa, Adorno dá um conselho: “antes da inserção do produto no mercado internacional, é necessário conhecer o mercado que deseja atingir e se apropriar de outras informações, tais como hábitos e cultura do país”. Essa receita foi seguida à risca pela Flex Deck, que em outubro fará o lançamento de seus produtos em Dubai.
Fernando Japiassu, proprietário da micro-empresa Summer Shop, marca de roupas de praia e sportwear, afirma que também sentiu a retração do mercado internacional desde 2010 e esse processo se acentuou em 2011. Ele credita o fato à situação econômica internacional e também à questão cambial que, segundo ele, favorece o turismo externo e desestimula as exportações.
“Neste ano, nosso principal destino internacional é o mercado chileno”, destaca Japiassu. A empresa ainda registra a venda para países da África e Europa, embora em uma porcentagem, segundo ele, “simbólica” frente às 10 mil peças produzidas mensalmente pela marca.
Com os olhos direcionados ao mercado nacional, Fernando Japiassu observa que houve uma ampliação no número de clientes brasileiros, mas não registra um aumento significativo nas vendas. “Temos um maior número de clientes. No entanto, eles estão comprando em menor quantidade”, explica.
Fonte: Exame
10 lições de Steve Jobs
Você tem uma empresa? Quer ter uma? Então por que não ficar atento ao estilo de gestão e inovação que Steve Jobs ajudou a consolidar? Sem dúvida alguma, a partida precoce aos 56 anos do co-criador da Apple, deixa um vácuo enorme quando o assunto é inspiração criativa. Mas também nos deixa lições de como enxergar, remodelar e fazer progredir os negócios.No Livro “A Cabeça de Steve Jobs”, Leander Kahney nos dá algumas pistas daquele que seria o “jeito Steve” de criar produtos e fazer negócios. Preparamos uma adaptação livre que, acredito, pode ser útil em vários momentos.
Primeira lição: concentre-se naquilo que você faz melhor. Delegue o resto.
Se você faz bons produtos, torne-os ainda melhores. Se faz bom atendimento e entrega serviços de qualidade, este é seu negócio. Se é um bom fotógrafo priorize os seus cliques e assim por diante.
Segunda lição: mantenha o foco e a simplicidade.
Hoje, o mundo já é suficientemente complexo. O diferencial é sempre apresentar “menos” que faça “mais”. Importante: manter o foco, na maioria das vezes, significa dizer não. Não à excesso de informação, não a complexidade dos relacionamentos profissionais, não à burocracia.
Terceira lição: tenha opções
Sempre que desenvolvia um novo produto, Jobs insistia em ter opções, variações. Assim, tinha certeza que poderia escolher sempre a melhor entre elas. Uma derivação deste pensamento é que você não pode fazer concessões à excelência do seu trabalho. Ela deve ser sempre o seu Norte.
Quarta lição: tenha obsessão pelo design
Você pode adaptar este pensamento à criação de sua empresa, produto ou serviço. Para Jobs o design era apenas a função. O consumo do produto era o consumo do design em si. Por isso, a retirada de produtos da caixa era tão importante quanto o uso do produto em si. Você pensa integralmente na experiência de seu cliente com o seu produto ou serviço?
Quinta lição: só trabalhe com e para os melhores.
Demita e dispense os idiotas. E não se esqueça que equipes pequenas trabalham melhor. Inclusive porque, assim, você pode ouvir “não” de algumas pessoas. Aliás, outra lição: evite pessoas que só concordam com você.
Sexta lição: o consumidor deve ser sempre o seu alvo
Consumidores, clientes e demais interessados em sua empresa são seu alvo principal. Principalmente quando eles ainda não sabem o que querem. Mas você sabe o que vender.
Sétima lição: aproveite seu conhecimento acumulado. Evite começar do zero
Aproveitar lições aprendidas é um encurtador de distâncias enomenal. Não tenha medo de aproveitar o conhecimento acumulado.
Oitava Lição: tenha sempre prazos em mente.
Fundamental em qualquer negócio, vai ajudar você a fazer concessões e manter o foco. E a dizer não.
Nona lição: a tecnologia sozinha não importa. A sua combinação, sim.
Telas de toque não são sucesso sozinhas. Telefones celulares já existiam. Programas rápidos e funcionais também. Reunir tudo isso no iPhone foi o que fez dele um produto mais valioso do que a soma das tecnologias envolvidas.
Décima e mais importante lição: acompanhe o mercado em busca dos “vetores perdidos no tempo”.
Para Jobs, estes vetores são como forças invisíveis envolvendo inovação e desenvolvimento de produtos complementares ao seu que, lá na frente, se reunirão para dar vida a uma grande ideia. É fundamental acompanhar o movimento destes vetores e antever o seu encontro.
Para fechar
Não que toda lição aprendida funcione para qualquer negócio. Mas, só recordando, estamos falando de quem criou a maior empresa de produtos e tecnologia do mundo. Duas vezes.
Fonte: Da Contém Conteúdo