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Marsylla Salgado Tavares

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Archive for março 2011

O Brasil está pronto para a economia do conhecimento?

Confira a entrevista com Gilson Schwartz, líder do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da Universidade de São Paulo (USP), sobre as novas tecnologias sociais e o que falta para o Brasil se inserir neste contexto

O mundo mudou. As empresas mudaram. E a moeda dos negócios passa a ser cada vez mais o compartilhamento. Em entrevista ao Portal HSM, o prof. Gilson Schwartz, líder do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da Universidade de São Paulo (USP), fala sobre as novas tecnologias da informação. Para ele, a economia do conhecimento existe quando criar valor depende da inteligência coletiva mediada por redes digitais.

Gilson estará presente no ciclo “Moedas Criativas” entre os dias 22 e 26 de março para discutir qual é o sistema tecnológico, político e ético necessário para integrar o Brasil na sociedade do conhecimento e na economia dos ícones digitais. Na ocasião, será lançado ainda o livro “Mesh – O Futuro dos Negócios é Compartilhar”, de Lisa Gansky, guru da nova economia digital no Vale do Silício (EUA).
Confira a entrevista completa.

Portal HSM: Como podemos definir a economia do conhecimento?
Gilson Schwartz: Ao longo da história, as mudanças econômicas sempre foram associadas a transformações tecnológicas, ou seja, alterações nos instrumentos
por meio dos quais nos relacionamos, seja com a natureza (agricultura, exploração de fontes energéticas como água, tração animal, vapor ou combustíveis fósseis), seja
com nossos semelhantes (servidão, escravidão, trabalho assalariado).
Pela primeira vez na história, a mudança econômica deixa de estar relacionada com
ferramentas ou instrumentos para manipular o material (natural ou humano), pois o que agrega valor, o que abre mercados, o que gera riqueza é o uso competente de tecnologias da inteligência, ou seja, tecnologias de informação e comunicação.

Portal HSM: Qual será o futuro da sociedade do conhecimento?
GS: O futuro já chegou e países com sistemas educacionais, tecnológicos e culturais primitivos, de baixo dinamismo e criatividade restrita perdem competitividade. A difusão das tecnologias de informação e comunicação depende de consumidores, produtores e reguladores (governos e agências de interesse público) mais preparados.
Se essa base econômica tem pouca intensidade em ativos intangíveis, a sociedade permanece atada aos modelos de consumo de massa do século 20. Isso não significa que as próprias tecnologias da inteligência tenham ficado estagnadas ao longo da história. Evoluíram os meios de registrar nossas memórias, conhecimentos e atividades. Porém, pela primeira vez é a evolução dessas tecnologias de processamento de informação e comunicação, as chamadas TICs, que se tornam o principal motor do desenvolvimento econômico, político e cultural. A economia do conhecimento existe quando
criar valor depende da inteligência coletiva mediada por redes digitais.
Portal HSM: Como o Brasil pode crescer inovando por meio das tecnologias de informação e comunicação?
GS: Acredito que estamos já na era da economia, ou seja, a economia dos ícones. Criei essa disciplina de graduação na USP que é oferecida para alunos de engenharia, estatística, computação, economia, administração, contabilidade, comunicações e artes, direito. Para que possamos avançar, busco uma nova perspectiva teórica, novos conceitos de educação profissionalizante, uma nova prática nas áreas de cultura e extensão na universidade, uma aproximação não apenas entre áreas do conhecimento, mas também entre práticas sociais no setor privado, no setor público, na academia e no chamado terceiro setor. Mas criar uma disciplina nova na USP, ainda que difícil, é bem mais fácil do que ver essas convergências conceituais e práticas avançarem na prática.
Portal HSM: Quais as políticas públicas necessárias para inserir o Brasil de vez na economia do conhecimento?
GS: Ainda estamos presos no Fla-Flu em torno da propriedade privada, de um lado, e do aparelhamento ideológico do Estado, de outro. A mudança cultural e prática ocorre aos poucos e, sempre é bom lembrar, com recuos, fracassos e desvios. O Brasil está muito atrasado no investimento em infra-estrutura tecnológica e formação profissionalizante voltadas para a emancipação digital (ou seja, a inclusão digital que gera riqueza, identidade e conhecimento, não apenas oportunidade de consumo de máquinas ou serviços de massa).
Os episódios se sucedem numa longuíssima novela em que ora se fala do FUST, ora da banda larga, outrora foi o GESAC – para tudo se acabar na quarta-feira. Temos que superar a carnavalização da inclusão digital e crescer com políticas públicas e empreendedorismo digital. Finalmente, do ponto de vista estritamente financeiro, estamos ainda engatinhando no mundo da inclusão.
Foi somente em 2009 que o Banco Central organizou o I Forum de Inclusão Financeira. No ano passado ocorreu o segundo. A chave da expansão econômica contemporânea está na chamada “base da pirâmide”. Os dois mandatos do governo Lula colocaram esse modelo em evidência e a percepção de que a lógica do desenvolvimento de baixo para cima exige novos modelos e ganha espaço em todo mundo.
Passamos da globalização financeira para uma nova era de financiamento à sustentabilidade da inclusão social que nem economistas, nem engenheiros e menos ainda cientistas sociais se prepararam para estudar e influir.

Portal HSM: Falando um pouco sobre o livro “Mesh – O Futuro dos Negócios é Compartilhar”, de Lisa Gansky, guru da nova economia digital no Vale do Silício (EUA). Como podemos definir este novo tipo de moeda?
GS: Um novo capitalismo surge no século 21 animado por uma redução radical nos custos de coordenação numa variedade impressionante de atividades humanas. A colaboração no mercado chegará a níveis inéditos, privilegiando o acesso compartilhado em detrimento da propriedade pura e simples. O capitalismo se reinventa valorizando uma nova forma de coletivismo.
No centro dessa nova formação social e econômica está a “mesh”, ou seja, um tipo de colaboração que se torna viável e ganha potência por meio da rede digital, das tecnologias de informação e comunicação (a “network assisted sharing”). A coordenação, privada ou pública, substituirá a propriedade privada de um número enorme de ativos por parte dos individuos, das familias e das empresas.
Portal HSM: Como as empresas devem estar neste contexto?
GS: A “mesh” revoluciona profundamente a atividade humana gerando disrupção na maior parte das indústrias e instituições, não apenas na chamada indústria cultural ou economia criativa. Para os empreendedores criativos será uma oportunidade histórica sem precedentes para gerar valor reinventando setores e abrindo novas fronteiras de mercado. Do jovem que ainda está nos bancos da faculdade aos dirigentes das grandes empresas globalizadas, quem ficar fora da “mesh” será incapaz de competir, por não saber compartilhar.

Serviço
Ciclo “Mesh com Moedas Criativas”
Data: 22 a 26 de março, na Universidade de São Paulo
Mais informações: www.cidade.usp.br

Compras coletivas: uma febre que veio para ficar

A grande aposta no mundo virtual atualmente são os sites de compras coletivas. O mercado no Brasil é bastante novo, não tem ainda um ano completo, mas já movimenta milhões de reais.

O esquema das compras coletivas surgiu nos estados Unidos, numa época de crise financeira, para alavancar o movimento de estabelecimentos comerciais que há muito estavam perdendo e fechando as portas.

Os descontos mostraram-se positivos para quem compra e também para quem vende. O anunciante tem a oportunidade de mostrar seu produto de forma massiva e consegue trazer o público para seu estabelecimento.

Para os consumidores, sobram vantagens em comprar produtos e serviços com grandes descontos. Especialmente num momento como agora, com alta na inflação, os sites de compras coletivas permitem às pessoas continuar usufruindo de opções de lazer e serviços com preços bem mais acessíveis.

Por todas essas vantagens, o mercado está bastante aquecido no país. A cada dia são mais e mais pessoas querendo anunciar e novos sites também surgem aos montes. Trata-se de um mercado novo, que ainda não alcançou o país por inteiro, e cujos resultados mais expressivos concentram-se ainda nas grandes cidades.

Nem tudo, porém, são flores. Muitos clientes já se depararam com estabelecimentos que não estavam preparados para a demanda, e acabaram pecando na qualidade do serviço.

Para os consumidores, portanto, é necessário estar atento às regras impostas por cada site e anunciante e ler com muita atenção cada oferta antes de comprar, buscando sites confiáveis e bem recomendados.

Para os anunciantes, é importante se unir a sites profissionalizados, que tenham uma equipe de atendimento eficiente, que possa orientá-lo para uma experiência realmente bem sucedida.

Estamos no início de um novo mercado e a concorrência é grande. Como todo mercado, ele passará por um período de ajustes, em que apenas as empresas confiáveis e competentes conseguirão permanecer, cada uma buscando mostrar seus diferenciais, usando estratégias bastante focadas no perfil de cada público.

Não acredito que haja um único principal beneficiado neste cenário. O consumidor paga menos, conhece novos lugares, mas a empresa, além de trazer as pessoas para dentro do seu estabelecimento o que, por si só, já é um grande desafio, ganha a divulgação da sua marca nos meios em que o site costuma divulgar suas promoções.

A tendência para o mercado é de crescimento e, na sequência, consolidação. Nossa crença é que as compras coletivas vão se tornar um hábito do consumidor brasileiro e uma ferramenta cotidiana importante para somar bons resultados aos empresários e anunciantes.

Henrique Campagnolli (Especialista em e-commerce, Diretor Comercial do site “O Barato da Cidade”)

2011: ano decisivo para as mídias sociais

Depois da euforia e da explosão das redes sociais, especialista questiona: "você acredita que neste ano os oportunistas (gurus das mídias sociais) simplesmente desaparecerão?" Artigo traz uma reflexão sobre o tema.

Li em um site (Freshnetworks.com) que 2011 será o ano em que as mídias sociais tirarão uma folga. Bem, é difícil acreditar nisto, mas uma coisa é verdade: este é o ano em que haverá mudanças para as agências de mídia social e para as marcas.

Um artigo recente do jornalista Tim Sanders realmente nos força a pensar nas estratégias de mídias sociais. O texto é bem provocativo e o conteúdo do post, em essência, excelente.

A matéria foi baseada, por sua vez, em um comentário do chairman da Coca Cola em Nairobi, Chris Kirubi: "Você não precisa de estratégias de mídias sociais - você precisa de estratégias de marca que aproveitem as redes sociais. Não se livre da estratégia convencional apenas porque há um novo canal de comunicação - é assim que se perde a noção de marca. Tecnologia é o rabo, não o cão".

Como você pode imaginar, tal afirmação causou comoção no meio da social media, com seus consultores e analistas irados e enumerando, de forma enfática, a razão de sua existência e a importância de suas profissões.

É claro que os consultores e analistas de mídias sociais são, de fato, importantes nos dias de hoje. Mas, ao invés de toda a histeria que se seguiu à afirmação de Kirubi, o que estes profissionais deveriam dizer é que tudo, inclusive as mídias sociais, dá retorno aos objetivos das empresas e às estratégias de marca. E, mais importante: agrega valor à companhia.

O time de estratégia de qualquer negócio tem como objetivo analisar como as mídias sociais podem ser usadas para contribuir na dinâmica da empresa. O que faz com que este time seja essencial para uma companhia é o fato de que muitos dos seus membros vêm de diferentes áreas de trabalho, com diferentes backgrounds, diferentes visões, especialidades e experiências.

Tudo isso ajuda na hora de se chegar ao cerne de como e porque as mídias sociais podem ser usadas em diferentes funções dentro de uma empresa. Por colocar em prática todo este conhecimento de forma pragmática, o conselho especializado legitima a profissão de consultor e analista de mídias sociais.

Há alguns aspectos que devemos considerar quando pensamos em como as mídias sociais podem ser usadas para ir ao encontro dos objetivos das empresas. A chave deste processo é seguir três áreas:
Análise: entender o porquê de você querer usar as mídias sociais, o que já está sendo posto em prática, o que seus consumidores querem e quais os recursos já disponíveis em sua empresa.

Escolha de estratégia: depois de levar em conta toda informação colhida em sua análise, o próximo passo é considerar quais ferramentas e conceitos produzirão melhores resultados para sua companhia.
Implementação estratégica: mídia social não é feita apenas de uma boa ideia ou campanha - trata-se tanto de uma mudança cultural como tecnológica. Esta implementação requer um planejamento apropriado que garanta que a estratégia que você escolheu seja executada de forma que esteja em sincronia com o restante de sua empresa.

Atualmente, a maioria das companhias já tentou usar as redes sociais por conta própria ou procurou por agências especializadas para ajudá-las. Desta maneira, estes comércios e organizações estão bem mais informados a respeito do valor desta nova ferramenta de comunicação e saberão quando o que lhes é oferecido não passa de enganação.

Como resultado, os oportunistas "gurus das mídias sociais" simplesmente desaparecerão? Tomara. E haverá um mercado para quem realmente entende de mídias sociais? Claro que sim! Na verdade, 2011 será o ano em que as empresas saberão distinguir entre os dois e escolher o melhor. E nada de folga!

Cláudia Valls (Analista de mídias sociais e colaboradora do iDigo – Núcleo de Inteligência Digital, que promove cursos e realiza consultorias sobre o uso corporativo da web. Mais informações no www.idigo.com.br)

Trabalho remoto exige maior segurança em tecnologia móvel

Em um cenário onde as pessoas acessam cada vez mais dados e informações das empresas remotamente, o investimento em segurança da TI móvel é fundamental. Veja o que diz Ben Khoushy, da Check Point

Com uma força de trabalho imensa e 54% das empresas prevendo um aumento no número de trabalhadores remotos, a tecnologia móvel deixou de ser uma tendência para ser uma realidade em grande parte das organizações. 
Com maior demanda de funcionários para oferecer mais acesso a aplicativos e dados corporativos a qualquer hora e, em qualquer lugar, as empresas estão sob pressão para aumentar a eficiência das suas operações.  Esses dois objetivos, aparentemente distintos, podem ser atingidos com tecnologias inovadoras.
Acesso é importante
Não é fácil.  Os funcionários e subcontratados mudam de um PC para outro, utilizando um número cada vez maior de dispositivos e plataformas – alguns usando PCs gerenciados no escritório e outros processando emails do trabalho em smartphones ou aproveitando de áreas de acesso sem fio em cafeterias e aeroportos. 
Mas qualquer empresa enfrenta dificuldades ao abrir acesso para uma grande variedade de terminais. Isso porque senhas, informações de acesso e arquivos confidenciais podem permanecer em dispositivos desconhecidos ao terminar uma sessão de acesso remoto, reduzindo a segurança dessas soluções e dificultando sua administração. 
Além disso, já foram relatados vários casos recentes no qual as empresas enfrentaram o desafio de proteger dados críticos e manter o fluxo de negócios após crises e desastres naturais, como a epidemia de H1N1 e a erupção vulcânica na Islândia. Esses eventos obrigaram as empresas a rever seus planos para a continuidade dos seus negócios para considerar um número maior de possíveis cenários.
Para a maioria das organizações, acesso remoto e seguro para seus funcionários e parceiros são aspectos básicos de planejamento para contingências.  As empresas devem levar em conta uma nova abordagem para o acesso remoto, reduzindo a complexidade e os custos de administrar um negócio móvel com segurança.  
No passado, as empresas enfrentavam o desafio de recuperar seus dados, parte de uma batalha maior para evitar o vazamento de dados sensíveis num mundo cada vez mais móvel.  É muito comum perder dispositivos móveis, e o impacto na reputação e nas finanças de uma empresa pode ser grande.
Com uma abordagem nova para soluções de acesso remoto, atualmente as empresas já podem implantar um sistema mais eficiente e efetivo de responder às necessidades do número crescente de trabalhadores remotos sem comprometer a segurança da rede.
Ben Khoushy (Vice-presidente de soluções para terminais da Check Point Software Technologies -www.checkpoint.com )

Realidade Aumentada

Rio de Janeiro - Depois da campanha em 3D, que permitiu ao consumidor fazer um tour virtual por uma das novas agências do Itaú, o banco mais uma vez utiliza tecnologia de ponta em seus anúncios. Agora, o Itaú apresenta a conveniência do 30 Horas com uma campanha em realidade aumentada - tecnologia de computação gráfica que acrescenta elementos virtuais ao mundo real. Trata-se de um técnica moderna e ainda pouco utilizada na publicidade. A criação é da agência Africa.

No filme, chamado "Realidade Aumentada", um garoto mostra para o seu pai o que é o Itaú 30 Horas. Para isso, coloca o código que vem no anúncio de mídia impressa em frente à webcam do computador e assiste à explicação. É como se o personagem do comercial saltasse do anúncio para detalhar que o Itaú 30 Horas é uma forma de relacionamento que está nos caixas eletrônicos, telefone, internet, celular e nas agências.

Campanha criada pela Africa é composta por filme e anúncios

Assista ao comercial:

Inovação tecnológica e inteligência artificial

Atualmente, são muitos os exemplos dessas realizações e inovações que estão transformando a colaboração entre as pessoas e sua relação com o consumo. Em uma linha paralela está a inovação tecnológica, que sempre liderou o avanço da humanidade e que, nos dias de hoje, ocorre numa velocidade sem precedentes.

Um caso interessante é da experiência chamada BrainDriver, liderada pelo professor de inteligência artificial da Universidade Livre de Berlim, Raul Rojas. Através de um sistema de eletroencefalograma, o motorista controla o automóvel diretamente pelos impulsos gerados por sua intenção cerebral. O veículo responde apenas a comandos simples, como fazer curvas e acelerar, confirmando que outras tecnologias ainda precisam ser desenvolvidas para que seja possível a sua comercialização. O importante, segundo Rojas, é a prova do que a tecnologia já pode alcançar. Dá pra ter uma ideia!

Branding como ferramenta de gestão

Branding: afinal, o que é isso? Administração de marcas ou branding deixou de ser um compromisso passageiro, um movimento modal, uma preocupação cosmética de designers e profissionais de comunicação.

Não é também uma elaboração intelectual e filosófica sem compromisso com o bottom line.

Branding tem se transformado rapidamente em um instrumento de gestão nas empresas.

Um estudo que realizamos mostra como os próprios CEOs estão ansiosos por verem esse instrumento e suas manifestações aplicadas no dia-a-dia da organização.

Na medida em que o valor das marcas representa uma fração substancial do valor da empresa como um todo ou da sua capitalização de mercado, não há mais justificativas para que elas façam parte apenas do job description dos profissionais de marketing.

Branding hoje é o instrumento de gestão potencialmente mais eficaz na construção de valor e de sustentabilidade na vida das organizações.

A história das empresas nos mercados caminhou de uma disputa entre produtos, para uma concorrência das suas respectivas formas de propaganda e comunicação em geral, até chegar ao estágio que começou a se descortinar: uma competição entre as realidades simbólicas de suas marcas.

Branding é, em certo sentido, a continuação e a negação da Revolução Industrial. É a continuação por se tratar da forma suprema de relacionamento entre produção e consumo.

Por outro lado, é a negação porque Branding é o princípio da desmaterialização da economia, onde cada vez operaremos mais com bits simbólicos e menos com átomos, em todas as relações com os stakeholders das empresas.

Por tudo isso, Branding é ou deveria ser sempre pauta do boardroom. Mas a verdade é que ainda não é, ou é muito pouco.

Como Branding pode se constituir num processo internalizado dentro das organizações? Como sua cultura pode penetrar e se enraizar nos processos de gestão dos negócios?

As recomendações seguintes não são uma “receita de bolo”, mas quem as pratica sabe que o poder de negócio e de relacionamento de suas marcas com o mercado e com público interno é muito maior e mais sustentável.

1. O processo de conversão: esta é a primeira e talvez mais essencial de todas as recomendações. É o seguinte: ou a organização e principalmente seus executivos-chave têm consciência da necessidade de levar temas de Branding para o boardroom ou nada vai acontecer. Ele vai continuar feudalizado em algum departamento, provavelmente marketing ou comunicação corporativa. Sem uma autêntica conversão, Branding tem apenas um papel cosmético e periférico.

2. Menos vaidade corporativa: marcas não resistem a desaforos. Um dos piores é a vaidade corporativa. É em nome dela que a marca assume ares de soberba e de injustificada arrogância. Por exemplo: quando a marca se aventura em novos mercados de produtos e serviços sem ter licença perceptual ou autoridade reconhecida para isso. O mercado está cheio de casos de marcas de boa estatura que, no entanto, movidas por vaidade corporativa sentem-se no direito de atuar em áreas novas onde não são reconhecidas como um player natural.

3. A importância da humildade: Louis Gerstner (ex-CEO da IBM) disse algumas vezes o seguinte: "A desk is a dangerous place from which to view the world". Não sei se, originalmente, a frase é dele, mas acabou sendo para mim. Branding é um processo alimentado por um conhecimento real dos clientes, consumidores e stakeholders em geral. Grandes líderes de empresas aéreas vivem dentro de aviões; profissionais do mercado de consumo adoram conviver com supermercados. O contato com o mundo real ensina tanto quanto o que nos chega pela tela dos computadores. Branding não é uma construção filosófica de intelectualóides de “sacerdores e iniciados”. É uma formulação que deriva de um profundo conhecimento daqueles a quem a marca se dirige.

4. A preservação da identidade: branding é uma forma criteriosa de proteger as conquistas simbólicas da marca. Nada mais nefasto para a vida das marcas do que a confusão. E o crescimento das empresas, seus processos de aquisição e fusão têm criado uma arquitetura confusa de marcas, que muitas vezes parece mais uma casa com “puxadinhos”. A posição das marcas, umas em relação às outras, complica-se. As hierarquias perdem a limpidez. Forma-se o que nós do Grupo Troiano de Branding, costumamos chamar de “surubrand”. É uma expressão tão feia quanto fácil de entender. O “surubrand” compromete a preservação da identidade.

Difícil imaginar, seja em mercados de consumo seja em B2B, que a prosperidade possa existir, em nosso mundo, sem uma visão e práticas sólidas e consistentes de Branding.

Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding e autor do livro “As marcas no divã” -www.grupotroiano.com.br)

Trate a carreira como um negócio

Ouvi recentemente de um empresário catarinense que não vivemos apenas uma "época de mudanças", mas sim uma "mudança de época". Isso exige uma nova forma de pensar sobre a vida e o trabalho. 

A carreira tradicional acabou. Não fique esperando que a empresa onde trabalha planeje a sua. Quer fazer de sua carreira um sucesso? Trate-a como um negócio, ao invés de uma sucessão de cargos que pretende acumular ao longo da sua vida útil.
Você provavelmente sabe muito bem cuidar dos projetos da empresa onde trabalha. Seja pelo menos tão bom ao gerenciar o seu projeto de vida e carreira. Você já deve ter preparado algum tipo de business plan para um novo produto, um negócio ou um mercado que sua empresa está analisando.
Ou já deve ter assistido a apresentação de algum desses planos preparado por um colega. Se ainda não o é, você deve estar almejando um dia ser o presidente da empresa. Ou sonhando que um headhunter o recrute para ser o diretor-executivo de uma unidade de negócios ou até mesmo de outra empresa.
Mas, lembre-se, você já é o presidente da sua vida, o empreendimento mais importante que pode imaginar. Chegou a hora de preparar o business plan mais importante de todos o negócios com os quais já se envolveu até hoje: o da sua carreira.
Mas, como fazer?
O primeiro passo é mudar sua forma de pensar. Pense como um empreendedor, saia da zona de conforto que você construiu para si nos últimos anos. A década na qual vivemos hoje será lembrada no futuro como o início de uma revolução imperceptível, o momento em que um grande número de pessoas reassumiu as rédeas de seu destino, que havia sido de certa forma delegado à empresa, ao governo, à Igreja e a outras instituições.
No passado nos acomodamos com a tentativa das empresas de traçar os planos de carreira de seus funcionários. Mas isso não é mais possível, esse mundo acabou. O ritmo alucinante de mudanças no qual vivemos impede as empresas de fazerem planos de carreira de longo prazo. Uma simples razão: será que algumas dessas carreiras na ladeira organizacional ainda existirão daqui a 10 anos?
Se você tem tido sucesso e se acostumou a pensar e a fazer as coisas de uma forma nos últimos anos, saiba que o sucesso do passado não garante seu futuro. E que o maior inimigo do sucesso é o próprio sucesso que acaba fazendo-nos acomodar.
Não acredite que "devagar, e sempre, a gente chega lá". Hoje em dia, devagar não se chega a lugar algum e quem espera nunca alcança. Ou pode chegar tarde demais quando as oportunidades viraram a realidade de quem chegou mais rápido que você.
Outra forma de pensar que pode ajudar muito seu posicionamento estratégico no mercado de trabalho: as opções que você tem não se limitam aos competidores da empresa onde trabalha.
Muita gente quando pensa no mercado de trabalho se limita a pensar apenas na concorrência. Amplie seus horizontes. Pense em toda a cadeia do negócio. As oportunidades podem estar nos distribuidores dos produtos de sua empresa; ou em algum fornecedor estratégico, em algum parceiro. Ou pense em montar sua própria empresa para prestar serviços para o atual empregador.
Você já pensou onde quer chegar daqui a três anos, em 2010? E em 2015? Sim, isso mesmo, você já tem visualizado o futuro que gostaria de inventar? Identifique onde você quer chegar com clareza pois fica difícil definir uma estratégia quando não temos clara a métrica do nosso sucesso.
E curiosamente a maioria das pessoas gasta a maior parte do seu tempo pensando no passado, de onde veio, as dificuldades que enfrentou, se vangloriando dos acertos que teve.
Outra grande parte do tempo também é usada em justificar onde está, o seu presente, os desafios que vive, as metas a alcançar até o final do ano. E acaba dedicando pouquíssimo tempo a pensar onde deseja chegar, a inventar seu futuro, a sonhar de olhos abertos com os pés no chão. Perceba que o importante não é de onde você veio, nem onde está, mas onde você quer chegar !
Vamos lá, mexa-se! Prepare um plano para sua carreira e trate-a como um negócio. Pense como um empreendedor. Evite se colocar como um empregado que pensa na sequência de cargos que pretende acumular ao longo do tempo.
César Souza (Presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante. Texto baseado no seu novo livro Cartas a um Jovem Líder. Para saber mais, visite www..cartasaumjovemlider.com.br ).
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Comunicar da semente para a casca, e não vice versa.

Tive o prazer recente de revisitar a Itália, e concentrei boa parte de minha viagem na região vinícola da Toscana. Observando as vinícolas, algumas grandes corporações outras pequenas empresas familiares,  percebi nessas organizações que um fator de comunicação fez toda a diferença quando as conhecemos.

Algumas vinícolas se apresentavam de fora para dentro, explicando que produziam o vinho A, B ou C das uvas D ou E. E isso não empolgava muito, por melhor que fosse o vinho. Por exemplo, só na pequena cidade de Montalcino temos 250 produtores do vinho do tipo Brunello, que são autorizados pelo governo e controlados em sua qualidade (sigla DOCG). Não visitei os 250 produtores, mas muitos que se apresentaram mostrando o que fazem somente acabaram parecendo para mim mais um produtor, nada mais. Por melhor que seja o vinho, a comunicação não ajudou a guardar, associar com qualidade, etc…

Do outro lado, algumas vinícolas não apresentam os produtos diretamente, apresentam o porque de existirem, sua paixão por fazer o melhor vinho numa região específica de um micro clima, o cuidado e carinho com cada parreira, apresentam a paixão das pessoas que ali trabalham e o brilho fica claro nos olhos de cada um. Ou seja, os vinhos aparecem depois como produto externo da razão (interna) deles de fazerem o melhor com paixão, fica claro o porque de existirem. Isso nos marca muito mais como consumidores.

Sou apenas curioso em marketing e não especialista, mas acredito que o fato de uma organização conseguir demonstrar o porque de existir de dentro para fora e não comunicar de fora para dentro somente o que faz pode trazer uma associação subjetiva de gosto, de ficar marcado, de fidelização.  Isso ficou claríssimo para mim ao escolher uma vinícola ou um vinho no meio de tantos, e subjetivamente pesa também em nossas decisões diárias de consumo. Exemplo conhecido e falado disso é a Apple, que não vende os produtos. Comunica de dentro para fora, mostrando que tudo que ela faz ela pensa diferente, ela pode mudar o status quo. E a maneira de fazer isso é fazendo produtos com design e simples de usar. A comunicação é diferente.

Escrito por Marcelo Miranda em: Você SA

Microsoft ajuda a desligar botnet com mais de 1 milhão de PC infectados

A Rustock é uma das mais importantes botnets do mundo. A partir de seus servidores, ela envia comandos para nada menos que 1 milhão de PCs zumbis, que foram previamente infectados por malware. A partir daí, temos um processo de envio de spam praticamente sem fim. Ou melhor, tínhamos, porque a Rustock foi desativada nessa semana.
Para tanto, a atuação da Microsoft foi mais do que fundamental nessa história. A gigante do software foi quem originalmente mapeou onde ficavam os servidores da Rustock — em 7 cidades dos Estados Unidos —, a fim de vistoria-los depois de receber o aval da justiça para tal. Tiveram que trabalhar inclusive com agentes federais durante essa investigação.
Em jogo estava uma botnet que responde por quase 50% dos e-mails de spam no mundo. Ou seja, a própria Microsoft tinha total interesse em desativá-la, para economizar uma graninha em seus servidores de e-mail com tráfego desnecessário.
O resultado dessa ação em conjunto é que a Rustock foi oficialmente desligada, depois que seus servidores principais estavam em poder dos agentes da lei. Nada mais de e-mails falso, ataques DDoS e disseminação de malware a partir de 1 milhão de computadores infectados no mundo.

Isso é só o começo. A Microsoft agora está trabalhando com provedores locais para avisar os donos desses computadores de que está mais do que na hora de instalar um bom antivírus nas máquinas. Enquanto isso, pode apostar que outros hackers já estão tramando a próxima grande botnet. Essa disputa de gato e rato parece nunca ter fim.

Como você aprende?

Dizem que cada pessoa tem um jeito peculiar de aprender algo com mais facilidade. Os psicólogos até separam em grupos: os auditivos, os visuais e os sinestésicos. Pode parecer fantasia à primeira vista. E também pode parecer injusto. Pensando bem, se as coisas são mesmo assim, significa que aquele conceito de que todos têm as mesmas oportunidades dentro da sala de aula, ou por serem irmãos criados juntos pelos mesmos pais, é papo furado. E é mesmo.
Tem gente que aprende o conteúdo só de ouvir a professora explicar, assiste uma palestra ou entrevista em um congresso ou na televisão, e é capaz de repassar todo o conteúdo e conceitos do preletor. Em casa, fica quietinho, mas de "antena ligada" na conversa dos adultos. E, de repente solta uma pérola que deixa os adultos desconcertados: "Mas mãe, você disse que a dona Maria era uma chata e metida e que não sabe nem fazer um bolo descente!".
Também tem aqueles responsáveis pelo surgimento do jargão "Entendeu ou quer que eu desenhe?" ― Desenhe, por favor! Isso mesmo. Esses são os visuais, que precisam ver para entender como as coisas funcionam. Eles não conseguem se concentrar muito nos sons. São os que se lembram mais das cenas do que das falas dos personagens dos filmes ou novelas. Aprendem bem o que a professora escreve na lousa, mas não escutam o lembrete que "amanhã tem prova", dado no final da aula. Em casa, mostra que vê o que ninguém acha que entende: "Mãe, eu já disse que eu não estou namorando!"; "Tá sim, eu vi o Paulinho segurando sua mão debaixo da mesa na hora do almoço!".
E tem os sinestésicos ― os mais independentes e complicados. Primeiro, porque eles precisam sentir para aprender. Não adianta ficar explicando ou mostrando. Sem a prática, nada feito. Na sala de aula, a professora começa explicar o exercício de matemática e ele já está fazendo a tarefa para checar que está entendendo de verdade. Às vezes ele pensa que entendeu, mas na hora de fazer, descobre que não. Mas não faz mal. Por ser mais prático, e por não precisar necessariamente de um manual de instruções, ele consegue ser mais intuitivo e autodidata do que os que são predominantemente auditivos ou visuais. Em casa, ele surpreende a todos ao inventar uma receita de bolo, ou descobrindo maneiras mais práticas de se fazer alguma tarefa: ― "Olha só, mãe. Assim é bem mais fácil do que do jeito que você falou." É que o sinestésico não se limita ao que vê ou ouve. Ele sente.
Ser professor ou pai não é tarefa fácil. Como oferecer oportunidades de aprendizado iguais aos alunos e filhos? Os auditivos precisam de um bom e honesto discurso. Os visuais precisam de boas ações. E os sinestésicos precisam sentir a verdade e a confiança, além de oportunidades para agir e fazer.
Difícil.
Porém, as coisas ficam ainda mais difíceis depois que a gente cresce. É que a gente acha que já sabe tudo. Só que para aprender é preciso não saber. E nesses tempos de constantes mudanças tecnológicas e de comportamento ― mais do que nunca vivemos em constante processo de aprendizado.
Eu, por exemplo, vi surgir o BIP (pager), o celular tijolão, a máquina de datilografar eletrônica e o microcomputador doméstico. A linha telefônica era investimento, e se alugava pelo preço de uma casa. A TV por assinatura nasceu, e agora temos algumas opções de empresa para assinar.
Hoje a gente compra um celular que tem tantas funções até então inimagináveis. Depois de um ano ainda descubro coisas novas no meu último modelo. Até os aparelhos domésticos entraram nessa onda e estão incorporando as ferramentas do celular, como agenda eletrônica e conferência a três.
E a internet? Até o Google não para de inventar novas ferramentas. E chega a ser engraçado falar com alguém sobre essa ou aquela ferramenta que a pessoa desconhece, mesmo tendo computador e banda larga em casa.
Brincar não é como antigamente. A gente tem que fazer curso pra aprender brincar com os filhos. Em tempos de videogame que lê os movimentos corporais para jogar, a gente ainda tem que aprender a ter mais noção corporal para acompanhar a garotada. E também tem que aprender a levar na manha o jeito que tiram o sarro da nossa cara, pois o comportamento também está mudando a cada geração. Quem está na casa dos 30 sabe bem do que estou falando. Quem é mais velho então, nem se fala.
A gente aprendeu a não ter preconceito, a não ser tão perfeccionista, a experimentar novos sabores de comida. A gente aprendeu a ler e escrever com lápis e livro, e também os livros digitais e a digitar até no celular. A gente aprendeu que não pode esconder a pedofilia nem a violência doméstica. Também aprendeu que psicólogo não é pra louco, e que massoterapia é uma profissão fantástica para combater o estresse. E depois de trocar o suco pelo refrigerante, aprendemos que o melhor mesmo é voltar a tomar suco natural, mas agora feito numa centrífuga que extrai todo o sumo da fruta.
Nesse mundo em metamorfose, o melhor que temos a fazer é parar de achar que sabemos tudo, que somos realmente bons em algo, ou que temos que saber fazer tudo e sermos perfeitos. Até porque perfeição não é algo permanente. Ser perfeito é crescer sempre. É aprender constantemente. É ouvir, ver e sentir ― de verdade.
E para viver bem, a gente tem que aprender deletar algumas coisas que aprendemos para dar lugar ao novo, para continuar o processo de perfeição. Isso serve para a tecnologia, para a alimentação, para os relacionamentos, para a religião, a política, os estudos, o trabalho, a liderança, o subalterno, para todos, para tudo e para sempre.
Como diz a canção do Tim Maia: "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...". E se tudo muda o tempo todo no mundo, a gente também tem que mudar. E isso não significa deixar de ser quem somos ― muito pelo contrário, significa que temos que nos estabelecer sempre diante do novo mundo que nos surge a cada dia, justamente para não deixarmos de existir. E isso exige aprender. Aprender não é fácil. Mas é necessário. E, como cada pessoa aprende de um jeito diferente, bom mesmo aprender a aprender, como diz o Içami Tiba. Quem aprende a aprender está feito!

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Intraempreendedorismo como vantagem competitiva

 

Em tempos de concorrência acirrada e mercados instáveis, muitas empresas vêm buscando novos negócios ao incentivar o comportamento empreendedor dos colaboradores dentro da própria companhia. Esta prática também é conhecida como intraempreendedorismo, que permite ao funcionário iniciar novas oportunidades de negócio e melhorias nas tarefas sem precisar se aventurar e montar um negócio próprio. Ao incentivar este comportamento, as organizações otimizam seus recursos, geram uma cultura de inovação constante e diminuem sua rotatividade de colaboradores.

No Brasil, um exemplo de incentivo à prática é o grupo mineiro Algar, que atua em diversos setores da economia. Há dez anos a organização criou o Programa Algar Inovação para incentivar a participação dos funcionários nos processos de inovação. Segundo dados da empresa, essa iniciativa já gerou cerca de 700 projetos de inovação com R$ 700 milhões de resultado financeiro.

No cenário internacional, a empresa mais conhecida por incentivar o intraempreendedorismo é a Google, que desde sua origem permite aos colaboradores empregarem 20% do período de trabalho em projetos de sua escolha. Gmail, Adsense e Google News são resultados desta prática e foram iniciados por engenheiros auto-motivados. A Microsoft também está entre as grandes organizações que encorajam a autonomia: 70% dos lucros dos apps criados para melhorar a plataforma Windows Phone são repassados ao colaborador criador da ideia. O funcionário mantém ainda a propriedade intelectual dos aplicativos.

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Brasil: O DNA dos grandes empreendedores brasileiros

 

Pedro Mello, autor do recente livro “Startup Brasil” fala sobre a arte de empreender e cita alguns exemplos natos de empreendedorismo. Saiba mais.

Empreender é uma decisão de vida, onde você escolhe criar seu próprio futuro em vez de deixá-lo nas mãos dos outros. Para quem segue esse caminho, a liberdade conquistada é mais importante do que toda segurança que um bom emprego pode oferecer.

São pessoas que fogem dos chefes pouco inspiradores para poder sonhar sem limites, arriscando-se sem medo em águas totalmente desconhecidas pela maior parte das pessoas. Carregam como seu maior ativo a intuição, usada para guiar cada passo desse caminho.

Mas poucos empreendedores conseguem viver plenamente as possibilidades de liberdade que um negócio próprio pode proporcionar, especialmente no Brasil. Em sua maioria, acabam escravizados pelo trabalho de tal forma que vivem apenas para suas empresas.

Seus empreendimentos tornam-se uma extensão de seus corpos, carregando o DNA de seus fundadores a todos os níveis da organização. Pessoas física e jurídica fundem-se, formando o elo invisível de um organismo completamente simbiótico.

Há mais de três anos pesquiso sistematicamente os empreendedores brasileiros. Alguns parecem iluminados. São pessoas com brilho e talento que fazem seus negócios se desenvolverem de forma excepcional. Empreendedores que criaram empresas que, até bem poucos anos atrás, eram pequenas como milhares de outras que nasceram na mesma época.

Mas, com um toque especial, conseguiram transformá-las em grandes grupos econômicos que faturam bilhões de reais por ano. Ou então, se ainda estão longe dos faturamentos gigantescos, certamente são líderes nos setores em que atuam. Em sua maioria, mercados criados por eles mesmos a partir de sua criatividade e visão de futuro.

Visão mais ampla do mundo

Quando selecionamos os dez empreendedores que fariam parte do livro Startup Brasil, sabíamos que tínhamos montado um grupo com uma característica em comum. Se tivesse que apontá-la, diria que seria uma visão holística e altruísta do mundo.

Entre os empreendedores desse livro, o que mais personifica esse perfil é o Miguel Krigsner, do Boticário. Ficará para sempre a lembrança de uma de suas colocações mais curtas e marcantes durante sua entrevista para o livro: “Pensar apenas no dinheiro é uma das maiores pobrezas que um ser pode ter”.

Afirmações como essa deixam claro que um empreendedor que só consegue olhar para seu próprio umbigo nunca será um grande empreendedor. Pode até vir a ser o dono de uma grande empresa e, quem sabe, até construir um patrimônio milionário. Mas nunca será visto como um líder genuíno, aquele que as pessoas seguem e admiram incondicionalmente.

Grandes empreendedores têm uma visão mais ampla. Sabem que medir o sucesso da empresa apenas pelos dividendos pagos aos acionistas e o retorno sobre o patrimônio líquido é, no mínimo, uma das maiores miopias do capitalismo.

Vão à contramão de milhões de pessoas seguidoras de práticas de gestão que visam apenas à remuneração do capital, e assim constroem uma empresa que é muito mais do que apenas um índice de retorno sobre investimento.

Profundamente treinados para empreender

Uma das principais teses apresentadas por Malcom Gladwell em seu livro Outliers (no Brasil traduzido para “Fora de Série”) é que pessoas consideradas como fora de série fazem 10.000 horas de treinamento antes de serem consagradas como geniais.

Foi assim com Bill Gates, que não virou o empresário mais rico do mundo por acaso. Antes de fundar a Microsoft com Paul Allen, em 1975, ele já tinha muito mais do que 10.000 horas de treinamento naquilo que viria a ser sua profissão, o desenvolvimento de programas para computadores.

Gates também teve a sorte de estudar na escola Lakeside, em Seattle, onde foi montado um dos primeiros clubes de informática da época. Com três mil dólares arrecadados pelo Clube das Mães, a escola ganhou um terminal de computador que mudaria a vida do garoto.

Digo que ele teve sorte porque essa máquina era nada menos do que um ASR-33 Teletype, um terminal de tempo compartilhado ligado diretamente a um mainframe no centro da cidade. O equipamento era muito mais avançado do que aqueles operados por cartões perfurados que eram usados na época. Com isso, Gates começou a programar em tempo real na oitava série, em 1968, enquanto muitos estudantes universitários ainda não tinham acesso a essa tecnologia.

A bonança computacional foi passageira. Logo, acabou o dinheiro usado para pagar o aluguel das horas de mainframe. A saída encontrada por Gates e seus amigos foi gerar os recursos em troca de testes em programas da empresa C-Cubed. Mas isso também durou pouco.

O negócio acabou indo à falência e lá se foi mais uma chance de mergulhar na informática. Diante dessa dificuldade, os estudantes recorreram ao centro de computação da Universidade de Washington, onde acabaram conhecendo a empresa Information Sciences Inc., que abriu suas portas aos jovens nerds em troca do desenvolvimento de um software de folha de pagamento. Em apenas sete meses de trabalho para esse projeto, Bill Gates acumulou 1.575 horas de trabalho, uma média de oito horas por dia, sete dias por semana.

Após o trabalho na ISI, Gates foi convidado por um de seus sócios a se mudar por um período de três meses para Bonneville, cidade ao sul do estado de Washington, para desenvolver os programas para a enorme usina de energia da cidade. Durante uma primavera inteira ele desenvolveu os sistemas sob a supervisão desse sócio da ISI, John Norton, uma das pessoas de que, segundo ele, mais aprendeu sobre programação.

Como você pode perceber, este seria apenas o início de uma longa jornada que levaria Bill Gates a cumprir suas mais de 10 mil horas de treinamentos, antes de acumular conhecimentos para revolucionar a informática.

Também foi assim com os Beatles, um dos maiores grupos de rock de todos os tempos, que mudaram a música popular americana a partir de 1964, quando desembarcaram nos Estados Unidos pela primeira vez.

Pedro Mello lidera o Grupo Quack. Lançará em março seu novo livro, “Startup Brasil”, em coautoria com a jornalista Marina Vidigal e sob o selo Ediouro.

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Empreender: você possui este perfil?

Relatório que cobre mais de 52% da população mundial e 84% do PIB do mundo revela que 250 milhões de pessoas em 59 países abriram empresa em 2010.

O sonho de ter o próprio negócio, aliado ao favorável momento econômico brasileiro, tem feito diversos profissionais de variados segmentos e níveis hierárquicos migrarem de seus postos de trabalho para o empreendedorismo.

Administrar a empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar seu negócio e manter a empresa ‘viva’ nos dois primeiros anos (considerado período crítico para o empreendedor) são apenas alguns dos muitos desafios que o profissional deve estar preparado para enfrentar.

Dados da pesquisa GEM 2010 (Global Entrepreneurship Monitor) divulgados em janeiro de 2011 revelam que 110 milhões de pessoas de 59 países estavam focadas em abrir uma empresa em 2010, enquanto 140 milhões estavam em processo de execução de novas empresas.

Ou seja, 250 milhões de empreendedores estavam envolvidos na fase inicial da atividade empresarial. O estudo foi realizado com 175 mil pessoas e mais de três mil especialistas em 59 países, inclusive o Brasil.

Muitos confiam na ação empreendedora como auto-realização, mas deve-se considerar que nem todos estão preparados para serem empresários. A decisão de se tornar dono de empresa é muito mais complexa do que possa parecer.

Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e de franquias, alerta sobre os eventuais riscos da aventura que devem ser avaliados antes de mudar o rumo de sua vida e de abraçar a profissão de empresário.

  • Autoconfiança: se o empresário não acreditar em seu próprio negócio, quem acreditará? Ao mesmo tempo, é fundamental reforçar que autoconfiança excessiva pode ser um risco para o sucesso do negócio. Colaboradores e opiniões externas podem ser muitos úteis antes de qualquer decisão.
  • Planejamento: antes de iniciar qualquer atividade, seja nos negócios ou em sua vida particular, é essencial planejar. Prevenindo eventuais riscos e preparando-se para enfrentar dificuldades, a chance de naufragar seus investimentos diminui consideravelmente. Além disso, com a mudança de fatores é, sempre, preciso, revisar seus planos.
  • Comprometimento: ao abrir seu negócio, seja uma empresa com dois ou dez funcionários é vital ter o comprometimento de todos, inclusive o seu. Assumir os desafios e focar em superá-los, além de deixar você por dentro das atividades de sua equipe, colabora para evitar surpresas repentinas.
  • Iniciativa: se antecipar às tendências, se precaver sobre o que o mercado espera, realizar as coisas antes de ser forçado pelas circunstâncias. Sua iniciativa pode revelar muito onde você quer chegar. Ser pró-ativo é fundamental.
  • Riscos: não se iluda, eles existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades.

Gigliotti também ressalta que muitos jovens estão se tornando empreendedores para entrarem no mercado. “Logo que saem da universidade, muitos jovens partem para o empreendedorismo. Isso mostra que eles estão ficando mais atentos à identificação de oportunidades e de nichos potenciais de atuação e esperando aprender lições de práticas como empreender”, afirma o professor dos cursos de pós-graduação da FGV, Senac e Anhembi.

Olhar e pensar fora da caixa: tarefa de empreendedor - Por outro lado, alguns empreendedores acreditam que a gestão segue direções que o próprio mercado se encarrega de traçar. Gigliotti observa, no entanto, que “em alguns casos, é vital ter um olhar de fora para dentro dos negócios para encontrar uma possível solução para as barreiras que surgem. Enxergar a questão por outro ângulo pode facilitar a busca de soluções e de melhores resultados. Diferente do que muitos pensam, ninguém nasce visionário. Identificar oportunidades é um processo que é aperfeiçoado com exercícios mentais."

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Obsolescência programada – O que é isso?

Obsolescência programada é o nome dado a vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido. A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como Descartalização. causando grandes danos ao meio ambiente e prejuízos aos consumidores em geral. Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Obsolesc%C3%AAncia_programada

Além do que foi colocado acima, a indústria tecnológica também está totalmente envolvida nessa estratégia, por exemplo, nossos telefones celulares são feitos para nos atender por no máximo 6 meses. Eles não param de funcionar, mas deixam de estar na moda, não “rodam” os aplicativos mais modernos e passam a ser sinônimo de atraso para quem os porta.

Os grandes fabricantes de hardware e software trabalham em conjunto para que o seu computador deixe de ser capaz de executar as novas versões dos softwares e utilitários produzidos, forçando você a trocar de computador em um curto espaço de tempo.

É uma verdadeira conspiração contra os consumidores e o meio ambiente em prol do lucro abusivo e irrestrito das empresas capitalistas.

Se realmente a espécie humana deseja preservar o Planeta Terra e seus recursos, não adianta apenas reciclar o lixo e economizar água, mas precisa haver uma nova ordem econômica que leve em conta os fatores sociais e ambientais.

Fonte: Equipe @terrachamando

Qual é seu sonho?

Pergunte isso a si mesmo e a quem está a sua volta –e você contribuirá para liberar o empreendedorismo à brasileira. Na opinião de Fernando Dolabela, um dos maiores especialistas da área no País, somos empreendedores desde o Brasil Colônia e nos sobra a criatividade tão necessária, mas nosso empreender é reprimido. Precisamos estimular nossos mapas de sonhos.

O Brasil é o sexto país mais empreendedor do mundo, segundo o ranking 2009 do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), e, pela primeira vez, o empreendedorismo por oportunidade superou o feito por necessidade, o que mostra uma pró-atividade de empreender.

Então, empreendedorismo pode ser visto como uma característica da gestão brasileira? Sim e não. Existem a capacidade de sonhar, e um grande potencial de criatividade reconhecido na população em geral, mas não há um estímulo cultural a isso. Fernando Dolabela, professor da Fundação Dom Cabral, que rejeita modelos importados de empreendedorismo, busca implantar um empreendedorismo à brasileira justamente com um esforço de construção cultural. Para Dolabela, o movimento precisa entrar obrigatoriamente na pauta dos brasileiros, para reverter uma cultura nacional que, muitas vezes, rejeita e sabota os sonhos –e, por tabela, o empreendedorismo.

Sem empreendedorismo, vale dizer, reduzem-se as chances de o País inovar. “Apesar de produzirmos 10 mil doutores e 40 mil mestres por ano, eles pouco transformam conhecimento em riqueza. Só o empreendedorismo pode virar esse jogo “, diz, o especialista, nesta entrevista especialmente preparada para o portal Brasil – Presença na Gestão que Dá Certo.

Quão empreendedores somos no Brasil? Por que não conseguimos ter uma instituição tão pró-empreendedores como o Babson College norte-americano?

Somos sonhadores, o que é fundamental, mas ainda nos falta cultura empreendedora que estimule sonhos. Quando comecei a estudar empreendedorismo, em 1992, a palavra era quase um “palavrão” e, em certos órgãos públicos, até hoje é. Numa palestra que fiz em um deles, a diretora me alertou: “Não use a palavra ‘empreendedor’”. Esta subverteria os funcionários, que sairiam de lá “pensando em fazer coisas por conta própria”. E a rejeição vem de várias fontes.

A universidade continua a ser uma fonte de rejeição importante. A excelência de ensino superior no Brasil, que é a universidade pública –ideologicamente de esquerda–, renega o mercado e, portanto, o empreendedorismo. Muitos jovens querem, como meta máxima, ser servidores públicos.

Mas há empreendedorismo onde a esquerda é forte, como a Itália…

Lógico, só a velha esquerda rejeita tudo vindo do mercado; tornou-se a velha direita. A nova esquerda aprendeu com o fracasso da Rússia, entendeu que inibir sonhos significa inibir o futuro. Essa nova esquerda sabe que governos só geram custos e que a riqueza é gerada pelas empresas. A região da Emilia-Romagna, na Itália, durante cinco décadas ou mais governada pelos comunistas, é um dos exemplos mundiais mais vibrantes de empreendedorismo. Agora, diga-se, a rejeição começa bem antes da universidade; na escola e em casa. Quando chega à universidade, o jovem está culturalmente pronto, já assimilou as características –negativas e positivas– de sua cultura. Aqui, assimilou a rejeição ao risco e à incerteza, a ausência de vontade de ser protagonista.

Você está dizendo que nossa cultura sabota o empreendedorismo…

Sim. Quando os estudos indicam que empreendedorismo é um tema cultural, isso significa que é vinculado a valores e não um tema cognitivo, acadêmico-científico. Empreendedorismo é forma de ver o mundo, estrutura de relações com as pessoas. O Brasil como instituição inibe o grande potencial de criatividade da população, impedindo-a de empreender. A capacidade de sonhar e de transformar o sonho em realidade é aplacada pela autocracia secular que tira a autoestima das pessoas.

Como explicar “sonho” neste contexto?

A aventura do empreendedor é conceber o futuro e transformá-lo em realidade, o que é sinônimo de sonho. E, assim, transformá-lo em riqueza. Descobri, empiricamente, que a pergunta “Qual é seu sonho?”, quase não é feita aqui. Em regra, nem pela mãe, nem pelo pai – preocupados com a segurança do filho, eles dizem “Passe no concurso”-, nem pelo professor, líder político, chefe… Por ninguém! Sonhar é perigoso. Qualquer um que abrir o campo para o sonho está abrindo a perspectiva de ausência de controle, porque sonhos não são controláveis. Por isso não adianta importar modelo de empreendedorismo. Falta-nos a base.

Isso é reversível?

O único jeito de revertê-lo é fazer com que as crianças se permitam sonhar, antes de a cultura se cristalizar nelas. Essa é a proposta da minha pedagogia empreendedora, que levo há cerca de oito anos às escolas. Só que há mais uma má notícia, pelo menos para o público do portal HSM: a escola particular está mais atrasada nesse processo que a pública, desconectada de uma visão de desenvolvimento sustentável. Eu supunha que acolheria a educação empreendedora, mas, no dia a dia, vi o contrário. Já implementei minha pedagogia empreendedora em 2 mil escolas e apenas três destas eram particulares. A escola particular não consegue conferir qualquer prioridade ao empreendedorismo; na pública, pelo menos, empreendedorismo é questão de sobrevivência.

Você implantou o método em 2 mil escolas… Quantas faltam, por curiosidade?

São escolas de 126 cidades –cada escola é um multiplicador disso na cidade. Considerando que o Brasil tem 5.650 cidades, faltam “apenas” 5.524 [risos].

Explique como é sua metodologia.

Nela, a emoção, afastada do trabalho pelo modelo industrialista, reassume sua importância. O potencial empreendedor, presente em todo ser humano, é disparado pela emoção. Sem ela, não há forma de desenvolver o protagonismo, a criatividade e a perseverança, os três elementos cruciais ao empreendedorismo; a razão vem em seguida, para estruturar o caminho apontado pela emoção. Por esse motivo, os meus livros didáticos são histórias, romances: é a melhor forma de descrever o estilo de vida empreendedor. Preparo professores para iniciar sua relação com os alunos por meio de duas perguntas: 1) “Qual é seu sonho?”; 2) “O que você fará para transformá-lo em realidade?”.
Essas duas perguntas são o eixo da metodologia. Não são feitas no ensino convencional, que entrega tudo pronto ao aluno –um contrassenso, porque empreendedorismo trata de futuro, para o qual ainda não há respostas.
A partir daí os alunos começam a agir (empreendedorismo é pura ação) e trabalham mapas de sonhos, planos de negócios etc. Mas tudo isso requer mudança dos professores, a começar pelo fato de que sonho e empreendimento não podem ser avaliados de fora, mas somente pelo próprio autor.

E como você ensina empreendedorismo em suas oficinas para jovens?

Falo em sonho também, mas trabalho os elementos de suporte, que são basicamente quatro:
1) Conceito de si. Todo empreendedor necessita muito de autoconhecimento para ter consciência do que sabe e, principalmente, do que não sabe. Assim, consegue construir complementaridades e buscar colaboradores.
2) Conhecimento do setor visado. Esse é o elemento central. Somente entendendo bem o ambiente de negócios ele poderá identificar oportunidades (clientes, concorrentes, ciclo de vida, legislação, tendências etc.), e sua ausência é causa constante de falências.
3) Rede de relações. É preciso aprender a construir uma rede de pessoas que ajude a conhecer o ambiente e a concretizar o sonho.
4) Capacidade de liderança. O desenvolvimento desta é fundamental tanto para convencer um investidor a apostar no sonho como para transmiti-lo e seduzir pessoas a acompanhá-lo.

Além de tachado de direitista, você não pode ser acusado de messiânico?

Sonho parece coisa de messias, sim, mas tenho a meu favor o fato de que a relação entre empreendedorismo e desenvolvimento é a maior verdade prática que existe, ainda que comprovada recentemente. Foi só na década de 1970 que os economistas norte-americanos se deram conta de que as pequenas empresas geravam mais empregos que as grandes; ficaram perplexos. O empreendedorismo era um não assunto na academia. O [Joseph] Schumpeter, que só agora é reconhecido para valer, foi o primeiro a pôr o empreendedorismo sob os holofotes, quando afirmou que a inovação é a grande propulsora da economia. De lá para cá, diversos estudos comprovaram a relação entre empreendedorismo, desenvolvimento e qualidade de vida.

Essa cultura antiempreendedorismo é histórica no Brasil? Ou tem data recente?

Autores dos extremos ideológicos, de Caio Prado, com sua linha aristotélico-marxista, a Oliveira Viana, visto como sendo de direita, sempre afirmaram que o Brasil foi gerado na época colonial pela combinação de senhor e escravo, com economia baseada na exportação –o Brasil servo de outros mercados– e, portanto, sem empreendedorismo. Mas isso começa a ser revisto desde que foi lançado, no final de 2009, o livro História do Brasil com Empreendedores. Jorge Caldeira diz: “Havia um protoempreendedor no Brasil colonial, daí nosso PIB maior que o português”.

Se a releitura chegar à escola… o que Schumpeter diz do empreendedor?

Quando alguém inova, muda o mercado e as empresas se adaptam, subindo ao novo patamar da inovação. Só que muitas delas saem do jogo aí e ele chama a isso “destruição criativa”. Schumpeter diz que o novo sempre substitui o velho –o empreendedorismo é o novo.

Você acha que o período de regime militar piorou a situação?

Uma das principais ferramentas do empreendedor é a informação (ele tem de saber sobre mercados, concorrentes, fontes de matéria-prima, tendências, fontes de capital, projetos governamentais etc.) e ele a tem na democracia, não em ditaduras. Crescimento econômico acontece também em ditaduras, mas, se olharmos o mundo hoje, veremos que crescimento com qualidade de vida está visceralmente associado à democracia e à liberdade de empreender. O empreendedor real nunca é o estado, mas a sociedade civil, única que tem as condições necessárias: dinheiro, competência de gestão, capacidade de inovação.

Mas a tão empreendedora China é ditadura… É um paradoxo?

A China não é um modelo sustentável no longo prazo. Para continuar crescendo, ela vai ter de aumentar a educação e, ao fazê-lo, vai ter reivindicações de liberdade e justiça social. A China leva ao pé da letra o que o Ocidente sempre fez: transformar as pessoas em mais um fator de produção. O empreendedorismo vai frontalmente contra isso. Na própria Ásia não faltam exemplos: Singapura, Coreia do sul e Japão, que têm os pilares da democracia e elevado empreendedorismo, exibem altíssima qualidade de vida.

Então, por que o GEM já apontou o Japão na lanterninha da atividade empreendedora, e o Brasil está lá na frente, ao lado de Uganda e Bolívia?

Há muitas sutilezas nas métricas, por isso devem ser vistas com espírito crítico. Há estudos que indicam que, quanto maior foi o crescimento econômico de uma cidade, menor foi a taxa de empreendedorismo, por exemplo. A explicação é que as grandes empresas, que estão crescendo, oferecem um emprego razoável melhor do que a atividade do pequeno empreendedor. Isso é o que acontece no Japão.

Só que, quando o emprego é uma ideia cada vez mais abstrata, não basta…

Fato. O emprego é um conceito mal desenvolvido, cada vez mais percebido como provisório. É mera evolução da escravatura. Até a expressão mercado de trabalho vem de mercado de escravos; o patrão de hoje é o senhor de ontem. A relação de trabalho, na essência, é desequilibrada, porque não é uma relação social; tanto que máquinas substituem homens. O próprio Peter Drucker dizia, referindo-se a empregados de alto nível, que eles tendem a não se deixar subornar por ofertas de altos salários, fringe benefits, stock options; vão querer ser donos dos negócios.

Até agora falamos do espírito empreendedor. O que dizer sobre o capital empreendedor no Brasil?

É um problemão. Como diz o economista Mohamed Yunus, o dinheiro é um direito do ser humano do mesmo nível que alimentação, escola e moradia. No Brasil, o capital sempre foi voltado para as grandes empresas e até hoje, de alguma forma, é assim. Os investidores de risco vêm se multiplicando nos últimos oito anos, mas têm menos opções de investimento do que desejam, por falta de bons planos de negócios, e acabam focando as empresas-estrela.

O ambiente é mais propício do que foi…

Sim, um avanço é o trabalho de uma organização como a Endeavor, por exemplo. Mas, por todos os rankings, o Brasil ainda não é propício aos empreendedores. Em inovação, é pior: a associação de pesquisa das empresas inovadoras tem um dado segundo o qual só 0,26% das brasileiras são inovadoras. Até em intraempreendedorismo, que remete a empreender dentro das empresas e se reflete em ação inovadora, somos fracos: conforme o GEM, só 6% dos empregados inovam no Brasil –e é um cálculo otimista.

Suspeito que o intraempreendedor seja ainda mais raro. Estou errada?

Ele existe no discurso. O sistema de poder corporativo, baseado em comando e controle, imunizou-se contra ele, porque quem inova pode “atropelar” o chefe, o que é inconveniente.

Como isso pode mudar nas empresas?

Mudará quando elas forem horizontais e derem aos funcionários liberdade e “espaço de si”, para que se sintam à vontade. O Google é uma que dá esse espaço. A hierarquia é útil em estruturas como uma linha de produção, quando se quer ganhar escala, mas lima a capacidade de inovar.

Alguém já lhe perguntou sobre qual é seu sonho?

Possivelmente não, porque a cultura brasileira amarra as pessoas ao tempo presente, em vez de libertá-las para o futuro, representado pelo sonho. Nesta entrevista, Fernando Dolabela, da Fundação Dom Cabral, garante que a melhor chance de desenvolvermos um empreendedorismo brasileiro é ensinar a sonhar.”

“Uma das principais ferramentas do empreendedor é a informação e ele a tem na democracia, não em ditaduras.”

Frases de Para-choque

Que tal rir um pouquinho com algumas frases de para-choque?


Não Xô cajado, Xô xoteiro

Vou rezar 1/3 para arrumar ½ de levar ela pra ¼

Não buzine que na frente tem 22!

Não me siga que não sou novela

Não sou batom , mas ando nas bocas

Mulher e parafuso comigo é no arrocho

Se me vires conversando com mulher feia, pode apartar que é briga

A vida é um sutiã, meta os peitos!

Se peito fosse buzina , essa cidade não dormia

Mulher é um conjunto de linha curvas que faz levantar uma linha reta

Em casa de mulher feia não precisa fechadura

Mulher e árvore só dá galho

O casamento é o fim das criancices e o começo da criançada

Amor é igual fumaça, sufoca mas passa.

Filosofia e mulher, cada um com a sua

Amor é lorota, quem manda é a nota

Vivo todo arranhado, mas não largo minha gata

Coroa de minissaia é vitrine de varizes

Não sou rei, mas me amarro numa coroa.

Franguinha, eis aqui o seu poleiro.

Não sou lady Laura, mas te levo pra casa.

O amor é cego, o negócio é apalpar!

Geladeira de pobre é bala de hortelã

Piquenique de pobre é terreiro de macumba

Rico tem veia poética, pobre só tem varizes.

Não sou sanfoneiro, mas toco de noite.

Chifre é que nem dente, só dói quando nasce.

Se barba desse respeito, bode não usava chifres.

Mulher e freio não merecem confiança.

Beijo de menina tem vitamina

Vitamina de chofer é poeira.

Tantos cavalos no motor , tantos burros no volante

Rosa reza, Mercedes benze.

Na subida ocê me aperta, na descida nóis acerta.

Pela entrada da cidade se conhece o prefeito

Mineiro quando enfeza, vela sobe de preço.

Se a vida é um buraco, São Paulo é cheia de vida.

Feliz é índio, que só entra em fila quando tem dança na tribo.

Um caminhão gemendo, uma prestação vencendo.

Fonte: Blog do Beto Silva

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Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável

Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovávelA membrana é o filtro do sistema, que compõe o método

conhecido como "osmose reversa". Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável. [Imagem: Juvenal Rocha Dias/Ag.USP]

Dessalinização alternativa

Um sistema mecânico capaz de transformar a água do mar em água potável utilizando energia renovável acaba de ser desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP.

O equipamento poderá atender a necessidade de países como Cabo Verde, na África, onde a água potável não é um recurso tão abundante.

O projeto é de autoria do engenheiro Juvenal Rocha Dias, cidadão caboverdiano, que efetuou os cálculos e medições para o trabalho durante suas pesquisas de mestrado e doutorado na Poli. A ideia surgiu justamente pela observação das necessidades de seu país de origem.

Segundo Dias, já é possível que os governos de países menos desenvolvidos pensem numa alternativa menos custosa que a técnica mais comum de dessalinização, que funciona com energia elétrica obtida a partir da queima de combustível fóssil, como o diesel.

A nova alternativa propõe ser menos nociva ao meio ambiente e pode custar menos ao poder público, no que diz respeito aos gastos com a compra de combustíveis derivados do petróleo.

Coluna de dessalinização

O sistema denominado "coluna de dessalinização" funciona basicamente como um filtro, utilizando energia eólica - fornecida pelos ventos - provinda de cata-ventos ou turbinas eólicas, e energia potencial gravitacional, que existe por conta da força da gravidade, relacionada à massa dos corpos e à altura da qual se encontram.

Dias explica que o processo de dessalinização se inicia com o bombeamento de água salgada para a parte superior de uma coluna, em formato cilíndrico, onde há um reservatório.

O peso dessa água impulsiona um êmbolo que pressiona o ar contido em uma câmara inferior do sistema. Esse ar exerce uma força sobre outro reservatório. A água contida nele é pressionada e passa por uma espécie de membrana.

A membrana é o filtro do sistema, que compõe o método conhecido como "osmose reversa". Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável.

Segundo o pesquisador, a dimensão da coluna a ser construída depende do consumo de água potável desejado. Por exemplo, para a produção de 5 mil metros cúbicos (m3) de água, o que equivale, em média, à água utilizada por 10 pessoas ao longo de um dia, o sistema deve possuir cerca de 25 metros (m) de altura.

De acordo com os cálculos realizados, o consumo específico de energia no processo equivale a 2,8 kWh/m3 de água potável produzida, bem abaixo do consumo específico de energia de sistemas convencionais, que apresentam valores em torno 10 kWh/m3 de água potável produzida a partir da dessalinização da água do mar.

Custo e usos alternativos

A professora Eliane Fadigas, orientadora do estudo, diz que os possíveis gastos com a construção e instalação do sistema podem ser caros. Porém, a longo prazo, o investimento pode valer a pena, principalmente para países na situação econômica como a de Cabo Verde.

"O governo vai poder redirecionar o dinheiro que era utilizado com a compra de Diesel para outras necessidades, ligadas também à população. É evidente que tudo isso depende da vontade política", explica Eliane.

"Além de servir para transformar a água do mar em água potável, a coluna também pode ser adaptada e reprojetada para outros fins. Por exemplo, a partir do uso de filtros apropriados, o sistema pode ser utilizado para a despoluição de riachos e lagos, ou mesmo como fonte de água para uso na agricultura ou produção de energia elétrica", acrescenta a professora Eliane. "Ao idealizar o sistema, pensamos não só na questão dos gases poluentes, mas também onde poderíamos depositar o sal retirado da água. Esse 'resto' pode ser, por exemplo, devolvido para o mar de uma forma controlada", completa o engenheiro.

Limitações do projeto

Durante o estudo na Poli, o pesquisador construiu um protótipo da coluna, utilizando materiais diversos para teste, como baldes, papelão e concreto, e obteve sucesso nos testes. Segundo a pesquisa, os modelos reais terão como principal material o aço. Ainda será testado um protótipo da coluna mais próximo do real, por meio do qual será possível medir, por exemplo, as perdas por atrito, o que pretende aprimorar o modelo.

Segundo o engenheiro, há algumas limitações no funcionamento do sistema. "Uma vez que é movido à energia eólica, ele depende das condições dos ventos, e até mesmo dos requisitos dos cata-ventos, que, por sua vez, devem ser instalados próximos ao mar ou a fontes de água. Isso não acontece caso a fonte de energia seja a turbina eólica, de mecanismo diferente do cata-vento. Há portanto a limitação de espaço, já que quanto mais cata-vento, mais potência", aponta Dias.

Mas já imaginando possibilidades de compensar essas limitações, a pesquisa também sugere utilização da chamada bomba clark, que serve como reaproveitadora das energias "perdidas" durante os processos do sistema.

Xô olho gordo: espante a inveja no trabalho

É comum escutarmos nas organizações expressões envolvendo a preocupação dos funcionários com qualidade de vida e sentido do trabalho. Ao mesmo tempo, nos deparamos com ambientes ainda cheios de contradições e desequilíbrio emocional.
Sim, temos nestes locais um elevado número de pessoas com depressão, ansiedade, frustração, insegurança, tristeza, desanimo e inveja. Portanto, a inveja é uma das “doenças” presentes na sociedade que também habita o mundo organizacional.
Em meio a tudo isto, surge alguém OK, comprometido, competente, com vontade de fazer diferença no dia-a-dia, disposto a fazer esforços além do comum, focado e disciplinado.  Alguém que se planejou para “ser feliz”, decidido a assumir a responsabilidade por sua existência, e que optou não ser “vítima”, encontrando meios para superar as adversidades.
Tudo perfeito, se não fosse um sentimento apontado entre os sete pecados capitais denominado: “inveja”.
Inveja é “o sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem”.
O cargo, credibilidade na empresa, proximidade com as lideranças, presença em projetos especiais e desafiadores, tamanho da sala de trabalho, recursos financeiros para conduzir projetos, cidade que trabalha, quantitativo de colaboradores subordinados, admiração dos colegas, resultados satisfatórios alcançados, conhecimentos, habilidades e atitudes de um individuo. Tudo isto pode ser objeto de inveja no dia-a-dia de trabalho.  
No eixo desta questão existe uma crença negativa de que o invejoso é incapaz de conseguir os mesmos resultados que o outro tem ou é, por incompetência, limitação física ou de qualquer natureza.    
Diante deste quadro, é possível entender por que alguém gera tanto incomodo para algumas pessoas e quanto de sabotagem ele recebe por parte de “um colega específico” ou mesmo por parte de todo um grupo. E o “estranho” é que algumas “lideranças”, às vezes, apresentam este sentimento diante dos colegas que “se destacam”.
A pergunta “infantil” que o invejoso faz é: Por que ele e não eu?
Diante deste cenário de inveja surgem algumas perguntas:
1. o que o empregado deve fazer?
2. qual o papel das lideranças diante desta situação?
3. quais mecanismos as empresas podem apresentar ou implementar para minimizar ou extinguir este sentimento no ambiente corporativo?     
No mundo real, não existe uma resposta única para dar conta da complexidade humana e dos diferentes níveis de “doença no mundo do trabalho”, entretanto algumas ações podem auxiliar a condução desta questão.
Empresa: regras claras, transparentes e justas para todos. Patrocínio permanente do Re-Re (Reconhecimento e Recompensa por resultados bem feitos).  
Gestores: avaliação de desempenho e feedback periódica (comunicada e discutida) com os empregados. Comunicação na definição de objetivos e critérios de reconhecimento e recompensa.
Colaborador: busca constante pelo autoconhecimento. Estar consciente que, por “um tempo”, os incomodados estarão presentes nas relações de trabalho. 
Cláudio Queiroz (Professor de pós-graduação e MBA da: FAAP, FGV,  FIA. Também é autor do livro “As Competências das Pessoas. Potencializando seus Talentos”, da editora DVS)
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Entre para a lista dos melhores talentos da sua empresa

 

Afinal, quem são as pessoas consideradas talentos? É oportuno ilustrar que talento - vocação ou dom - é por convenção o nome que se dá a habilidades diversas, as quais podem ser inatas ou desenvolvidas. Talento é uma competência que imprime um diferencial pela maestria com que é exercida. É o que faz a pessoa ir além do compromisso assumido para desempenhar no “melhor de si” seus roteiros de ação.

Convencionalmente, talentos são os profissionais disputados pelo mercado de trabalho por ter um diferencial competitivo, cujo valor agregado tem impacto direto na entrega dos resultados, e aos quais são reservados cargos de maior destaque, responsabilidade e salários. 

Há uma grande expectativa das empresas quanto ao perfil desse talento e para tornar-se um, não existe uma fórmula mágica, mas a adoção de alguns conceitos pode ajudar e muito. Aproveite as dicas e faça uma avaliação das suas aptidões:

Autoconhecimento – É condição sine qua non que o mesmo conheça a si mesmo, por meio de seus pontos fortes e fracos, e tenha total controle de suas emoções para não tornar-se refém de suas próprias reações. Investir no autoconhecimento é retorno garantido.

Team-building – Talentos são vistos como referenciais nas organizações, mas um profissional não consegue promover resultados e superar expectativas sem a ajuda de outras pessoas. Portanto, interagir bem em equipe e construir alianças nas células de trabalho são condições determinantes.

Rede de relacionamentos – No modo individual você pode até ir mais rápido, mas não chega tão longe. È importante desenvolver uma rede de relacionamento consistente. Estar visível, fortalecer laços e consolidar posições ajuda a ser lembrado.

Habilidades sociais – É oportuno que os talentos sejam mestres no trato das relações interpessoais. Devendo sempre lembrar-se de que as posições se intercalam. Um dia você pode prestar ajuda, enquanto no outro precisará ser ajudado.

Atualização constante – É necessário que haja um investimento contínuo no processo de aprendizagem. O perfil de um talento, na avaliação das empresas, vai além das chancelas acadêmicas e qualificações técnicas. É preciso, também, investir na formação de valores e padrões de condutas.

Valores – O único modo de imprimir longevidade a sua marca pessoal é conquistando a credibilidade das pessoas. Que seu posicionamento configure os conceitos de ética e respeito nas suas relações. Na expressão “walk the talk” – que a sua fala esteja sempre em convergência com suas ações.

Humildade nobre – É necessário que haja muito equilíbrio para que o profissional não se deixe tomar pela arrogância ao pretender ser insubstituível. Lembrando Da Vinci: "A simplicidade é o último grau de sofisticação."

Empreendedorismo – As empresas esperam que seus talentos tenham perfil empreendedor: saibam tomar decisões, assumir riscos, ter iniciativa, buscar novas possibilidades e mantenham uma conduta exemplar junto aos demais colaboradores.

Imagem virtual – Nas redes sociais, não basta participar, é essencial saber se portar. Tudo o que você comentar, apoiar ou reproduzir nas redes sociais, dada a percepção das pessoas, poderá depor contra ou a favor de si mesmo e da sua empresa.

Planejamento – Organização, disciplina e determinação. Esse é o caminho mais seguro para transformar seus objetivos em conquistas. Alinhe o que você quer a quem você é. Sem coerência entre os objetivos, os mesmos podem tornar-se irrealizáveis.

Convergência de propósitos - É fundamental identificar se o posicionamento da empresa é convergente com seu plano de carreira. Avalie se seus conhecimentos e aptidões atendem às demandas e expectativas da empresa e aprimore-os nesse sentido.

E por fim, aprenda a registrar conquistas - Aqueles que não conseguem reconhecer seus próprios méritos, também terão dificuldade de reconhecer e recompensar o esforço do outro.

Homens são de Marte, mulheres são de Vênus e os decisores são de Lua

1Em pleno ano de 2011, a predominância masculina no mercado de trabalho e as diferenças salariais entre homens e mulheres para uma mesma função ainda são significativas. A confirmação veio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em estudo realizado em dezembro de 2010.
Segundo o IPEA, da massa salarial das principais regiões metropolitanas, somente 40% corresponde à participação feminina. Homens ainda são mais promovidos do que as mulheres, que ainda recebem salários menores no desempenho de funções iguais.
Há razões, do ponto de vista do desenvolvimento pessoal, para tal diferenciação? Não e sim.
Por que o não? Porque tal disparidade ainda deve-se aos estereótipos de gênero e aos fatores culturais que decorrem deles.
Como o homem chegou antes ao “mercado de trabalho”, acabou relegando funções de menor valor à mulher quando ela passou a trabalhar fora. O antigo modelo, que nos acompanha desde os primórdios, se repetiu por longos anos. O homem saía à caça pela manhã, voltando apenas ao escurecer, enquanto a mulher permanecia na caverna cuidando da prole. Com o passar dos anos, este modelo apenas foi trocando de roupa e de linguagem, até enfrentar o início de sua ruptura no século passado, quando a mulher passou a “invadir” terrenos culturalmente masculinos.
Num exemplo familiar, soube que meu avô ficou algumas semanas brigando com minha mãe, quando ela optou por estudar e trabalhar fora, desafiando o senso comum que, à época, ordenava que “mulher não precisava desenvolver-se cultural nem socialmente, já que seu lugar era em casa”.
A chegada de Dilma Roussef à presidência reaquece a discussão quanto às competências de homens e mulheres, e até onde as diferenças que existem ajudam ou atrapalham. Ter a posição de maior destaque político do país ocupada por uma mulher, além da clara emblemática de novos tempos, demonstra que, na guerra dos sexos, sairá na frente quem optar por trabalhar a coexistência, o colaboracionismo e a integração, estimulando o melhor que cada gênero pode oferecer.
Homens e mulheres assimilam crenças, sofrem e promovem mudanças. São criativos e inovadores e, em equipe, se complementam. Se os homens focam nos resultados, as mulheres influenciam processos.
Enquanto o homem não perde o objetivo de vista, a mulher cria e identifica novos caminhos para o mesmo. Se os homens são de marketing, as mulheres são de vendas. Visão focada e visão sistêmica são fatores que promovem resultados melhores em sinergia do que quando seus produtos são somados individualmente.
E por que o sim? Toda mudança é gradativa. Ano a ano, nota-se a diminuição na diferença. Podemos dizer que ainda estamos no meio dessa transição cultural e é aí que entra a resposta positiva sob o ponto de vista do desenvolvimento humano.
Processos de mudança sempre são mais rápidos quando encontram força na opinião de quem decide: diretores, empresários, gestores de pessoas, enfim, todos aqueles cujas decisões ainda podem estar reforçando a crença nas diferenças, não na complementaridade.
Quem mais deveria trabalhar pelo desenvolvimento e alinhamento contemporâneo de seus liderados, ainda são os mesmos que tomam as decisões que reafirmam a diferença salarial e de oportunidades.
Logo, quem vive de tomar decisões que impactam o desenvolvimento das pessoas, também precisa se desenvolver e se posicionar nesse sentido, honrando o discurso com a credibilidade de suas ações.
Por uma questão de inteligência, as empresas precisam tornar-se isonômicas para ambos os sexos. Aos céticos, vale lembrar que o jogador brasileiro de futebol com maior reconhecimento no exterior tem sido, nos últimos cinco anos, uma jogadora: Marta.
Yin e Yang, negativo e positivo, razão e emoção, luz e sombra, feminino e masculino são fatores que, isolados, não fazem qualquer sentido. Precisam coexistir. Quando se neutralizam, perdem a utilidade.
Eduardo Zugaib (Profissional de comunicação, escritor e palestrante motivacional e comportamental. Sócio da Z/Training Treinamento e Desenvolvimento - www.ztraining.com.br - falecom@eduardozugaib.com.br)

Conheça melhor seu dinheiro e faça ele trabalhar para você!

Responda rápido! É melhor trabalhar pelo dinheiro ou fazer o dinheiro trabalhar para você? Já consigo imaginar alguns dizendo algo como “eu não tenho dinheiro para trabalhar por mim, por isso fico com a primeira opção”. Mas se esse não é seu caso (e provavelmente escolheu a segunda alternativa), como vai seu “poder de persuasão” sobre seu próprio dinheiro? Você consegue, de alguma forma, “convencê-lo” a trabalhar por você?

Via de regra, nas relações pessoais, profissionais e, por que não, financeiras, “conhecer” é um bom caminho para “convencer”. O quanto você conhece sobre seu dinheiro? Conheça-o um pouco mais, para adquirir um maior controle sobre ele.

Tenho quatro orientações para conhecer melhor seu dinheiro e tomar decisões financeiras mais sensatas que o levarão a se relacionar melhor com ele. São elas:

1) Acompanhe o seu dinheiro: esta talvez seja a parte mais difícil. Quando um especialista em finanças resolve mostrar para uma plateia uma planilha de controle financeiro, os bocejos e a vontade de sair correndo para fazer algo melhor são quase irresistíveis.

Mas acredite, vale a pena. O famoso Lorde Kelvin (como era conhecido o físico irlandês William Thomson, criador da escala Kelvin de temperatura) já dizia que “aquilo que não se pode medir, não se pode melhorar”. Meça suas finanças e elas melhorarão. Agora, por favor, pare de bocejar e comece a fazer sua planilha de controle financeiro.

2) Não tenha medo do seu dinheiro: é uma variação do item anterior. Muitas pessoas têm verdadeiro pavor de ver seu próprio extrato bancário, particularmente aquelas que têm o descontrole financeiro como estilo de vida. O argumento padrão dessas pessoas é “eu sei que minha conta está negativa e estou pendurado no cheque especial, então nem quero ver para não me aborrecer”.

A pessoa que pensa assim está em sério estado de negação e isso só serve para piorar uma situação já ruim. Fugir de um problema para não “se aborrecer” é uma péssima estratégia, e em um país com taxas de juros criminosas como o nosso, as consequências podem ser nefastas. Por isso, seja honesto consigo mesmo e avalie sua situação financeira. Se algo estiver errado, assuma o erro e comece já a trabalhar para mudar essa situação.

3) Se você tem dívidas, nem sonhe em investir dinheiro: cuidado com o fenômeno da “contabilidade mental”, que é o hábito de separar mentalmente o dinheiro em “potinhos”, cada um com uma destinação. Por exemplo, um indivíduo compra um carro com prestações a perder de vista, gerando uma dívida que paga juros altíssimos, mas ao mesmo tempo mantém um dinheiro rendendo uma mixaria na caderneta de poupança para a “faculdade das crianças”, e esse dinheiro não pode ser tocado.

Essa decisão pode trazer algum alívio psicológico, mas é totalmente irracional do ponto de vista financeiro. Nenhum investimento na face deste planeta dará, consistentemente ao longo dos anos, retornos em taxas superiores àquelas que são praticadas em empréstimos e financiamentos.

Então, se você tem dívidas e ao mesmo tempo tem dinheiro sobrando, não perca seu tempo e não pense duas vezes: pague suas dívidas!

4) Pense em ganhar mais dinheiro: uma vida financeira equilibrada e organizada é um bom começo para uma vida mais rica e mais próspera, mas será cada vez mais difícil enriquecer simplesmente poupando dinheiro.

Seja você um empresário, um profissional liberal ou empregado em uma empresa, procure pensar em formas de aumentar seu valor e, consequentemente, seus rendimentos.

Invista pesadamente em educação, informação e networking. Você prefere trocar de carro a fazer aquela pós-graduação que pode alavancar sua carreira? Ótimo, mas tenha em mente que colocar uma grande quantia de dinheiro em um bem que só deprecia, enquanto você tem a opção de fazer algo que gerará mais valor, não é uma decisão financeira muito inteligente.

A escolha é sua, e as consequências também. Escolha ter e gerar mais valor!

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