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Marsylla Salgado Tavares

Archive for setembro 2011

Votação do projeto que altera Simples é adiada para próxima semana

SÃO PAULO – O projeto de lei que estabelece mudanças no Simples Nacional será votado somente na próxima semana. A prorrogação atende a um pedido da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos). A previsão do relator da matéria, José Pimentel (PT-CE), é que a proposta seja votada na reunião da comissão na próxima terça-feira (27), seguindo então para votação do Plenário.

O projeto recebeu dez emendas, que foram rejeitadas pelo relator, para evitar que o texto precise voltar à Câmara. No entanto, Pimentel explicou que as emendas serão consideradas em substitutivo do projeto de lei complementar 467/2008, que também altera a lei do Simples Nacional e que está sendo analisado pelo Plenário do Senado.

Sobre as alterações
A medida estabelece a ampliação de limites de enquadramento no regime simplificado de tributos. Com isso, a receita bruta anual para pequenas empresas seria de R$ 3,4 milhões, de R$ 360 mil para microempresas e de R$ 60 mil para microempreendedores individuais.

A proposta prevê ainda o parcelamento, em até 60 meses, dos débitos nos órgãos de arrecadação. A medida inclui parcelamento de impostos federais, municipais e estaduais em atraso, como o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Serviços), ISS (Imposto Sobre Serviços), entre outros.

“Em 2006, quando aprovamos o Simples Nacional, impedimos o parcelamento. Hoje, quando uma pequena empresa ultrapassa dois meses sem recolhimento de um dos impostos, ela é excluída e vai para a tabela de lucro presumido. Com isso, nem consegue pagar o que devia e nem sobrevive, indo a falência”, disse Pimentel, segundo a Agência Senado.

Ele acrescentou ainda que existem cerca de 560 mil micro e pequenas empresas com dívidas por atrasos de pelo menos dois meses no recolhimento de impostos.

Fonte: InfoMoney

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Revolução silenciosa

O sucesso das empresas está diretamente relacionado à forma como inova na gestão de recursos e talentos. Confira.

A palavra inovação, em geral, leva a pensar em novidades relacionadas à tecnologia, a novos produtos que executem funções de forma mais rápida, mais barata e segura.

No entanto, é um equívoco restringir o conceito de inovação ao desenvolvimento de produtos tecnológicos. Se inovação significa o mesmo que renovação, logo pode e deve ser aplicada também a estratégias e metodologias de gestão e gerenciamento.

Conforme afirmou Moysés Simantob, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), co-fundador e coordenador do Fórum de Inovação da FGV, durante o Fórum de Inovação da instituição, “não basta lançar ou aperfeiçoar produtos e serviços, é necessário olhar a empresa de forma sistêmica e buscar a sustentabilidade para que se tenha uma gestão inovadora.”

É precisamente com base nessa percepção que Gary Hammel – um dos mais renomados especialistas do mundo em gestão, eleito um dos mais influentes pensadores de negócios do mundo pelo The Wall Street Journal – afirma que a inovação da gestão é a invenção mais importante da humanidade no último século.

Para Hammel, a inovação em gestão é capaz de criar vantagem de longo prazo para as empresas, e um dos grandes desafios é saber como as empresas mais bem-sucedidas de amanhã serão organizadas e administradas.

Ou seja, o sucesso dependerá diretamente da diferente maneira como as empresas gerenciam a capacidade, distribuem recursos, desenvolvem estratégias e avaliam o desempenho.

Para tanto, o primeiro passo recomendado por Hammel é buscar a coordenação de esforços por parte dos colaboradores sem impor uma hierarquia opressiva. Caso contrário, alerta ele, o risco é sufocar o talento de profissionais rebeldes, dogmáticos e de espírito livre.

A dificuldade é maior em empresas de maior porte, com culturas organizacionais já plenamente consolidadas. Conforme afirmou Hammel em entrevista para a revista HSM Management, edição 85, essas companhias, “se quiserem ser mais inovadoras e inteligentes do que uma multidão crescente de start-ups, devem aprender a inspirar seus funcionários para que dêem o melhor de si todos os dias”.
Inovação de berço

O espaço para a inovação em gestão é maior nas pequenas empresas não apenas pela maior agilidade que essas organizações têm de adaptar a novas realidades. O que existe, além disso, é uma necessidade imediata de encontrar alternativas à falta de crédito, à burocracia estatal, à altíssima carga de impostos, à falta de políticas públicas que visem às micro, pequenas e médias empresas.

Logo, para executar um plano de marketing nessas condições, só resta ao pequeno empreendedor buscar a inovação gerencial. Isso significa que nem sempre ele vai, por exemplo, competir com seus concorrentes pelo melhor preço ou pela maior qualidade do produto ou serviço em si.

Nesses casos, o que pesa é a possibilidade de atender ao cliente de uma forma inovadora – seja no atendimento, na entrega ou em algum outro aspecto operacional.

Moysés Simantob, professor da FGV acredita que as organizações buscam desenvolver e incorporar a capacidade de inovar quando já são líderes de mercado ou almejam alcançar destaque em seus segmentos.
Também é fator motivador para a inovação a atuação em mercados instáveis, assim como períodos de indefinição ou de mudanças aceleradas. Em suma, para ele o que motiva as empresas a inovar em suas estratégias de gestão é a busca por sistemática pelas novas oportunidades de negócio, com possibilidade de alavancar competências existentes.

Fonte: HSM

Criatividade produtiva

Se você realmente quer despertar a criatividade em sua mente, saia um pouco da sua mesa de trabalho. Segundo Ken Robinson, especialista em criatividade, inovação e pessoas, a criatividade é melhor desenvolvida em outros ambientes, como por exemplo, em balés, galerias de arte, exposições, eventos esportivos ou, até mesmo, mudando o trajeto de casa até o trabalho. Isso porque não há outra forma de estimular o pensamento criativo sem novas experiências.

Mozart Lacerda Filho, psicólogo e músico especialista em recursos humanos, acredita que a alta velocidade das transformações das empresas cria grande dificuldade de estabelecer padrões de comportamento.

Como as normas previamente estabelecidas estão cada vez mais fragilizadas devido à dinâmica do trabalho atual, há poucas garantias sobre qual será o conhecimento demandado no futuro.

Daí decorre a única solução visível: tornar os executivos hábeis e atentos para tomar decisões por si só e de maneira cada vez mais rápida. Quem ganha com isso? O pensamento criativo.

Experiências em rede

Uma vez que a criatividade está ligada ao repertório cultural e corporativo, quanto mais experiências estiverem conectadas no momento de desenvolver uma solução baseada no pensamento criativo melhor.

Ganha força, portanto, o trabalho em equipe e as relações entre os mais diferentes departamentos. Foi o que disse Robinson: “em suma, para incentivar uma cultura de inovação, deve-se reconhecer que o pensamento criativo não vem do esforço individual, e sim da colaboração, do trabalho em equipe, de combinar as ideias das pessoas”.

Lacerda credita às empresas a responsabilidade por fomentar o incremento de novas ideias, o que pode ser feito com estímulo ao desafio, ensinando os colaboradores que o problema pode e deve ser parte da solução.

Para reverter esse quadro é necessário treinamento e espaço dentro das empresas para que seja possível criar um ambiente em que o pensamento criativo, que surge naturalmente, seja valorizado e não desperdiçado.

Princípios da criatividade

De acordo com Robinson, predomina uma visão limitada de inteligência, baseada em testes racionalizados de QI. Ficam de lado, portanto, todas as outras infinitas maneiras de entender inteligência e criatividade. Seria preciso, na opinião dele, valorizar tanto as pessoas que pensam visualmente quanto as que raciocinam melhor por meio do som ou do movimento, por exemplo.

Algumas dicas podem auxiliar. Confira:
1 – Atitude: catalisadora de energia criativa e agregadora de habilidades e talentos. Ver-se como alguém criativo é passo importante para liberar a imaginação e aproveitar habilidades e conhecimentos.
2 – Desafiar suposições: temos crenças – e somos afetados pelas crenças de outras pessoas – que nos impedem de usar a imaginação e resolver os problemas criativamente. É importante identificar e listar as suposições, convenções e crenças que afetam a compreensão, análise e solução, e livrar das que não são verdadeiras ou que se tornaram obsoletas.
3 – Quebrar regras: na solução de problemas e na inovação é importante questionar as regras, especialmente quando elas aprisionam a mente a velhos hábitos e modos de pensar.
4 – Não ter medo de errar: grandes invenções raramente resultam de golpe da sorte, mas da sucessão de tentativas frustradas.
5 – Acreditar que há mais de uma solução certa: é essencial separar a fase de geração de ideias da fase de julgamento. No trabalho em equipe, deve-se ficar atento para os comportamentos que desencorajam as contribuições dos participantes, bloqueiam suas mentes e minam o espírito de equipe.
6 – Persistir: experimentar e ter alguns fracassos faz parte do processo de geração de ideias e inovação. O segredo do sucesso está na constância de propósito, em manter-se firme apesar dos percalços no caminho.

Fonte: HSM

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