Welcome
Labels
- Artigos
- Créditos de Carbono
- Dicas
- Diversos
- Edifícios ecológicos
- Educação
- Empreendedorísmo
- Energias renováveis
- Especiais
- Estratégia
- Fotos
- Gerencimento de Projetos
- Gestão
- Humor
- Imagens
- Infográfico
- Informação
- Inovação
- Marketing
- MPE
- Musicas
- Noticias
- Redes Sociais
- RH
- Saúde
- Sustentabilidade
- Tecnologia
- Vendas
- Vídeo da Semana
Blog Archive
-
▼
2011
(105)
-
▼
fevereiro
(22)
- O cérebro pós-moderno: como as redes sociais nos t...
- O melhor remédio para ressaca? Aspirina e café
- Detalhar ou Improvisar?
- Brasil pode chegar à 7ª maior população de interne...
- A arte de vender é inovar
- Google Docs ganha compatibilidade com mais 12 exte...
- Hackers conseguem burlar sistema de segurança do P...
- Energia limpa avança - Ela pode ser 95% do total e...
- O que é uma Startup?
- Inovação na Educação na Era das Mídias Sociais
- STJ inicia comunicações via malote digital
- ONU quer mais agilidade na emissão de créditos no MDL
- Criado para uso em games, Kinect poderá substituir...
- RIM terá versões do PlayBook para redes rápidas LT...
- O efeito do aquecimento global no urso polar
- Nós vamos invadir sua sala
- Brasil e Guiana vão ganhar nova cartografia
- A Gestão Eficaz de Vicente Falconi
- Das aulas particulares de inglês a empreendedor de...
- Finep quer mais R$ 4 bilhões em quatro anos
- John Kotter: 8 passos para liderar a mudança em su...
- Conflito de gerações e coaching
-
▼
fevereiro
(22)
Archive for fevereiro 2011
O cérebro pós-moderno: como as redes sociais nos transforma
A internet não mudou somente a forma como as pessoas produzem, criam, se comunicam e se divertem. De acordo com o neurocientista Gary Small, diretor do Centro de Pesquisa em Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia (UCLA), ela altera o funcionamento do cérebro.
“Sob certo aspecto, essa revolução digital nos mergulhou em um estado contínuo de atenção parcial. Estamos permanentemente ocupados, acompanhando tudo. Não nos focamos em nada. (…) As pessoas passam a existir num ritmo de crise constante, em alerta permanente, sedentas de um novo contato ou um novo bit de informação”. Gary Small.
Essa sede por novidades, por consumir toda a informação disponível, é o que ocorre com as redes de relacionamento, segundo a pesquisa do Doutor Small. Ao nos acostumarmos à essa excitação, procuramos estar constantemente conectados. “As redes sociais são particularmente sedutoras. Elas nos permitem constantemente satisfazer nosso desejo humano por companhia e interação social”.
Um estudo que está sendo realizado na Universidade da Califórnia começou a desvendar o efeito que as redes sociais produzem no organismo. Os resultados mostraram que twittar, por exemplo, estimula a liberação de níveis de ocitocina e, consequentemente, diminui os níveis de hormônios como cortisol e ACTH, associados ao estresse. Ou seja, isso significa que o cérebro pode ter desenvolvido uma nova maneira de interpretar as conversas no Twitter. E, de acordo com Paul Zack, esta nova maneira é a seguinte: “o cérebro entende a conexão eletrônica como se fosse um contato presencial”, o que pode justificar a mudança que as redes sociais causaram na forma como nos relacionamos e fazemos amizades.
E como isso se relaciona com nosso vício de checar a todo instante o Facebook? É possível que estas interações online dêem às pessoas o mesmo sentimento e sensação que elas teriam ao encontrar seus amigos cara-a-cara. Se esta hipótese, levantada nos estudos de Paul Zack, se confirmar, temos algumas implicações para as empresas que atuam em mídias sociais.
Empresas como Zappos, Nike, Starbucks e outras com grandes cases de ações inovadoras nas redes sociais (que você pode conferir nestes posts), que efetivamente se conectam com seus consumidores online, estarão no topo devido ao que estão construindo: fazendo os consumidores se sentirem como grandes amigos.
Os resultados de pesquisas de neurociência relacionadas às redes sociais, enfim, devem ser tratados como uma ferramenta muito importante para as empresas que querem construir um verdadeiro relacionamento com seus consumidores online.
Fonte HSm online
O melhor remédio para ressaca? Aspirina e café
Sexta-feira, dia do tradicional happy hour, ai vai mais uma dica, principalmente para o dia seguinte.
Ao contrário do que indicam as aparências, não foi pensando em alcoólatras nem em universitários beberrões que Michael L. Oshinsky e sua equipe, da Universidade Thomas Jefferson da Filadélfia, conduziram um estudo sobre ressaca. “Pessoas hipersensíveis a enxaquecas não precisam ficar bêbadas para terem dores de cabeça provocadas pelo álcool – para algumas, basta uma cerveja e o sofrimento no dia seguinte é certo”, diz o pesquisador.
Entre os mais sensíveis estão 25% das mulheres em período reprodutivo e 4% da população mundial de ambos os sexos, que têm dores de cabeça crônicas – mais de 15 por mês. A boa notícia para essa turma – e, indiretamente, para aqueles que passam um pouco da conta quando bebem também – é que a equipe de Oshinsky chancelou a fórmula para combater as dores de cabeça ocasionadas pela ressaca que muitos já empregavam: café e aspirina.
A equipe sondou as causas do mal-estar, que até então eram desconhecidas. Deram algumas doses de álcool a ratos de laboratório e começaram os testes. Em primeiro lugar, examinaram a tese vigente. Até hoje, acreditava-se que a causa das dores de cabeça era um subproduto do metabolismo do álcool no organismo, o acetaldeído. Quando os pesquisadores deram aos camundongos inibidores da ação dessa substância, porém, as dores continuaram. Eles avaliaram, então, uma outra teoria, a de que as enxaquecas fossem o resultado não do acetaldeído, mas de um produto de sua quebra, o acetato. E, combatendo os efeitos desse composto, conseguiram bons resultados.
Neste ponto, é bom perguntar: e como é que os cientistas sabiam se os ratos tinham dores de cabeça ou não? Com um aparelho chamado Filamento de von Frey. Esse dispositivo alongado “cutucava” as regiões do rosto e da cabeça dos ratos que ficam doloridas em casos de cefaléia. Se o rato recuasse a cabeça ou empurrasse o aparelho com as patas, ele estava sentindo dor. “Acetato é, basicamente, vinagre. Nós temos acetato em nosso corpo e o consumimos em alimentos. Por isso, no passado, as pessoas pensavam que essa substância não poderia ser a razão das dores. Mas o que acontece no caso do álcool é que ele produz tanto acetato que o corpo fica sobrecarregado e não consegue mais processá-lo”, explica Oshinsky.
Se os resultados desse experimento forem confirmados por testes posteriores, a receita para diminuir os efeitos dessa sobrecarga é tomar uma aspirina logo após a bebida alcoolica e consumir cafeína de quatro a oito horas depois. “E sob nenhuma hipótese tomar Tylenol ou similares. O princípio ativo desses medicamentos é tóxico ao fígado quando misturado ao álcool”, adverte Oshinsky.
De toda forma, ainda vale a sugestão de moderar na bebida, já que a regra do café com aspirina não cura enjôo nem vômito – e muito menos cirrose.
O que já se sabia sobre o assunto
Sem ressaca: Daniel Kerr, pesquisador do Laboratório de Neurociências do Hospital das Clínicas de São Paulo, na companhia de uma cerveja Guinness (Arquivo Pessoal)
Para Daniel Kerr, pesquisador do Laboratório de Neurociências do Hospital das Clínicas de São Paulo, as sugestões do estudo de Oshinsky não são nada extravagantes. “Essa é a velha questão de que o veneno está na dose”, ele diz. Segundo Kerr, o caminho do metabolismo do álcool no corpo humano já era conhecido. Sabia-se que o acetato era um de seus subprodutos. E faz sentido que a substância cause problemas quando produzida em excesso.
“O acetato tem dois caminhos possíveis depois de entrar no corpo humano: ou faz parte do metabolismo normal da glicose e se transforma em energia ou se converte no que chamamos corpos cetônicos”, explica. “Essas substâncias provocam a redução do pH do sangue – ou seja, o tornam mais ácido – o que pode desestabilizar diversas reações que acontecem no organismo.”
Quando o metabolismo humano está normal, a glicose é processada gerando, entre outras substâncias, o oxaloacetato. Esse ácido se combina com o acetato para transformá-lo, mais tarde, em energia, CO2 e água. “É por essa razão que a sabedoria popular aconselha a não beber de estômago vazio. Quanto mais açúcar alguém tiver no sangue quando ingerir álcool, mais fácil será a sua quebra pelo organismo”, diz Kerr.
Sobre o tratamento recomendado pelo estudo, o neurocientista diz que não há nenhuma novidade na sugestão de aspirina, que é um bom remédio para dores de cabeça em geral, independente de suas causas. Já o café atua em uma outra frente, bloqueando os receptores de adenosina, substância produzida na quebra do acetato e que, em excesso, pode ser prejudicial.
É preciso ter parcimônia no otimismo com o estudo, já que ele usou um modelo animal, o que pode apresentar diferenças com relação ao corpo humano. Mas, em geral, Kerr tende a acreditar que suas conclusões sejam razoáveis. “Eu costumava brincar com meus alunos que a pior coisa que alguém poderia fazer a uma pessoa alcoolizada é dar-lhe café – só o que conseguiriam com isso era ter um bêbado acordado. Parece que agora terei que inventar uma nova piada para minhas aulas”, brinca.
Especialista: Daniel Kerr, bioquímico e neurocientista do Laboratório de Neurociências do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Envolvimento com o assunto: Daniel trabalha com neurociência desde 2002. É formado em Ciências Moleculares pela USP e mestrado e doutorado em bioquímica, com teses focadas em neurociência.
Conclusão
As conclusões de Oshinsky parecem razoáveis, ainda que precisem de mais testes, especialmente para comprovar se são válidas para humanos. Contudo, como bem apontou Daniel Kerr, uma coisa é certa: “Tomar café e aspirina não vai fazer mal a ninguém”.
Leia também: http://pausaparaocaffe.blogspot.com/2011/01/sexta-feira-dia-da-geladinha-vai-ai-uma.html
Detalhar ou Improvisar?
We Die Alone: A WWII Epic of Escape and Endurance, de David Howarth, é um desses relatos: a fuga de um norueguês perseguido pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.
Jan Baalsrud sobreviveu a uma emboscada onde todos os seus companheiros foram assassinados, nadou por águas gélidas, foi soterrado por uma avalanche, ficou temporariamente cego na neve e ainda amputou alguns de seus dedos dos pés com um canivete. Mas sobreviveu.
Sua missão, junto com outros três companheiros, era preparar a resistência norueguesa para missões de sabotagem das tropas alemãs baseadas no Mar Ártico. Num barco pesqueiro eles levariam os equipamentos necessários desde a Inglaterra e se misturariam à população local, recrutando voluntários e treinando-os.
O líder da missão, Sigurd Eskeland, é quem oferece a Dica da Semana:
"Neste tipo de expedição é inútil fazer um plano detalhado, porque ninguém pode prever exatamente o que vai acontecer. O líder sempre tem um nível de responsabilidade que poucas pessoas na guerra têm. As ordem eram dadas em termos gerais e, ao executá-las, ele não tinha ninguém para consultar*."
Por "este tipo de expedição" entenda-se uma empreitada com muitas incertezas, obstáculos desconhecidos, cenários em constante mudança.
Já vi empresas fazendo planos para os próximos cinco anos com precisão cirúrgica: percentuais tinham várias casas decimais e valores financeiros não dispensavam os centavos. Um trabalho tão minucioso quanto inútil, pois ao primeiro soluço do mercado todas as premissas iriam por terra, levando junto o detalhado planejamento.
Em vez de se esmerar tanto num plano de ficção, invista no improviso, na imaginação, na criatividade.
Fonte: pharmacoaching.com.br
Brasil pode chegar à 7ª maior população de internet do mundo
Segundo o instituto americano de pesquisa comScore, até o mês de abril o Brasil vai ultrapassar a França em números de usuários de internet.
A França ocupa atualmente a 6ª posição, mas além do Brasil, a Índia também tem forte presença na web e deixará os franceses para trás. Desta forma, segundo a pesquisa, Índia e Brasil passarão a ocupar respectivamente a sexta e a sétima posição no ranking dos países com as maiores audiências da web, deixando a França na oitava posição.
Não é levado em conta para o ranking a população geral do país; proporcionalmente, os Estados Unidos seriam o país com a maior população de usuários de internet. São 180,9 milhões de usuários de uma população de 309 milhões. Portanto a liderança fica com a China com 291,5 milhões de pessoas com acesso à internet, os americanos vêm em seguida. O Japão em terceiro com73 milhões, Alemanha com 49,3 e Rússia com 46,1 milhões de usuários.
A pesquisa do instituto apontou ainda que em 2010 o Brasil apresentou alta taxa de crescimento de seus usuários; foi uma alta de 20%. Esses dados deixam ainda mais clara a atenção, e a importância, que as empresas precisam ter com sua imagem na internet.
Negligenciar esses dados, as altas taxas de crescimentos de usuários e a participação ativa dos internautas nas redes sociais, é como ignorar a existência da própria internet.
Atualmente a lista completa com o total de usuários de internet por país segue assim:

A arte de vender é inovar
Num mundo em que a velocidade das transformações é cada vez maior, empresas que não forem inovadoras ou pelo menos regularmente inovadoras, tendem a perder participação de mercado ou até mesmo a sua liderança. Sabemos que o objetivo de toda e qualquer empresa é conquistar novos clientes, reter e manter seus melhores e potenciais clientes para obter lucro.
Agora faça um pequeno exercício: Como sua empresa e seus concorrentes perseguiam estas metas?
Se a sua resposta foi vislumbrando como em uma perseguição, melhorar a eficiência de sua empresa cortando custos e praticando processos administrativos de reengenharia, just in time, certamente você tem um problema.
Embora estes objetivos não tenham sido modificados ao longo do tempo, a forma como eles ocorrem efetivamente está alterada. No cenário competitivo atual, não se consegue gerar mais lucro sem criar novas receitas. Por isso a necessidade de inovar.
Quando pensamos no significado da inovação, podemos afirmar que não podemos nos limitar ao produto pois ela pode surgir no processo, na gestão ou até mesmo na abordagem ao mercado.
E um dos pilares da inovação é a orientação e perfil da equipe de vendas focada para perseguir de forma consistente estes objetivos. Estes vendedores não devem se preocupar apenas com a obtenção de pedidos ou contratos e sim se posicionar sobre qual produto venderá para o cliente nos próximos cinco anos de modo a minimizar graves dificuldades posteriores.
Assim, além de perfil técnico forte experiência e conhecimento de mercado, o profissional deve ter uma mudança de mentalidade sobre como se relacionar e é mandatário que ele obtenha informações com todas as áreas e departamentos,sejam elas de engenharia, marketing, finanças ou logística. O resultado desses contatos é que será os insumos da inovação e por meio deste processo e metodologia de vendas é que as empresas poderão introduzir novos produtos que solucionem as necessidades e desejos de nossos clientes.
Deste modo, podemos deduzir que a habilidade de ouvir o mercado é a real vantagem competitiva, permitindo o desenvolvimento da capacidade de questionar premissas, o que se torna fundamental para o descobrimento de novos mercados.
Como é sua equipe?
Formar uma equipe de vendas com estas características não é simples tão pouco rápido, uma vez que demanda muito tempo e treinamento, já que cada vez mais as empresas precisam desenvolver um estilo próprio e pernalizam suas vendas. É preciso, também, criar uma cultura de pensamento de longo prazo, em que estes profissionais primem pelo desenvolvimento de suas habilidades e vislumbrem as características de cada relacionamento. Só assim, eles conseguirão transformar as informações em idéias mais facilmente, tendo como consequência o lucros para a empresa. Pode estar certo de que vale a pena.
Cláudio Goldberg é consultor do instituto MVC.
Google Docs ganha compatibilidade com mais 12 extensões de arquivos
Há algum tempo o Google Docs tem se mostrado uma ótima alternativa gratuita ao pacote Office da Microsoft, ou mesmo doOpenOffice, pela vantagem de ser completamente online. Pelo menos para visualização de arquivos, agora há mais motivos para escapar desses softwares de desktop com necessidade de instalação.
O Google divulgou na última sexta-feira (18) uma atualização para o Google Docs, tornando possível exibir online a visualização rápida de 12 novos tipos de arquivo: Microsoft Excel (.XLS e .XLSX), Microsoft PowerPoint 2007 / 2010 (.PPTX), Apple Pages (.PAGES), Adobe Illustrator (.AI), Adobe Photoshop (.PSD), Autodesk AutoCad (.DXF), Scalable Vector Graphics (.SVG), PostScript (.EPS, .PS), TrueType (.TTF) e XML Paper Specification (.XPS).
Os principais formatos do Microsoft Office já eram suportados pelo Docs, como o DOC, DOCX, PPT, PPTX, XLS e XLSX. Ou seja, não existia o problema de não abrir um documento desses por falta de compatibilidade.
Ao receber um e-mail com algum desses arquivos anexos, o Gmail agora mostra a opção de visualizá-los ao lado do respectivo ícone. A interface do Google Docs Viewer é familiar para quem já tentou abrir um PDF pela ferramenta virtual, inclusive com um índice de páginas em miniatura em uma coluna à direita.
PSD no Google Docs Viewer (Foto: Reprodução)
A adição das novas extensões é uma grande melhoria para visualização rápida, acabando com a necessidade de abrir softwares de edição pesados como o Photoshop apenas para verificar uma foto em PSD, por exemplo. E ainda é possível utilizar o Google Docs Viewer mesmo sem uma conta no Gmail, clicando aqui para acessar a página que gera uma URL do arquivo que pode ser compartilhada.
Hackers conseguem burlar sistema de segurança do PlayStation
Na última quarta-feira (16/2), a Sony divulgou um anúncio de que passaria a banir todos os usuários que destravaram o PlayStation 3 para rodar jogos e softwares piratas ou não autorizados no aparelho. Menos de uma semana depois do anúncio, hackers descobriram uma maneira de burlar a regra e se conectar à PlayStation Network (PSN), voltando a jogar online normalmente em equipamentos destravados.
Os cibercriminosos não se restringiram apenas a burlar a regra da Sony. Em resposta, eles bloquearam o acesso à PSN de usuários que não feriram as regras de uso do PlayStation3. Para conseguir isso, no entanto, os hackers têm de saber o número de identificação (ID) dos consoles. Ou seja, apenas pessoas que divulgaram esse código correm riscos.
A Sony ainda não se pronunciou oficialmente sobre o problema.
Energia limpa avança - Ela pode ser 95% do total em 2050
O acesso à energia é vital para nossas economias, mas a energia é uma das fontes principais de emissões de gases estufa, que colocam nosso clima em risco. Por isto, precisamos de energia renovável, de baixo carbono. Esta aspiração é debatida com frequência - às vezes encorajada, e outras, ridicularizadas -, mas é necessário enfatizar: a revolução energética já está acontecendo.
O Greenpeace, a Agência Espacial da Alemanha (DLR) e o Conselho Europeu de Energia Renovável - que representa mais de 400 mil trabalhadores do setor de energia - juntaram forças em 2007. Desde então, publicaram mais de 40 cenários de evolução energética, globais, regionais e nacionais. Cada um deles se aprofunda na demanda atual de energia de um país e em sua estrutura de fornecimento, e desenvolve uma estratégia para a energia renovável, que se desdobra em períodos de 10 anos até 2050, informa o Grist.
A versão mais recente sobre a evolução da energia renovável (de junho de 2010, que inclui 14 novos cenários nacionais e regionais e identifica necessidades de investimento e impactos sobre o emprego), mostra que salvar o clima ainda está a nosso alcance. Mas os políticos precisam parar de falar e começar a liderar, para que engenheiros e trabalhadores possam finalmente construir.
Apesar de artigos assustadores sobre o desafio gigantesco do setor de energia renovável, a boa notícia é que ele já está sendo enfrentado. A Associação da Indústria Fotovoltaica da Europa publicou um relatório no começo deste mês, afirmando que a capacidade de geração de energia solar fotovoltaica pode crescer dos 36 GW no final de 2010 até 180 GW até 2015, e tem potencial de chegar a 350 GW até 2020 (um gigawatt pode iluminar uma cidade de 800 mil habitantes).
Um relatório semelhante, do Conselho Global de Energia Eólica, do ano passado, mostrou que ela pode responder por 12% da demanda global de energia até 2020, e 22% até 2030. Em 2010, foram instaladas duas turbinas eólicas por hora - num total de 36 mil MW.
Para chegar a 95% de geração de energia renovável em 2050, as instalações eólicas terão de ser cinco vezes maiores que as de hoje, e as solares, seis vezes maiores. Parece muito, mas tendo em vista a expansão acelerada de ambos os setores nos últimos cinco anos, as projeções parecem até conservadoras.
Governos também estão investindo pesado na revolução energética. Em 2009, a China ultrapassou os Estados Unidos como maior investidor em energia limpa. De acordo com o Pew Charitable Trusts, a China investiu U$ 34 bilhões em 2009, e os Estados Unidos, U$ 18.6 bilhões.
Se este crescimento for sustentável - e não razão para que não seja -, o tal desafio gigantesco da energia se torna mais razoável do que foi colocar um homem no espaço nos anos 1960.
Nós também podemos mudar o modo como usamos energia e pararmos de desperdiça-lá. A exploração de todo o potencial de eficiência energética (como isolamento térmico, ou padrões de consumo de boa eficiência), mudanças estruturais na produção (das grandes centrais de energia para uma grade descentralizada) e novas formas de transporte são tudo o que precisamos.
O que é uma Startup?
Cada vez mais idéias e empresas inovadoras surgem no mercado mas não tem capital ou capacidade empreendedora para serem lançadas. Depois do filme “A Rede Social” que mostra os bastidores de uma startup este assunto voltou a tona.
Uma startup pode ser uma empresa, uma idéia, um projeto que esta em fase de lançamento ou que já existe. Estas empresas começam pequenas mas tendem a crescer rapidamente. O mais importante é a inovação e o diferencial envolvido em todo o processo. As startups desenvolvem conceitos e na grande maioria da vezes tem a tecnologia como pano de fundo.
Nem sempre uma idéia inovadora pode ser considerada uma startup. Esta idéia tem que ter escala e capacidade para se transformar em um negócio, ou seja, tem que ter um modelo de negócio viável mercadologicamente e financeiramente. Como as idéias não surgem apenas em empresas com muito dinheiro e com visão de mercado é muito apropriado buscar investidores que estejam preparados para alavancar o negócio, isso não significa que o autor/inventor não possa estar a frente do negócio. Mas contar sua idéia para outras pessoas não é um risco?
Uma idéia que está apenas na sua cabeça não vale nada, vivemos em uma sociedade cada vez mais colaborativa. Com 6 bilhões de pessoas no planeta não é impossível que algumas pessoas tenham idéias muito parecidas em uma mesma época. Comece revelando para pessoas que confia, depois para potencias clientes e assim que aprimorar a idéia parta para um plano de implantação. Lembre-se: o mais importante não é a idéia mas a sua execução. Roubar uma idéia é simples, implantá-la é que é o negócio. Só depois que tiver este plano de negócio parta em busca de investidores.
Se você deseja conhecer um exemplo de startup acesse o site da Navegg, empresa curitibana de targeting on-line que analisa o comportamento dos internautas e permite as empresas atingirem o seu publico de forma individualizada.
Inovação na Educação na Era das Mídias Sociais
As estruturas e estratégias na Educação estão mudando. Os professores, escolas e universidades estão se adequando ao novo conceito de aprendizagem, que são as mídias sociais é onde a audiência do aprendizado está.
Abaixo trago alguns cases, que demonstram claramente o sucesso de integrar as mídias sociais no aprendizado.
ThePhysicalEducator.com lança posters com QR code
O site canadense para professores de educação física ThePhysicalEducator.com lançou uma série de posters com QR code. Quando estudantes escaneiam o QR code, eles se conectam automaticamente a um vídeo do Youtube demostrando a habilidade/exercício listado no poster. Uma forma de interagir na aprendizagem de forma diferente e divertida.
KFC oferece $20.000 como bolsa para faculdade pelo melhor tweet
Para participar, os estudantes devem seguir a KFC no Twitter (@KFC_Colonel) e twittar o que eles acham que exemplificam a frase “Colonel Sanders’ commitment to education”.
Faculdade de Londres oferece curso de graça pelo Facebook
London School of Business and Finance anunciou que quer facilitar o acesso à educação de qualidade. Sem custo, qualquer estudante com um computador conectado pode se cadastrar para as aulas no Facebook, e só pagar se decidirem usar o curso como créditos para a faculdade. No Facebook, terão aulas em vídeo e grupos de discussões, tudo acessível se você “curtir” a página.
Rede social de caronas brasileira – Unicaronas
Unicaronas é uma rede social brasileira para universitários conseguirem e darem caronas, na ida e volta da faculdade.
Universidade Norte Dame lança primera aula no iPad
Notre Dame lançou a primera aula ensinada usando um iPad e materiais feitos para eReader no lugar de cadernos e livros tradicionais. Isso encoraja os alunos a interagirem com o conteúdo, fazerem pesquisas e participarem de discussões.
Aposte sua nota e ganhe dinheiro no Ultrinsic
Ultrinsic permite que universitários americanos apostem suas notas para ganhar dinheiro. Um estudante coloca uma nota que aposta atingir e estuda. O site permite que qualquer usuário aposte se ele vai conseguir a nota ou não. Se a nota é alcançada, o site paga a soma que foi arrecadada na aposta. Se o estudante falhar, ele perde o dinheiro inicial que apostou.
App permite que estudantes leiam livros didáticos no celular
iPad and iPhone app chamada CourseSmart eTextbooks permite que estudantes acessem seus livros didáticos, leiam e façam anotações virtuais.
One Billion Minds repostas crowdsourced para os maiores desafios do mundo
One Billion Minds é uma platforma inovadora que conecta estudantes/universitários do mundo todo para resolverem problemas de empresas/instituições que buscam soluções para problemas reais. Há grandes prêmios para os colaboradores.
STJ inicia comunicações via malote digital
A Secretaria de Documentação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulga uma nova ferramenta para envio e recebimento de documentos oficiais. Trata-se do Malote Digital, sistema criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a modernização da administração judiciária.
O Malote Digital deve contribuir para o aprimoramento da comunicação oficial da Corte com os demais órgãos do Poder Judiciário e ser utilizado para a expedição e devolução de cartas precatórias entre juízos de tribunais diversos.
O sistema foi instituído pela Resolução n. 100/2009, do CNJ, para servir de meio de troca de comunicações oficiais eletrônicas entre o próprio CNJ, o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o STJ e os demais tribunais integrantes das justiças federal, estadual e distrital, bem como das justiças especializadas. O sistema não é destinado ao uso de advogados.
Ao chegar por malote eletrônico ao STJ, o documento administrativo será encaminhado à unidade a que se destina por meio do sistema de tramitação de processos administrativos do Tribunal. Caso o documento seja judicial, receberá tratamento equivalente ao de uma petição. Isso deverá facilitar, por exemplo, o trabalho dos ministros relatores em atividades como a solicitação de informações sobre o processo aos tribunais de origem, o que agora poderá ser feito por meio eletrônico.
Para a operacionalização do sistema no âmbito do STJ, foram cadastradas duas unidades organizacionais – Protocolo Administrativo e Protocolo de Petições – que serão responsáveis pelo recebimento, triagem e encaminhamento dos documentos na nova aplicação. A ferramenta também é mais uma iniciativa que contribui para a redução do uso de papel no Tribunal.
ONU quer mais agilidade na emissão de créditos no MDL
Comitê Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo está reunido na Alemanha para encontrar maneiras de facilitar a liberação de créditos de carbono e de como incentivar mais países a participar da ferramenta.
O conceito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é premiar projetos em países em desenvolvimento que reduzam as emissões de gases do efeito estufa com créditos de carbono (RCEs - Redução Certificada de Emissão) que podem ser negociados nos mercados internacionais.
Mas desde a sua criação, sempre houve problemas com a burocracia e com os altos custos envolvidos para que cada projeto conquistasse seus créditos. Além disso, aconteceu uma concentração das iniciativas em países como a China e a Índia, onde os governos locais estimularam a adesão ao mecanismo.
Como tornar mais ágil o processo de obtenção das RCEs e como aumentar a participação das pequenas nações e dos países insulares no mecanismo são as metas da 59º reunião do Comitê Executivo (CE) do MDL que está sendo realizada nesta semana em Bonn, na Alemanha.
“É importante fazer com que mais países percebam os benefícios do MDL. Temos que ter grupos trabalhando na divulgação do mecanismo e ajudando os projetos para que sejam desenvolvidos da melhor maneira para facilitar a certificação”, explicou Asterio Takesy, membro do CE, durante a webcast de abertura da reunião.
O encontro está sendo coordenado por Martin Hession, responsável pelos mercados de carbono globais do Departamento de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido.
A intenção do CE é que até julho novas metodologias que agilizem e democratizem o MDL já estejam ao menos formuladas.
“O plano é ambicioso, mas não sei se é realístico. Para dar certo todo o foco e recursos do painel de metodologia deverão estar nessa tarefa. Simplificar os procedimentos pode levar muito mais tempo do que se imagina”, afirmou Lex de Jonge, antigo presidente do Comitê Executivo.
Nas duas primeiras semanas de fevereiro apenas 1,97 milhões de RCEs foram emitidas, muito pouco em comparação às 15,4 milhões na primeira metade de janeiro. Outras 3,2 milhões devem ser liberadas em breve.
“Nós devemos tentar acabar com os gargalos no mecanismo este ano. Eu acredito que manter uma meta ambiciosa marcando o prazo limite para a nossa 62º reunião em julho é a melhor maneira de conseguirmos isto”, disse Takesy.
EU ETS
Se o Comitê Executivo quer mais agilidade no MDL, a Comissária Climática da União Européia, Connie Hedegaard, quer justamente o oposto para as negociações imediatas (spot trade) no Esquema Europeu de Comércio de Emissões.
A Comissária encomendou um estudo para avaliar como implementar um mecanismo de atraso nas negociações imediatas e assim dificultar a venda de créditos roubados.
Autoridades acreditam que a velocidade do mercado facilita as ações criminosas, já que antes mesmo que o roubo se torne público os créditos já foram negociados por diversas contas.
A idéia de estabelecer um “delay” nas negociações deve ser debatida em março, quando será realizada uma reunião entre a Comissária e representantes dos Estados membros do EU ETS.
Somente o último caso de roubo de créditos no leste europeu causou o prejuízo de € 30 milhões. Ninguém ainda foi responsabilizado, porém a Europol acredita se tratar de uma quadrilha sediada na Romênia
Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais
Criado para uso em games, Kinect poderá substituir o mouse

Alex Kipman é conhecido por ter liderado a iniciativa que levou à criação do Kinect, na Microsoft. O sensor para o console de jogos Xbox permite interagir com os games agitando as mãos e outras partes do corpo, sem necessidade de manusear um dispositivo de controle. Veja o que ele disse nesta entrevista.
Qual é o limite tecnológico do Kinect?
O Kinect é um conjunto de software e hardware que funciona como pincéis e uma palheta de tintas. Então, o limite é a criatividade do desenvolvedor. A indústria de games deve pegar esse aparato e criar o que for possível, como se estivesse fazendo trabalhos artísticos. Dá para fazer coisas inimagináveis com o Kinect.
O Kinect não identifica, por exemplo, os dedos dos jogadores. Isso não é um limite técnico?
O sistema já é capaz de rastrear os dedos. Mas deixamos esse recurso desativado. O motivo é simples: as pessoas que jogam com o Kinect estão sempre com as mãos fechadas. Basta observar uma criança jogando para notar que ela pula e se movimenta com as mãos fechadas. Por isso, os jogos do Kinect, por enquanto, não precisam identificar dedos. No futuro, se aparecer um jogo em que seja necessário usar os dedos, poderemos fazer o hardware enxergar até o dedão do pé com apenas uma atualização no software de controle do Kinect.
A indústria de jogos está pronta para o Kinect?
Quando apresentei o Kinect ao CEO da Harmonix Music Systems, Alex Rigopulos, ele disse: “O Kinect é a tecnologia que eu esperei a vida inteira”. Sabe por quê? Com o Kinect ele pode contar novos tipos de histórias e ensinar os jogadores a fazer outras coisas. O pessoal da Harmonix criou o Dance Central, onde o jogador usa o Kinect para dançar. A indústria de jogos já pegou a palheta de cores e os pincéis do Kinect, e vai usá-los para criar jogos com boas histórias e muita diversão.
Não vimos nenhum jogo para Kinect com gráficos excepcionais, como os do Call Of Duty. O Kinect funciona com jogos desse tipo?
Sim, é só uma questão de tempo até termos um bom catálogo deles no mercado. Nós só não anunciamos jogos com gráficos excepcionais ainda por uma questão de estratégia. A Microsoft decidiu que, na estreia do Kinect, em novembro passado, os jogos deveriam agradar a todos os públicos. Demos prioridade a títulos que favorecem a interatividade e a diversão em família. Os gráficos não eram o objetivo principal. Mas, com o passar dos meses, jogos hardcore, como os de tiro em primeira pessoa, vão aparecer. Num evento recente, apresentamos o Steel Battalion, um jogo de guerra que usará ao máximo os recursos do Kinect.
Agora que o Kinect ficou pronto, em que você está trabalhando?
O Kinect é o começo de uma jornada. Quero fazer as tecnologias evoluírem, e, ao mesmo tempo, desaparecerem para o usuário.
O objetivo é colocar o corpo no comando?
Não necessariamente. O Kinect é muito mais do que um dispositivo para usar o corpo como controle. Ele capta também a voz dos jogadores. O objetivo é fazer com que a tecnologia entenda os humanos. Quero que os sistemas fiquem mais naturais. Eles deverão entender quem são as pessoas, além de captar movimentos e vozes. Quero que parem de usar o mouse.
Que resultados esse trabalho vai trazer?
Em dez anos, as pessoas não vão precisar mais aprender tecnologia e nem apertar botões, digitar textos num teclado ou usar o mouse para controlar um computador. Vamos olhar para o mouse e achar que é algo muito arcaico.
O Kinect chegará aos PCs?
Por enquanto, eu não sei de nenhum plano para levá-lo a outras plataformas, como o PC. Mas, como o Kinect é uma revolução, ele não vai terminar sua história no Xbox.
Os hackers já instalam o Kinect em plataformas como Mac e Linux. A Microsoft não está perdendo tempo?
Eles não são hackers. São entusiastas por tecnologia e eu adoro pessoas assim. Deixei partes do sistema abertas para que eles brincassem e tivessem acesso à tecnologia que está mudando o mundo dos jogos. Gosto de inovação e sou diretor de uma área de incubação de novas tecnologias. Não faria sentido deixar o Kinect totalmente fechado.
RIM terá versões do PlayBook para redes rápidas LTE e HSPA

Toronto - A Research in Motion, fabricante do celular inteligente BlackBerry, lançará seu tablet Playbook em versões para dois outros padrões de rede sem fio de alta velocidade no segundo semestre de 2011, anunciou a empresa.
A decisão de oferecer o Playbook em versões compatíveis com as tecnologias LTE e HSPA+ garante acesso às mais avançadas redes de dados sem fio do mundo, incluindo todas as operadoras de telefonia móvel da América do Norte.
A primeira versão do Playbook, com WiFi e Bluetooth mas sem conexão com rede celular, vai sair em março e a operadora de telefonia móvel norte-americana Sprint Nextel vai lançar uma versão do aparelho para sua rede WiMAX a partir da metade do ano.
Mas alguns analistas estão impacientes diante do cronograma da RIM para o PlayBook, que foi anunciado em setembro e ingressará em um mercado crescente, mas já dominado pelo Apple iPad. O produto da RIM vai concorrer por atenção com tablets de rivais como Samsung, Motorola Mobility e Hewlett-Packard.
"É como muitas das coisas sobre o PlayBook: temos de começar a vê-las, é preciso levá-las ao mercado", disse Colin Gillis, analista da BGC Partners. "Houve mais conversa que produto. Quando o aparelho tiver saído, o iPad 2 já estará à venda."
A versão WiFi do PlayBook poderá se conectar ao BlackBerry existente do usuário e obter acesso aos dados do aparelho e sua conexão sem fio, mas isso pode dar às operadoras pouco incentivo para subsidiarem ou venderem o PlayBook agressivamente.
As redes High Speed Packet Access (HSPA+) são usadas por AT&T e T-Mobile nos Estados Unidos e pela Rogers, BCE e Telus no Canadá. As redes Long Term Evolution (LTE) são um padrão totalmente IP que a Verizon Wireless e outras operadoras começam a empregar.
Ambas as tecnologias foram concebidas para transportar grandes volumes de dados, o que é necessário para streams de vídeo e downloads de arquivos volumosos em velocidades rápidas.
A RIM também anunciou ainda a aquisição da Gist, uma empresa de redes sociais empresariais, por montante não revelado, para tentar reforçar sua posição diante da Apple, do Google Android e da parceria recentemente anunciada entre Nokia e Microsoft, no competitivo mercado de telecomunicações móveis.
Nós vamos invadir sua sala
O lançamento do Apple TV traz à tona uma nova convergência da nossa conhecida televisão. Desde o surgimento do YouTube e serviços que oferecem o grátis em contraposição ao exclusivo, como o Hulu, é comentado o fim da TV. No entanto, vemos o quão longe está esta realidade. O que mudou, apenas, é o modo de assisti-la, que passou a ser ativo e muitos anunciantes começam a se preocupar em como atingir seus consumidores nesse novo formato.
Entram em cena novos conceitos como o Apple TV, Google TV, Netflix para dar outra função à TV e contrariar as previsões da substituição pelo computador.
No Brasil, este é um longo caminho, já que a TV aberta possui grande aceitabilidade mesmo com as mudanças de comportamento percebidas nos consumidores, que passam a utilizar a internet para assistir seus programas favoritos. Em paralelo, temos um interessante nicho que começa a surgir com a chegada do Ipad, antes mesmo de seu lançamento oficial no Brasil, da Apple TV.
Case de sucesso: Apple TV
Ao contrário da concorrência, mais uma vez, Steve Jobs apostou contra a maré e lançou a Apple TV sem uma AppStore, modelo já consolidado de sucesso para o Iphone, Ipad ou Ipod. Para o guru, as pessoas sentam em frente à TV para entretenimento e não para acessar um computador. Essa é a característica que diferencia Apple e Google: enquanto a primeira começa simples e adiciona a complexidade gradualmente, a segunda companhia Google oferece todas as possibilidades para ver qual emplaca. O projeto Google TV é bem mais complexo e conta com busca, aplicativos e internet, mas, a um preço bem menos acessível.
Assim como o sucesso do mercado de aplicativos para Iphone e Ipad, o lançamento de aplicativos para Apple TV promete prover um novo mercado, tanto para desenvolvedores quanto para anunciantes conversarem com seus consumidores de uma maneira mais próxima, mais contextualizada e, principalmente, que dribla a inexistência do intervalo comercial.
A TV e a sala de estar estão em transformação, uma vez que o entretenimento ganha maior amplitude. Kinetic, Nintendo Wii, Internet na TV, 3D, são novos instrumentos para a mesma satisfação que tínhamos ao assistir “Sessão da Tarde” na TV aberta. Assim, surgem oportunidades para desenvolvedores apostarem nessa nova corrente.
Imagine, por exemplo, que com estes aplicativos é possível transformar Apple TV e Google TV em uma plataforma de jogos, de relacionamento em redes sociais e, de quebra, de seriados, programas e filmes. Com o Facetime, aplicativo da Apple que faz chamadas no Iphone 4 com vídeo, você poderia falar com alguém que esteja no celular, com vídeo, sentado em sua sala de estar através da TV, por exemplo.
Será um mercado lucrativo? Talvez. O iPad vendeu 2 milhões de unidades nos dois primeiros meses de mercado e a Apple, segundo Steve Jobs, pagou aos desenvolvedores mais de US$1 bilhão, uma média de quase US$ 4.400 por aplicativo. A taxa de crescimento atual da AppStore deve passar a marca de 10 bilhões de downloads no início de Abril de 2011.
O entrave para o mercado brasileiro está na burocracia e a aparente falta de interesse pela Apple, enquanto que nos Estados Unidos a marca alcançou, finalmente, a característica de marca de massa.
Por aqui, ainda é tratado por anunciantes como nicho de um público mais elitizado, com o intuito de agregar à marca conceitos de inovação em torno de seus aplicativos. E os desenvolvedores aproveitam justamente a audiência global para potencializarem suas vendas e nunca focam apenas no mercado brasileiro.
Façam suas apostas. Eu aposto sempre no Steve, mas ele não está, por hora, para guiar o mercado.
Vitor Elman é sócio e diretor de criação da agência Cappuccino Digital - vitor@cappuccinodigital.com.
Brasil e Guiana vão ganhar nova cartografia
Limitada, ao norte, por um ambiente costeiro sob a influência do rio Amazonas; na parte central, por uma floresta cortada por duas rodovias nacionais (Macapá/Oiapoque e Saint-Georges-Caiena); e ao sul, por dois parques nacionais - o Parque Amazônico da Guiana Francesa e o Parque Nacional do Tumucumaque, do Brasil - a área transfronteiriça entre a Guiana Francesa e o Amapá é uma região de grande diversidade ambiental.
A Gestão Eficaz de Vicente Falconi
De acordo com o consultor Vicente Falconi, os pilares da Liderança. Conhecimento Técnico e Método são os três pilares que devem ser construídos de forma contínua nas organizações para obtenção de resultados positivos.
Para Vicente Falconi, consultor e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, garantir resultados eficazes por meio de uma boa gestão depende de três pontos estratégicos:
1.Liderança
2.Conhecimento técnico
3.Método
Apesar da fórmula parecer simples, é necessário desenvolver um trabalho de auto-análise e desenvolvimento das pessoas da organização. Para Falconi, a liderança é o principal item para se chegar a uma gestão eficaz. “De nada adianta método ou conhecimento técnico se não existe liderança para fazer acontecer”, posiciona-se em seu livro “O verdadeiro poder”.
A boa governança, na visão do acadêmico é a condição fundamental para o exercício da liderança. Por isso, cabe ao líder criar metas executáveis e desafiadoras. Ao mesmo tempo ele deve promover o domínio do método pela equipe com crescimento constante nas técnicas e recursos de análise.
O líder também deve ter um perfeito gerenciamento da rotina, fornecer treinamento, inspirar as pessoas para sonhar grande, fazer coaching, promover a meritocracia, entre outros pontos. Resumidamente, liderar, na opinião do consultor, é “bater metas através da equipe fazendo certo”, como define em recente entrevista á Exame TV.
O executivo defende que alcançar os objetivos de forma ética e entusiasmada, sem ferir outras pessoas, também é o caminho para executar uma boa liderança. Sendo assim, a liderança envolve método, pois está relacionada a atingir metas; abrange cultura e recursos, porque requer o uso de todos os recursos humanos de forma eficiente e tomada de decisões baseadas em fatos e dados.
E quando se fala de meta, o executivo é enfático em suas obras de que a meta precisa ter um objetivo, um valor e um prazo. “Tem que ter um comprometimento”, reforça.
Sob o ponto de vista do conhecimento técnico, Falconi acredita que ainda há muita confusão entre conhecimento técnico e conhecimento de método. “Conhecimento técnico é o conhecimento relacionado com o processo no qual o indivíduo trabalha. Se alguém trabalha em marketing, deve ter conhecimentos profundos que são específicos dessa área”, conceitua o acadêmico em sua obra.
De acordo com Falconi, o método é o caminho para o resultado. “O método é então a essência do gerenciamento. Gestão é método”, conclui Falconi, em seu livro. Entenda-se por método a busca pela verdade, contida em informações organizacionais atuais, que serve de apoio para a tomada de decisão.
“A essência do trabalho numa organização é atingir resultados e, portanto, o domínio do método, por todas as pessoas, é fundamental. Isso é válido para todas as pessoas de uma empresa, desde seus diretores até os operadores, que devem ser envolvidos no método de solução de problemas para atingir os resultados necessários”, conclui.
Das aulas particulares de inglês a empreendedor de sucesso
Para quem acredita no que faz, o sucesso nos negócios pode estar mais próximo do que se imagina. Carlos Martins, proprietário do Grupo Multi, que controla as marcas Wizard, Yázigi, Skill, Microlins, SOS e Bit Company, entre outras, começou sua empresa há mais de 20 anos lecionando aulas particulares na sala de sua casa.
Carlos é membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Dez por cento de tudo o que ganha vai para igreja. Como prega a religião, não fuma e não bebe. Casado há trinta anos, tem seis filhos. Aos 17 anos, foi aperfeiçoar o inglês nos Estados Unidos e conheceu os métodos de ensino de idiomas do maior centro mórmom do país, a Brigham Young University, em Salt Lake City. No final da década de 1980, voltou ao Brasil como executivo de uma empresa de papel e celulose, em Campinas. Atendendo a pedidos dos colegas de trabalho, começou a dar aulas particulares de inglês, após o expediente.
Tempos depois, contrariando os conselhos de muitos amigos, decidiu deixar o emprego e abrir a escola de inglês Wizard, apesar da época turbulenta que economia brasileira atravessava, marcada pela escalada dos preços e por uma série de planos econômicos que não deram certo.
A Wizard foi a pioneira no conglomerado Grupo Multi, que hoje reúne diversas marcas de escolas de ensino de idiomas, profissionalizante e de informática. No final de 2010, o grupo adquiriu a Yázigi e encerrou 2010 com receita total - incluindo franqueadora e unidades franqueadas - de 2,3 bilhões de reais e um total de 45 mil funcionários.
Como resultado de toda esta trajetória, Carlos incorporou Wizard ao seu nome. Nesta entrevista ao movimentoBrasil: Presença na Gestão que Dá Certo, Carlos Wizard Martins conta como desenvolveu o modelo de gestão que transformou o Grupo Multi numa multinacional brasileira.
Como você avalia a evolução de sua empresa?
Acredito que antes de uma empresa ser bem-sucedida, ela precisa ser uma atividade geradora de renda. Toda empresa tem a cara do dono. Se o dono é um empreendedor, todas as ações serão no sentido de promover a expansão do negócio.
E com as demais empresas do grupo, funciona da mesma maneira? Quais as mudanças que a empresa promoveu para fazer essa evolução?
O maior desafio em um processo de aquisição é manter o DNA existente do core business, valorizar as pessoas que fizeram o negócio crescer e dar um atendimento ainda melhor ao cliente. Quem conseguir atingir estes três objetivos terá êxito num processo de aquisição.
Como você define sua liderança? Quais os pontos fortes? Dentro desse espírito empreendedor, você decide sozinho suas estratégias de crescimento? Como e por que tomou esses caminhos de crescimento?
Eu me considero um administrador muito objetivo e racional. Porém, para ser bem-sucedido, o executivo precisa equilibrar o seu lado racional e o emocional. Confio muito na formação de pessoas, qualificação da equipe e valorização do ser humano. Ninguém jamais realizou algo grande sozinho. Por isso, todas as estratégias do grupo são tomadas em consenso com os demais gestores e clientes líderes no sistema. É a forma mais inteligente e racional de se administrar.
Como administrar bem as franquias, um enorme desafio quando se fala em educação, que é serviço, não produto, e que depende demais da interação fornecedor- cliente?
Eu considero o sistema de franchising a forma mais segura e rentável para alguém que queira ter o negocio próprio. O investimento em treinamento no parceiro e suas equipes é uma constante. Manter o bom relacionamento é essencial. Quem não tiver esta visão não terá vida longa no mercado.
Como o Grupo lida com a Internacionalização?
A globalização nos mostrou que o mercado é muito maior do que os limites territoriais de nosso País. Este passo exige experiência, competência e profissionalismo. Internacionalização sem estes critérios é um tiro no escuro.
E sua opinião sobre as recentes aquisições?
Se você pretender alcançar e manter a liderança, este é o caminho. Ou você lidera ou será liderado.
Quais os tipos de profissionais que fazem parte da empresa? Como a empresa retém esses talentos?
Somos uma grande escola de empreendedores. Buscamos talentos empresariais e formamos profissionais nesta área. Portanto, a habilidade de inspirar e motivar as pessoas é um talento que valorizamos muito. Também sabemos que dificilmente encontramos profissionais 100% preparados no mercado. Na maioria das vezes, contratamos pelo histórico e potencial que o indivíduo possui e depois trabalhamos juntos para lapidar este diamante. Vários são os casos também de estudantes universitários que vieram para o grupo como estagiários e, por meio de seu empenho e dedicação pessoal alcançaram níveis superiores na hierarquia da empresa. Como manter estes talentos? Remuneração, reconhecimento e oportunidade de crescimento. Somente salário não é suficiente para segurar talentos na área de gestão.
Quais os principais desafios que a empresa já enfrentou?
A expansão internacional sempre é um grande desafio. Erramos no passado quando abrimos uma escola para mil alunos no centro de Orlando, Flórida. Adquirimos um imóvel por US$ 1 milhão. Ficamos com a escola por três anos e nunca atingimos 100 alunos. Foi um período marcado por prejuízos. Esta foi uma lição cara que aprendemos. Quando for para um novo país tenha um parceiro local. Ele conhece a cultura, as melhores práticas e caminhos para se alcançar o sucesso mais rapidamente. Atualmente estamos em dez países, todos com parceiros locais.
Quais os diferenciais que fizeram com que a empresa se destacasse no setor de Educação?
Tive a oportunidade de atuar como instrutor de português na Universidade Brigham Young, em Utah. Esta experiência profissional e acadêmica foi o berço da metodologia de ensino que adotamos. Desde o início buscamos nossos primeiros franqueados entre os candidatos apaixonados pela área de Educação. Mais tarde expandimos nosso leque de atuação para cursos técnicos e profissionalizantes. Ano passado lançamos o conceito de ensino de português e matemática como complemento escolar. Portanto, assumimos a educação como uma missão empresarial.
Quais os planos futuros da empresa?
Temos como objetivo ser o maior grupo no setor de educação deste País. Para isso, possivelmente em 2011 faremos a aquisição de um negocio na área de sistema de ensino. Ou seja, desejamos fornecer materiais didáticos para colégios de ensino fundamental e médio.
Qual a importância da inovação tecnológica para a holding?
O avanço tecnológico é irreversível. Estamos atentos às tendências mundiais de ensino a distância, não somente como uma atividade isolada, mas também como um complemento ao ensino presencial. Além disso, entendemos que o aluno atual busca a mobilidade do conhecimento. Com a facilidade de acesso da internet em qualquer telefone celular, a pessoa pode estar em qualquer lugar do planeta e ter acesso ao conhecimento desejado. Este é um ótimo desafio para as empresas líderes em seus setores.
Quais as alianças estratégicas fundamentais para o crescimento da empresa?
As empresas maduras fazem geralmente três modalidades de alianças estratégicas: com fornecedores, com mão de obra terceirizada e associação de marcas para atendimento de um público específico.
Como a empresa trata a questão da governança corporativa? E da sustentabilidade nos negócios?
Todo empreendedor que viu sua empresa nascer passa pelo processo de descentralização. Ou seja, a empresa deixa de ser uma organização familiar para assumir uma postura de gestão corporativa. Neste momento a delegação, a confiança e acompanhamento são essenciais para permitir o crescimento do negócio. Os executivos precisam de espaço e autonomia para aplicar seu talento a favor da organização.
Qual é o modelo de gestão que a empresa adota? Gestão do conhecimento? Por competências?
Somos um grupo muito focado em resultados. Os profissionais que fazem parte do Grupo Multi entendem que nada substitui os resultados e metas da empresa. Quem tem esta visão alcança os melhores níveis de remuneração, premiação e fidelização no sistema.
A empresa tem planos para abrir capital em 2012. Como está se preparando para isso?
A abertura de capital de toda empresa é um sinal de maturidade e de oportunidade de mercado. Neste sentido temos feito aquisições importantes, estamos consolidando empresas e preparando a estrutura corporativa. Acreditamos que estamos no rumo certo. O sucesso acontece quando a preparação encontra uma oportunidade.
Finep quer mais R$ 4 bilhões em quatro anos
Ao tomar posse como presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix calculou em três anos o tempo necessário para a agência tornar-se instituição financeira plena e aumentar linhas de crédito. No entanto, fontes de novos recursos ainda não estão definidas
A posse de Glauco Arbix na Finep, em substituição a Luis Fernandes, no cargo desde 2007, foi a primeira oportunidade para membros do novo governo detalharem as diretrizes da proposta de transformar a Finep em banco de fomento à inovação. Na cerimônia de 28 de janeiro, no Rio de Janeiro, tanto o presidente empossado quanto o ministro Aloizio Mercadante reforçaram a proposta de aumentar o investimento público em inovação por meio da duplicação das linhas de crédito da Finep.
"Precisamos dobrar o crédito porque queremos dobrar o número de empresas que atingimos", afirmou Arbix, em entrevista coletiva após a posse.
O novo presidente sugeriu a meta de capitalizar a agência com mais R$ 4 bilhões. O valor estaria de acordo com o objetivo de elevar o investimento privado em pesquisa e desenvolvimento (P&D) dos atuais 0,65% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,9%, até 2014, que, informou Arbix, deverá constar da nova Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), ainda a ser aprovada pelo governo.
Para Arbix, o crescimento do investimento privado em P&D depende de "funding público" e a ideia é que "50% do investimento necessário para subir esse investimento de 0,65% para 0,9% serão oferecidos pelo setor público, pela Finep e uma parte também pelo BNDES". O nível de apoio do Estado, afirmou Arbix, "é uma posição bem conservadora". "É menos do que na União Europeia. Nos Estados Unidos, [esse nível] é 75%; na Coreia, é 80%; na China, é 98%", disse.
A proposta de tornar a Finep uma instituição financeira plena foi lançada e tem sido repetida desde a posse de Mercadante à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). No entanto, a ideia não é totalmente nova - ela já tinha sido aventada por Luis Fernandes, que transmitiu o cargo a Arbix, em entrevista ao "JC" no fim do ano passado.
A ampliação das linhas de crédito seria uma das alternativas para aumentar os recursos da Finep, mas falta saber de onde virá o dinheiro. Na entrevista, Arbix detalhou pontos iniciais sobre como colocar a proposta em prática, mas não apresentou um plano mais concreto. A capitalização extra de R$ 4 bilhões se daria com a transformação da Finep em banco de fomento, o que poderá levar até três anos.
As fontes dos recursos aplicados pela Finep são o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do qual é a secretaria-executiva e operadora, o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND). O FNDCT é a mais relevante dessas fontes.
Segundo dados da Finep, foram aplicados R$ 3,1 bilhões do FNDCT em 2010. Em operações de crédito a empresas, foi aplicado R$ 1,2 bilhão (incluindo recursos do FNDCT). Desde a criação dos fundos setoriais, a partir de 1999 e 2000, o orçamento do FNDCT cresce ano a ano. Em 2002, o fundo aplicou R$ 278 milhões, de acordo com apresentação feita por Luis Fernandes em 26 de janeiro.
O aumento de recursos foi possível graças ao crescimento econômico da última década e à redução paulatina do contingenciamento do FNDCT. Mantida a garantia do governo federal de não retirar recursos do fundo para fazer caixa, a tendência daqui para frente é de "crescimento orgânico" da principal fonte da Finep, nas palavras de Glauco Arbix.
A transformação da Finep em instituição financeira plena, como um banco de fomento à inovação, seria uma saída para aumentar o investimento público na área, rompendo o "teto" desse crescimento orgânico do FNDCT. Hoje, a Finep já é uma instituição financeira e, por isso, pode emprestar dinheiro a empresas. Contudo, explicou Arbix, a agência "nunca foi reconhecida como tal pelo Banco Central". Dessa forma, suas opções de captação de recursos no mercado são limitadas.
"Precisamos de algo a mais. Isso [a capitalização] pode ser feito via Tesouro. Se nos transformarmos em instituição financeira, pode ser feito via mercado, porque nós poderemos captar", adiantou Arbix, sem precisar quais instrumentos de captação financeira poderiam ser utilizados, mas reforçando a importância de fomentar o mercado de fundos de "capital semente" e de "investidores-anjo" - que, contudo, não são instrumentos de crédito, pois atuam comprando participações nas empresas.
Diante dos números referentes aos desembolsos de 2010, a capitalização de R$ 4 bilhões significaria a duplicação do montante investido pela Finep ao cabo de quatro anos. Embora ainda não esteja definido de onde virão os novos recursos, Arbix destacou que a escolha dos instrumentos dependerá do novo desenho institucional a ser adotado pela agência.
"No Brasil, não tem nada parecido com isso. E mesmo fora, as experiências são mais complicadas. Uma instituição financeira de tipo especial [focada em inovação] trabalha com o risco de forma diferenciada", disse Arbix.
Segundo o novo presidente da Finep, conversas sobre o novo desenho institucional já foram iniciadas com o Banco Central. À Agência Brasil, o ministro Aloizio Mercadante afirmou, em 21 de janeiro, que "a discussão está bem avançada" com a autoridade monetária.
Soma-se ao desafio de transformar a Finep em instituição financeira plena o fato de a agência atuar em todas as etapas do fomento científico e tecnológico, apoiando desde ciência básica e infraestrutura de instituições públicas de pesquisa até projetos de inovação nas empresas.
Arbix destacou ainda outros pontos complexos da mudança institucional, como a necessidade de nova governança corporativa, o atendimento a normas do Banco Central e às regras de Basileia, além de uma separação patrimonial rígida, para permitir a convivência da atividade financeira com a de agência de fomento, aplicando recursos não-reembolsáveis, sobretudo em projetos de pesquisa básica ou de cooperação entre empresas e instituições científicas.
Daí a possibilidade de o processo levar três anos. Por isso, o novo presidente da Finep trabalha com a hipótese de a capitalização via mercado ficar para 2012 ou depois - ou seja, os R$ 4 bilhões a mais não necessariamente serão aplicados no ritmo de R$ 1 bilhão ao ano.
No entanto, Arbix não descarta novos aportes do Tesouro Nacional antes de a Finep poder atuar plenamente como banco. Nesse caso, será preciso enfrentar outro grande obstáculo: o ajuste fiscal, cujo anúncio é esperado para fevereiro.
Por isso, o novo presidente da Finep fez questão de fazer um alerta contra o contingenciamento de recursos para ciência e tecnologia. "Entendo a necessidade de apertos fiscais, mas cortes em ciência, tecnologia e educação são um tiro no pé", discursou Arbix na cerimônia de posse.
Elevação no crédito liberaria FNDCT
O plano de captar mais R$ 4 bilhões para a Finep aplicar em crédito, após a agência do MCT tornar-se um banco de fomento, permitirá aumentar os investimentos em outros instrumentos de apoio à inovação. "Temos vários instrumentos. A combinação deles permite um salto nas empresas. Não há uma visão de escadinha, que você investe primeiro num lugar, depois no outro", afirmou o presidente da Finep, Glauco Arbix.
A Finep usa parte dos recursos do FNDCT em operações de crédito. Em 2010, a agência do MCT aplicou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para empresas. Com a flexibilização das alternativas de captação permitida pela transformação em instituição financeira plenamente reconhecida pelo Banco Central, os novos recursos - R$ 4 bilhões em quatro anos, segundo meta sugerida por Arbix - seriam aplicados em operações de crédito.
O presidente da Finep explicou que isso permitiria "liberar" recursos do FNDCT hoje direcionados ao crédito para serem aplicados em outros instrumentos pró-inovação, como a subvenção econômica - aplicação de recursos não-reembolsáveis diretamente em projetos de inovação das empresas, permitida pela Lei de Inovação.
"Podemos remanejar o FNDCT. Temos certa flexibilidade para remanejar e reequilibrar as várias linhas", explicou Arbix. Dessa forma, parte do que é aplicado em crédito poderia ser direcionada para a subvenção ou para fundos de capital empreendedor, instrumento também citado como opção.
Outra possível estratégia para aumentar o investimento da Finep seria ampliar os recursos do FNDCT. Para ir além do "crescimento orgânico", no entanto, seria necessário criar mais fundos setoriais, que irrigam o FNDCT. "Isso é uma discussão, mas tenho a perspectiva de criação de novos fundos", afirmou Arbix.
Desde o ano passado, o MCT debate essa possibilidade. Em setembro, o secretário-executivo da pasta, Luiz Antonio Rodrigues Elias, sinalizou isso no 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas. Em seu discurso de posse, o ministro Aloizio Mercadante também tocou no tema, citando a agricultura e o setor financeiro como possibilidades.
(Vinicius Neder, do Jornal da Ciência)
John Kotter: 8 passos para liderar a mudança em sua organização
Em uma série de quatro artigos, mostraremos os conceitos de John Kotter para promover a mudança dentro das empresas. Especialista participará do Fórum HSM de Gestão e Liderança em abril
Cenários adversos e problemas com mudanças são causadores de noites de insônia para muitos executivos. De acordo com o acadêmico John Kotter, Doutor em Comportamento Organizacional pela Harvard Business School, 70% dos esforços de mudanças nas organizações fracassam. Kotter defende uma teoria em 8 passos para promover e liderar a transformação dentro das empresas. Neste primeiro artigo de uma série de quatro, apresentamos os steps 1 e 2. Confira.
1º Passo - Crie um senso de urgência
Apesar de ter claros os motivos que levaram a necessidade de mudança, é preciso fazer com que todos os colaboradores sintam também esta mesma necessidade de mudança e percebam a importância de agir imediatamente.
Sendo assim, criar este senso de urgência permite que a empresa conte com a cooperação necessária para conduzir uma mudança. De acordo com Kotter, 50% das empresas que não conseguem fazer as mudanças necessárias pecaram logo no início do processo, ignorando a necessidade de tirar as pessoas da zona de conforto.
Entende-se aqui por inspirar às pessoas para a mudança como criar o senso de urgência e não apenas pressioná-las para uma causa que não diz respeito a elas.
Para fazer isto acontecer, Kotter recomenda:
- Traga as informações de fora para dentro.
- Comporte-se com urgência todos os dias.
- Encontre a oportunidade diante da crise
- Lide com o “não”
2º Passo - Crie a aliança administrativa
Além de criar uma sensibilização para a mudança dentro da organização, é preciso reunir um grupo com poder suficiente para liderar a mudança. Uma pessoa, isoladamente, não consegue engajar um grande número de pessoas, vencer todas as resistências, gerar resultados no curto prazo e gerenciar outros projetos ou novas abordagens da cultura.
Para o acadêmico, é preciso ter uma aliança, ou seja, uma espécie de coligação de pessoas que serão líderes da mudança dentro da empresa. “Isto é fundamental para o sucesso”, pontua Kotter em seu website.
Entretanto, para conduzir um processo de mudança é preciso ter um comitê composto por pessoas de alta credibilidade. Caso contrário, “a iniciativa cai por terra” e a concorrência levará a melhor.
Para criar este time em defesa da mudança, a equipe precisa refletir sobre quatro aspectos:
1. Posição de poder: trabalhar os colaboradores-chave para abraçarem a causa, para que os resistentes não bloqueiem o progresso.
2. Atuação: Todos os pontos de vista do time devem estar representados para que as decisões tenham embasamento e sejam tomadas de forma inteligente.
3. Credibilidade: O grupo deve ser visto e respeitado. Suas decisões precisam ser levadas a sério pelos demais colaboradores.
4. Liderança: O time deve ter liderança capaz de conduzir ao processo de mudança.
Para Kotter, o ideal é que esta coligação seja composta por dois gerentes e líderes que trabalham em grupo. Os gerentes terão o papel de manter o processo sob controle, enquanto os demais guiarão para a mudança. “Uma aliança administrativa com bons gestores, porém com líderes pobres tende a produzir planos e não trabalhar a visão”, pontua Kotter em sua página na web.
O segredo, de acordo com o acadêmico, está em “construir o time certo e, em seguida, combinar um nível de confiança com um objetivo comum, em que a equipe acredita que pode resultar em uma aliança administrativa que tem a capacidade de fazer a mudança necessária acontecer, apesar de todas as forças de inércia”.
Conflito de gerações e coaching
Quando eu era adolescente, estava na moda falar de conflito de gerações. Éramos os Baby Boomers causando estranheza a nossos pais, a Geração S (Silent Generation). Lembro que, na época, ao ouvir toda aquela conversa sobre conflito de gerações pensava que estava tudo muito superestimado. Pensava: “o problema não é uma questão de geração, o problema é que nossos pais estão realmente ultrapassados”.
O tempo passou e tive uma filha. Ela cresceu, tornou-se uma mulher e comecei a pensar que talvez meus pais não estivessem tão errados. Bem, se você tem mais de 30 anos provavelmente já conhece o resto desta história: hoje, revendo o que diziam para mim quando adolescente, percebo como eles eram sábios e o quanto tinha a aprender com eles.
Lembro também que quando a Geração X entrou na vida corporativa não se percebia grandes conflitos dentro das organizações, pois apesar deles não gostarem de regras, entendiam que as empresas eram um “mundo diferente" e ainda era a época do “manda quem pode obedece quem tem juízo”.
Atualmente, junto com as mídias alternativas do mundo da internet, está nas empresas uma nova geração: os “Y’s”, filhos da Geração X e netos dos Baby Boomers. Eles não têm medo de hierarquia, se sentem especiais e querem ser tratados como tal. São ambiciosos e como frutos da “era da informação” querem aprender cada vez mais, até porque o excesso de informação e sua fragmentação não os confundem.
No Brasil, esta geração chega ao mundo empresarial numa década de grande crescimento do país. Em quase toda empresa ouço um Baby Boomer dizendo (com orgulho): “Na verdade, eu já estava pensando em me aposentar, mas a empresa pediu para eu ficar um pouco mais” ou “Eu já estava trabalhando em outra coisa, mas eles me chamaram de volta para trabalhar aqui”.
Indústrias, como a Naval, por exemplo, ressurgiram com força convocando profissionais de experiência para trabalhar e liderar duas gerações muito diferentes. Não há porque se espantar que haja conflitos.
Imagine juntar na mesma sala o sujeito da geração Baby Boomer, que abriu mão de ser hippie para sustentar a família; o cara da Geração X que pensa: “manda quem pode obedece quem tem juízo” e a garotada Y para quem é natural “falo o que penso, não importa seu cargo”.
A primeira coisa que se ouve é a reclamação de que eles não respeitam nada. O que isso me lembra? Ah! O que é mesmo que meu avô dizia quando via chegar meu primo de cabelo comprido, sapato sem meia e camisa para fora da calça? Pois é, é a mesma história que se repete.
Mas o que tudo isto tem a ver com coaching? De acordo com a maioria das pesquisas, a questão financeira aparece como um dos três fatores mais importantes que precisam estar presentes na empresa para atrair e reter a Geração Y. Os outros dois são: aprendizagem e desenvolvimento e horário de trabalho flexível. A boa notícia é que o aprendizado e o desenvolvimento são considerados por eles ainda mais importante do que o dinheiro, o que não é de espantar já que nasceram na era da informação.
Então, como os Y’s não têm o mesmo tipo de respeito pela autoridade das gerações anteriores, como querem ter maior responsabilidade, ter voz ativa e fazer diferença e como, por causa disso tudo, muitas vezes tomam iniciativas sem considerar a hierarquia e a experiência anterior, precisam compreender os limites do que sabem e do que ainda não sabem.
Além disso, por terem a tendência a trabalhar cooperando uns com os outros é fácil eles perderem o foco do trabalho que precisa ser realizado e fazer só o que têm vontade de fazer. Por isso, os Baby Boomers e a Geração X precisam urgentemente de uma nova ferramenta para lidar e liderar esta turma, e a técnica de coaching é a mais recomendada.
Aprendendo a prática de coaching, o gestor Baby Boomer, que tem a tendência de ser diretivo, aprende a ouvir as ideias e, assim, a Geração Y se sente especial por poder contribuir produtivamente. Aprende ainda a perguntar de forma estruturada, o que tornará sua vida mais fácil do que ficar lutando para impor suas diretrizes e, simultaneamente, leva tanto a Geração Y como a X a descobrir não só o limite de seu conhecimento como também novas respostas que tinha dentro de si e nem sabia.
O gestor da Geração X aprende a ajustar seu estilo de liderança à situação e ao tipo de equipe. Aprende a desenvolver um ambiente de segurança e confiança (o que eles gostam, mas não sabem como fazer).
A Geração Y adora e aprende rápido a fazer coaching não só com a sua equipe, mas também em pares e, nenhuma surpresa, com os próprios chefes. Outro dia conversando com uma executiva ela me falou: “foi bom para minha equipe passar pelo treinamento de coaching. Agora, a cada vez que eu levanto um problema minha equipe de Y’s se torna coach e me pergunta: e quais são as alternativas de solução? E o melhor é que estamos realmente encontrando soluções inovadoras”.
Grandes empresas multinacionais como a IBM e a Nokia ensinam coaching aos gestores há anos. Empresas nacionais como a Golden Cross e a Sulamerica também o fazem. O importante é perceber que há, hoje, quatro gerações convivendo no mercado corporativo e que conflitos entre elas são inevitáveis. Porém, por meio do coaching, os gestores descobrem como minimizar esses efeitos, fortalecendo suas equipes e atingindo excelência.






