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Marsylla Salgado Tavares

Archive for março 2012

Você conhece a expressão “Fomo”? (fear of missing out).

As redes sociais têm deixado alguns seguidores com uma terrível sensação de estar de fora dos acontecimentos. Em inglês, esse mal já tem nome: fomo (fear of missing out). Entenda um pouco mais sobre ele para não ser a próxima vítima.

Um conhecido escreve no Facebook que está no show de sua banda favorita. Você não está lá por causa de uma reunião de trabalho. A prima de segundo grau posta uma foto em uma praia paradisíaca no Twitter. É o local que você sempre sonhou conhecer. Do sofá de casa ou de qualquer outro lugar e graças à inseparável companhia dos smartphones, é possível acompanhar os passos dos amigos, desejar a experiência deles e até sentir-se excluído de uma conversa.
Acompanhar essa avalanche de informações é tarefa árdua. São milhões de atualizações, posts e tweets diariamente que provocam diferentes sentimentos, já resumidos em uma sigla: fomo. Em inglês, fear of missing out, ou, traduzido para o português, “medo de ficar de fora”.
A jornalista Bianca Bosker, editora de tecnologia do jornal americano The Huffington Post, se considera vítima dessa sensação, embora saiba que as redes sociais são extremamente importantes para o seu trabalho. Várias vezes ao dia ela checa o Twitter (onde tem mais de 4 700 seguidores) e seu perfil no Facebook (onde tem mais de 1 100 amigos), responde às mensagens que recebe e faz comentários sobre as atividades dos grupos de que participa. “Sofro com o fomo, mas, ao mesmo tempo que essa ansiedade pode distrair o que estou fazendo em um determinado momento, pode ser extremamente motivadora e me levar a grandes aventuras na rede”, diz ela.
Bianca não está sozinha. Uma única página no Facebook dedicada ao assunto reúne mais de 10 000 pessoas de vários lugares do mundo.
Rejeição social
Para o médico Ricardo de Oliveira, coordenador de neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, com sede no Rio de Janeiro, fomo é apenas uma nova denominação para algo que existe há muito tempo. “Quem nunca lamentou não fazer parte de determinado grupo?”, pergunta o neurologista e neuropsiquiatra.
Ele afirma que é preciso ficar atento caso o comportamento comece a prejudicar a usuária e quem a cerca, como família e amigos da vida real. “A rejeição social tem um padrão de ativação cerebral parecido com a dor física e, por isso, dói de verdade. O limite tem de ser colocado quando o que era uma atividade saudável começar a trazer prejuízo”, diz Ricardo.
Fisicamente, o fomo pode provocar fadiga, falta de sono e até transtornos de ansiedade. Se checar os perfis no Twitter e no Facebook não for mais um momento de prazer e provocar irritação ou dificuldade de concentração, pare. Ou pelo menos, tente parar.
A publicitária brasileira Alessandra Lariú, que mora em Nova York, percebeu que estava entrando nessa onda de ansiedade e conseguiu diminuir seu ritmo. Eleita uma das pessoas mais criativas do mundo pela revista americana Fast Company (à frente do chef Jamie Oliver e do estilista Tom Ford), ela controla o tempo que passa nas redes sociais. No fim de semana, evita olhar e-mails, mensagens no celular e, às vezes, nem usa relógio. “Edito as informações que recebo e só clico em links super-recomendados por amigos”, diz.
Para John Grohol, fundador do site Psych Central, um dos maiores sobre saúde mental e psicologia dos Estados Unidos, a ansiedade e a insegurança devem ser evitadas a todo custo. “Esse é o tipo de atividade que não pode trazer mais estresse para ninguém. Não consigo acreditar que saber o que o outro está fazendo vai tornar a vida de alguém melhor. Não mesmo”, afirma o psicólogo. Evitar ser vítima do fomo está em suas mãos.
Como diminuir a frustração
• Evite ler e-mails quando estiver em casa à noite.
• Tente ficar algumas horas do dia sem entrar no Facebook ou checar seu Twitter.
• Desligue o telefone quando for dormir para não ter um impulso de conferir onde os amigos estão de madrugada.
• Quando acordar, tente tomar café da manhã antes de checar os e-mails e as redes sociais.
• Passe mais tempo com os amigos de verdade — e não com os virtuais.
• Se conseguir, fique um dia longe da internet e aproveite para curtir com a família.
O medo em números
70% das pessoas que moram em países desenvolvidos já experimentaram a sensação de fomo. Dessas, quase 30% lidaram bem com a experiência, enquanto 15% não conseguiram.
61% na inglaterra, dos adultos de 18 a 33 anos acreditam que o aparecimento das redes sociais aumentou o receio de ser excluído de alguma situação.
45% os homens americanos são os que mais sofrem: dissera que sentem-se incomodados quando um amigo posta no Facebook ou no Twitter que está fazendo algo que eles não estão. Entre as mulheres, apenas 29% demonstram esse descontentamento.
60% dos adolescentes americanos e britânicos acreditam que as redes amplificam o sentimento de exclusão. Bianca Bosker admite sofrer de fomo: “tenho 4 700 seguidores no twitter e 1 100 amigos no face”

Fonte: Voce SA

O que é economia verde e qual o papel do governo para sua implementação?

De acordo com a ONU, a Economia Verde pode ser definida como aquela que resulta em melhoria do bem-estar das pessoas devido a uma maior preocupação com a equidade social, com os riscos ambientais e com a escassez dos recursos naturais. Muito se discute sobre essa nova economia, e muitos pesquisadores acreditam que a economia verde requer um novo marco teórico. Como iremos mostrar neste texto, não é necessário um novo paradigma para se implementar políticas sociais que tornem a economia mais verde. Os instrumentos da economia neoclássica tradicional podem – e devem – ser utilizados para orientar os formuladores de políticas públicas com vistas ao desenvolvimento da economia verde.
Nesta reconciliação entre a economia e o meio ambiente, a proposta é usar as ferramentas analíticas da ciência econômica para buscar soluções que promovam qualidade ambiental. Ao se introduzir uma abordagem microeconômica à questão ambiental, o debate passa a focar quais são os corretos incentivos que levarão os agentes naturalmente a procurar práticas de conservação ou estratégias para reduzir a poluição.
A preservação do meio ambiente é um típico problema em que ocorre falha de mercado e que requer intervenção do Estado. Poluição e desmatamento são atividades em que tipicamente o custo social supera o custo privado. Por isso, se as atividades poluidoras ou desmatadoras não sofrerem nenhum tipo de interferência governamental, o resultado final será um nível de poluição acima (ou um grau de preservação do meio ambiente abaixo) daquilo que seria considerado socialmente ótimo. A utilização de instrumentos econômicos que induzem os agentes ao comportamento social desejado deve contar com a participação efetiva do Estado, pois as medidas de política fiscal (como impostos mais pesados para firmas poluidoras ou subsídios para implantação de tecnologias ambientalmente corretas) juntamente com a regulação (como limites quantitativos para emissão de gases ou consumo máximo de energia permitido para determinados aparelhos) constituem, talvez, os meios mais efetivos de garantir uma transição da economia marrom para a economia verde.
Do lado da receita pública, é fato que a estrutura de tributação do Estado tem um efeito fundamental sobre os incentivos que enfrentam empresas e famílias, tanto no consumo quanto nas decisões de investimento. Quanto às despesas públicas, a distribuição dos gastos, tanto na manutenção da máquina administrativa (despesas correntes), quanto os que aumentam a capacidade produtiva do país (despesas de capital, principalmente investimentos em infraestrutura), dão o tom de como será o caminho trilhado para o desenvolvimento econômico.
Por exemplo, um passo para a implantação da economia verde seria uma tributação mais pesada sobre combustíveis fósseis, de forma que outras formas de energia renovável ficassem relativamente mais atraentes do ponto de vista do preço de consumo. Outra possibilidade é a diminuição de subsídios concedidos a atividades prejudiciais ao meio ambiente.
Pelo lado da despesa pública, a promoção do crescimento econômico mais sustentável passa pela provisão de infraestrutura energética mais limpa, suporte para pesquisa e desenvolvimento em novas tecnologias não poluentes e mais produtivas, além da concessão de subsídios que alavanquem investimentos verdes pelas famílias e empresas.
Uma melhor distribuição de riqueza ao redor do mundo também é afetada pela política fiscal. Conforme relatório da ONU, estima-se que se as nações desenvolvidas retirassem o subsídio dado à produção de algodão em seus países, a renda real das nações integrantes da região da África subsaariana aumentaria em US$150 milhões por ano.
Sabe-se, contudo, que não é simples administrar as distorções causadas pelo sistema tributário. Um “imposto verde” será mais eficiente quando incidir sobre o bem mais diretamente ligado ao dano ambiental. Isto é, os “impostos ambientais” devem ser aplicados diretamente sobre os poluentes, que muitas vezes não são facilmente observáveis. Ao tributar combustíveis fósseis para diminuir as emissões de carbono, por exemplo, provavelmente se está utilizando uma base eficiente, porque as emissões estão diretamente relacionadas ao volume de combustível consumido. Por outro lado, a tributação de fertilizantes para controlar a poluição da água talvez não seja tão eficiente, pois essa poluição depende dos métodos empregados na agricultura, que podem impedir o escoamento dos agentes poluentes. Nesse caso, seria mais eficiente multar o agricultor que poluir as águas. Dessa forma ele teria incentivo para continuar utilizando o fertilizante, mas adotando as prevenções necessárias para não poluir o meio ambiente.
Do ponto de vista da regulação, uma medida que vários governos ao redor do mundo vêm criando é o sistema cap and trade, sistema de comércio de licenças de emissão, onde as emissões totais são fixadas ou limitadas. O Protocolo de Quioto estabelece um sistema cap and trade no sentido de que as emissões dos países desenvolvidos são fixadas e quem poluir acima do limite pode adquirir direitos de emissão de países que poluem abaixo da meta acordada.
Nos Estados Unidos (EUA), há um debate no Congresso Norte-Americano sobre a instituição de sistemas cap and trade para determinados processos produtivos, produtos ou serviços, de forma que as empresas que não atingirem sua quota de emissão de poluentes possam vender o excedente a outras. A lógica desse mecanismo é que a aferição de um valor econômico às licenças para as emissões irá estimular as empresas a poluírem menos, pois lucrariam com a venda dos excedentes. Isso também terá impacto nos países que exportam tais bens para os EUA.
Claro que também existem aspectos negativos relacionados com a mitigação da poluição. A Austrália apresentou recentemente um projeto (“Securing a clean energy future”), cujo objetivo é diminuir as emissões de carbono pelo país. A principal medida sugerida é a taxação das empresas por tonelada de dióxido de carbono jogada na atmosfera. No entanto, há várias críticas no sentido de que tal taxação apenará toda a sociedade, aumentando o nível de preços, prejudicando a produção e reduzindo os empregos. Esse impacto adverso sobre a economia é consequência, principalmente, do alto custo que o projeto implicará para a geração de energia elétrica, que na Austrália é extremamente poluente por se basear na queima de carvão.
O governo australiano defende-se argumentando que os recursos arrecadados com a tributação do carbono serão devolvidos às famílias por meio de algum tipo de abatimento em outros impostos ou por aumento nas transferências de renda, como pensões.
De qualquer forma, dadas as ações indutoras por menos poluição em vários países, percebe-se uma mudança de comportamento no meio empresarial, inclusive no brasileiro. Em recente publicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI)[1], os empresários são advertidos sobre como é importante entender os múltiplos impactos e riscos que podem influenciar o ambiente de negócios em uma transição para a economia de baixo carbono. Segundo a CNI, há riscos regulatórios, como os custos devidos ao pagamento de taxas e impostos sobre produtos e serviços carbono intensivos e pagamento de multas, caso as metas mandatórias de redução de emissões não sejam alcançadas. Há ainda custos reputacionais e competitivos, como gastos relacionados à perda de fatia de mercado, menor acesso a fontes de capital, bem como perda do valor da marca, caso haja discriminação das empresas não aderentes à economia verde.
Em suma, a política fiscal e a administração das finanças públicas são fatores-chave na transição de um país para uma economia mais verde. O Congresso Nacional, ao votar o orçamento, ao discutir a legislação tributária, tem papel fundamental na definição do caminho que o país adotará.
Para ler mais sobre o tema:
United Nations Environment Programme. Driving a Green Economy: Through Public Finance and Fiscal Policy Reform. 2011 (Disponível em http://www.unep.org/greeneconomy).
Fonte: FERNANDO B. MENEGUIN – Consultor
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Micro e pequenas empresas lideram com 85,9% do emprego formal de janeiro

O Sebrae divulgou ontem (29) que as micro e pequenas empresas puxaram a contratação de trabalhadores no início de 2012. Levantamento feito com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que as empresas que possuem até quatro funcionários foram responsáveis por 85,9% dos 118.895 empregos formais gerados em todo o país em janeiro, o que totaliza 102.111 postos. No mesmo período de 2011, o índice nesse segmento era de 69%.

Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto do Santos, a abertura de mais postos de trabalho em janeiro reflete o incremento da atividade econômica, principalmente no setor de serviços. Ele avaliou que essa tendência deve se manter por conta dos esportivos nos próximos anos, do crescimento do fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros e da melhoria da renda. “Isso implica mais demanda, favorecendo a atividade produtiva e os serviços, o que gera mais postos de trabalho.”

Já as empresas que têm entre cinco e 99 trabalhadores fecharam vagas.  As que possuem entre 100 e 499 empregados em seus quadros contrataram 6,3% do total, e as que têm mais de 500 funcionários, 13,4%.

O Sebrae explicou que das micro e pequenas empresas que possuem menos de 99 funcionários, as do setor de serviços foram as que mais elevaram seus quadros, sendo responsáveis por metade dos novos postos de trabalho. O estudo mostra que, juntas, a indústria de transformação e a construção civil contrataram a outra metade dos profissionais. O único setor que demitiu foi o de comércio, em função de fatores sazonais.

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